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Thais Braz: "Sinto muito orgulho em ser uma ex-BBB"

Thaís Braz, ex-participante do reality, aposta no seu engajamento nas redes sociais para investir na nova carreira como digital influencer

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Por Denise Neves – Colaboradora do RJ

Edição Flávia Viana

A ex-BBB Thaís Braz e o seu jeito carismático de ser, fizeram ela apostar na carreira como digital influencer. 

Conhecida pela sua participação no Big Brother Brasil 21, a influenciadora diz não se incomodar com o título de “ex-BBB”. “Participar do programa sempre foi um sonho pra mim, e agora que eu consegui, sinto muito orgulho em ser uma ex-BBB”, afirma.

Antes de entrar no reality show, Thaís ainda exercia sua profissão de dentista e trabalhava como odontopediatra. 

Natural da cidade de Luziânia (GO), a goiana dedicou a sua carreira transformando a vida de crianças através dos seus sorrisos.

 

Atualmente, ela continua com a mesma motivação profissional, ainda que seja em uma nova escolha: proporcionando diversão e entretenimento aos seus seguidores na internet com os seus conteúdos.

Thaís já arrancava sorrisos do público muito antes de investir no mercado digital. A participação da ex-BBB foi inesquecivelmente marcada pela enxurrada de memes sobre ela nas redes sociais, fazendo com que a ex-participante fosse um dos maiores destaques da 21ª edição do programa.

Com o seu jeito leve e super alto astral de ser, Braz afirma que ao sair do reality show e saber da repercussão aqui fora, acabou encarando boa parte dos comentários sobre ela com bom humor. “Alguns memes realmente eram engraçados e eu mesma ri quando vi”, conta aos risos.

No entanto, parte da internet também usava de um senso de humor duvidoso para transformar aquilo que deveria ser apenas uma brincadeira em comentários maldosos a respeito de Thaís. “Quando a brincadeira ofende, deixa de ser uma brincadeira”, diz ela.

Mas a ex-BBB conseguiu fazer desse revés a sua sorte grande, e apostar em um desejo antigo: o de se tornar uma influenciadora digital. E foi assim que Thaís criou o seu próprio talk show, “Thaís Na Dispensa”.

O programa promove conversas descontraídas sobre comportamento, moda, fotografia, redes sociais, entre outros assuntos. Recentemente, o “Thaís Na Dispensa” encerrou a sua 1ª temporada, mas tem uma 2ª prevista para acontecer ainda este ano.

Nas vésperas da estreia da 22 edição do maior reality show do país transmitido pela TV Globo, o BBB (Big Brother Brasil), a ex-participante da edição passada Thaís Braz conversou com exclusividade com o Caderno B+ dessa semana. 

Ela contou detalhes sobre sua carreira profissional, além de falar abertamente sobre a sua participação no BBB, vida pessoal e a relação com os seus fãs chamados carinhosamente de “conchas”.

“Quando entramos no BBB, a gente teve que escolher um emoji que nos representasse, e pela minha ligação com o mar, acabei escolhendo uma concha. E aí, ficou. Os meus fãs são as minhas conchinhas”, explica.

Leia abaixo a entrevista completa da ex-BBB Thaís Braz para o Caderno B+:

CE: Como é o dia a dia da Thaís?

TB: “Eu estou começando a ter uma rotina agora, pois acabo de me mudar. Antes, como ainda viajava muito e não parava em casa direito, era difícil ter uma rotina. Eu gosto muito de me exercitar, de comer, de estar em contato com os meus seguidores. Sempre que posso, faço questão de interagir com eles nas redes.”

CE: Como é a sua alimentação?

TB: “Não é muito boa, mas eu estou tentando me regrar mais atualmente (risos). Durante muito tempo eu me alimentei bem mal, com a correria do dia a dia, as minhas refeições eram feitas na base dos aplicativos de delivery de comida. Mas agora eu tô tentando comer melhor.”

CE: Ser conhecida como ex-BBB te incomoda?

TB: “De jeito nenhum. Sempre assisti BBB e participar do programa sempre foi um sonho para mim, e agora que eu consegui, sinto muito orgulho em ser uma ex-BBB.”

CE: Você já tinha tentado entrar no reality antes?

TB: “Sim, em 2018. Fiz todas as etapas e na última eu não passei. Em 2020, tentei de novo para tentar entrar no BBB21 e foi quando consegui. Não sei explicar, mas eu tinha um pressentimento de que dessa vez iria rolar, algo dentro de mim já me avisava isso. E aconteceu.”

CE: Do que você mais gostava na época de estava confinada na casa?

TB: “Das festas, com certeza (risos). E o diferencial das festas na casa é porque era o momento de maior interação entre os participantes, como não tínhamos celular, por exemplo, a gente conseguia curtir mais a companhia um do outro e aproveitar mais os momentos das festas. Era bem legal.”

CE: O que foi mais difícil para você durante todo o confinamento?

TB: “Acredito que a minha dificuldade de me expressar em alguns momentos. O nervosismo às vezes me atrapalhava, como nos Jogos da Discórdia, por exemplo.”

 

CE: Tem algo que você se arrepende de ter feito na casa e que se pudesse, faria diferente agora?

TB: “De ter seguido mais a minha intuição.”

 

CE: Como foi para você lidar com a fama pós-BBB?

TB: “Foi muito bacana. No primeiro momento, foi surpreendente ver toda a repercussão do programa aqui fora, ser reconhecida nas ruas pelas pessoas que me paravam para pedir fotos etc, mas foi uma experiência bem legal.”

CE: Como é a sua relação com os seus fãs?

TB: “A melhor possível. Sempre que eu posso, eu tiro um tempo para conversar com eles, principalmente no Twitter. Uma coisa que eu achei superlegal quando saí do BBB foi que eles fizeram um movimento nas minhas redes para me lotarem de mensagens positivas para que eu não visse as críticas dos haters. Dentre outras coisas, eles estão sempre comigo e eu amo receber todo esse carinho e apoio deles.”

CE: Durante o BBB, diversos memes foram feitos sobre você nas redes sociais. Isso te incomodou ou você lidou com isso numa boa?

TB: “Depende. Alguns memes realmente eram engraçados e eu mesma ri quando vi, já outros acabaram sendo mais ofensivos e me chatearam um pouco. Por exemplo, uma crítica que um determinado programa fez sobre a minha testa. Isso foi um gatilho para mim, porque durante muitos anos eu tive problemas em relação a isso. Quando a brincadeira ofende, deixa de ser uma brincadeira. Isso foi o tipo de coisa que me chateou, mas depois passou.”

CE: Você pensa em voltar a seguir carreira na Odontologia?

TB: “No momento, não. Eu sempre trabalhei atendendo crianças, que é o que eu mais gosto de fazer, e caso eu voltasse, seria algo mais relacionado a essa área em específico. Atualmente, estou focada no mercado digital atuando como influencer, estou gostando bastante e quero me dedicar e estudar para entender mais sobre esse meio. Não pretendo voltar para a Odontologia agora, mas no futuro quem sabe.”

CE: Como influenciadora digital, quais conteúdos você gosta de mostrar para o seu público?

TB: “Eu gosto muito de retratar o meu dia a dia, falar sobre coisas que eu gosto, como moda, por exemplo. Tento sempre manter uma relação de proximidade com os meus seguidores. Às vezes eles comentam: ‘Ah, a Thaís é gente como a gente...’, e que bom, eu fico feliz ao receber esse tipo de comentário, porque eu sou mesmo ‘gente como a gente’ (risos).”

CE: Você lançou um talk show no IGTV chamado “Thaís Na Despensa”, certo? Como surgiu a ideia de fazer o projeto e como foi a experiência de realizá-lo?

TB: “O ‘Thaís Na Despensa’ começou no próprio BBB, quando eu fazia brincadeiras com os outros participantes entrevistando eles. E eu sempre gostei muito de fazer coisas que tenham a ver com a comunicação. Quando eu saí do reality, eu quis muito trabalhar também a minha maneira de me expressar melhor, que era algo que eu tive muita dificuldade no decorrer do programa. E fazer esse talk show foi uma ideia que me surgiu para que eu não só fizesse algo que eu gosto, como também algo que me ajudasse nessa minha dificuldade. E então eu fui em busca de investir nesse projeto e deu certo.”

CE: Há uma previsão para a próxima temporada do “Thaís Na Despensa”?

TB: “Sim. Talvez para esse ano ainda.”

CE: Há algum projeto profissional que você ainda não fez e tem vontade de experimentar?

TB: “Sim, algum negócio na área de moda, como uma marca de roupas, talvez... Também gostaria de apresentar um programa de televisão ou fazer algo voltado para atuação. Eu gosto muito de tudo o que envolve o entretenimento.”

CE: Na internet não se fala em outra coisa a não ser na estreia do BBB e nas especulações sobre os nomes dos participantes dessa próxima edição. Quais são as suas expectativas para o programa desse ano? Você pretende assistir?

TB: “Eu também compartilho da mesma ansiedade que o pessoal nas redes sociais (risos). Pretendo assistir sim, e dessa vez acredito que vai ser bem diferente ver o programa como uma telespectadora que já esteve lá. Não vejo a hora de começar.”

Pet Correio B+

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Veterinário alerta sobre alimentos típicos da data que podem intoxicar os pets

04/04/2026 15h00

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos Foto: Divulgação

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Com a chegada da Páscoa, cresce também a preocupação com a alimentação dos animais de estimação. Tradicional na celebração, o chocolate, presente no formato de ovos, bombons, barras e em sobremesas, está entre os alimentos que nunca devem ser oferecidos a cães e gatos, por representar sérios riscos à sua saúde.

Apesar de muitas pessoas associarem o perigo ao açúcar, o principal vilão é a teobromina, uma substância encontrada no cacau. Segundo Gustavo Quirino, médico-veterinário que atua na capacitação técnica da Adimax, fabricante de alimentos para cães e gatos, o organismo dos pets não é capaz de metabolizá-la de forma eficiente.

“A teobromina tem efeito estimulante, semelhante ao da cafeína, mas cães e gatos são muito mais sensíveis a ela. Por isso, mesmo pequenas quantidades podem causar alterações importantes no organismo”, explica.

Quirino destaca ainda que chocolates com maior teor de cacau, considerados mais saudáveis para os seres humanos, são justamente os mais perigosos para os animais. “Quanto mais cacau, maior a concentração de teobromina e, consequentemente, maior o risco de intoxicação”, completa.

Os sinais clínicos variam de acordo com a quantidade ingerida. Em casos leves, podem ocorrer vômito e diarreia. Já em situações mais graves, o animal pode apresentar alterações cardíacas, convulsões e até risco de morte.

Para quem deseja incluir o pet nas comemorações, a recomendação é optar por produtos desenvolvidos especialmente para eles.

O mercado pet oferece uma variedade de opções seguras, como biscoitos, bifinhos e alimentos úmidos, além de petiscos funcionais, que associam sabor a benefícios para a saúde. Há ainda itens temáticos, inspirados no formato de ovos de Páscoa, mas elaborados sem chocolate e adequados ao consumo animal.

Ainda assim, a moderação é essencial. “Mesmo os petiscos apropriados devem ser oferecidos conforme a recomendação do fabricante, respeitando a quantidade diária indicada”, orienta Quirino.

Além do chocolate, outros alimentos comuns em celebrações familiares nesta época também exigem atenção.

“Carnes gordurosas, bacalhau, castanhas, uvas frescas e passas, sementes de frutas, podem causar diferentes problemas de saúde nos pets. Ossos também representam risco, podendo provocar engasgos ou até perfurações no trato digestivo. Já ingredientes como cebola e alho, presentes em grande parte das receitas, podem provocar a destruição das células vermelhas do sangue, podendo causar quadros de anemia”, alerta o veterinário.

Caso o animal ingira algum alimento inadequado ou apresente sinais de mal-estar, a orientação é buscar atendimento veterinário imediatamente.

Cinema Correio B+

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação

Como uma assistente da Vogue transformou bastidores em fenômeno cultural e por que Miranda Priestly continua sendo uma das figuras mais complexas do cinema contemporâneo.

04/04/2026 13h30

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação Foto: Divulgação

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Quando Lauren Weisberger publicou O Diabo Veste Prada em 2003, o que parecia ser apenas mais um romance ambientado no universo da moda rapidamente revelou outra ambição. O livro nascia de uma experiência muito específica, mas tocava em algo mais amplo: a dinâmica de poder em ambientes onde prestígio e exaustão caminham juntos.

Weisberger havia trabalhado como assistente de Anna Wintour na Vogue, um dos cargos mais desejados e, ao mesmo tempo, mais temidos dentro da indústria editorial. Ao transformar essa vivência em ficção, ela encontrou o tom que equilibra fascínio e desgaste.

A protagonista Andrea Sachs não entra apenas em uma revista de moda. Ela entra em uma estrutura que exige devoção absoluta e oferece, em troca, uma promessa de acesso.

O sucesso do livro não se explica apenas pelo glamour. Ele veio da sensação de reconhecimento. Mesmo para leitores fora da moda, havia ali um retrato familiar de ambientes hierárquicos, de chefes inalcançáveis e de jovens profissionais tentando provar valor em condições quase impossíveis. O sucesso foi tanto que a continuação chega aos cinemas ainda nesse mês de abril.

Miranda Priestly e a construção de um mito reconhecível

Desde o início, a associação entre Miranda Priestly e Anna Wintour foi inevitável. Weisberger sempre sustentou que a personagem era uma composição, o que é tecnicamente verdadeiro. Ainda assim, os códigos estavam todos ali, organizados de forma precisa demais para serem ignorados.

O corte de cabelo, os óculos escuros, o silêncio como instrumento de poder, a maneira como uma frase curta pode redefinir o clima de uma sala inteira. Miranda não precisava levantar a voz porque o sistema já estava estruturado ao seu redor para amplificar cada gesto.

A reação de Wintour, por sua vez, foi tão estratégica quanto a personagem que inspirou o debate. Ao comparecer à première do filme vestindo Prada, ela deslocou a narrativa. Em vez de se defender, apropriou-se do momento. Aquilo que poderia ser lido como exposição transformou-se em reafirmação de controle.

O desconforto que o livro provocou

O impacto do romance dentro da indústria foi imediato, embora raramente declarado de forma direta. O problema não era a revelação de um segredo específico, mas a visibilidade de práticas que sempre existiram e eram tratadas como parte do jogo.

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Assistentes submetidas a jornadas exaustivas, demandas absurdas tratadas como testes de lealdade, uma cultura que confunde resiliência com resistência ao desgaste. Weisberger não inventou esse cenário, mas o organizou de forma acessível, o que acabou sendo mais perturbador do que qualquer denúncia frontal.

Houve críticas à autora, acusada por alguns de transformar sua experiência em oportunismo. Ao mesmo tempo, o silêncio institucional sobre os detalhes mais incômodos funcionou como uma confirmação indireta de que o retrato não estava tão distante da realidade quanto muitos gostariam.

O caminho até o cinema e a mudança de tom

A adaptação cinematográfica de 2006, dirigida por David Frankel, entendeu algo essencial que nem sempre está presente em adaptações: não bastava reproduzir a história, era necessário reinterpretá-la.

O filme suaviza Andrea, amplia o universo da revista e, sobretudo, redesenha Miranda. No livro, ela é mais próxima de uma força opressiva constante. No cinema, ela ganha camadas que tornam sua presença mais complexa e, por isso mesmo, mais inquietante.

Essa transformação passa diretamente por Meryl Streep. Sua interpretação evita o caminho mais óbvio da caricatura e constrói uma personagem baseada em contenção. O poder de Miranda está no que não é dito, no intervalo entre uma ordem e outra, na consciência de que todos ao redor já antecipam suas expectativas.

O famoso discurso sobre o cerúleo sintetiza essa abordagem. Ele desloca a discussão da superfície para a estrutura, explicando como decisões aparentemente banais são resultado de uma cadeia complexa de influência. Ao fazer isso, o filme legitima aquele universo ao mesmo tempo em que o expõe.

Ao lado de Streep, Anne Hathaway conduz a trajetória de Andrea com um equilíbrio entre ingenuidade e ambição, enquanto Emily Blunt oferece uma leitura afiada do custo emocional de se adaptar completamente ao sistema.

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuaçãoO Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação - Divulgação

Resultados e impacto cultural

O filme ultrapassou a marca de 300 milhões de dólares em bilheteria mundial e consolidou-se como um dos títulos mais influentes de sua geração dentro do gênero. Mais do que isso, redefiniu a maneira como histórias ambientadas em ambientes corporativos femininos poderiam ser contadas.

Ele não se limita a criticar ou a celebrar. Ele opera em uma zona ambígua que permite leituras diferentes conforme o tempo passa. Para alguns, Miranda é uma vilã. Para outros, uma líder moldada por um sistema que cobra resultados com a mesma intensidade com que pune fragilidade.

Essa ambiguidade é o que mantém o filme em circulação constante no debate cultural, especialmente em um momento em que discussões sobre liderança, cultura de trabalho e equilíbrio pessoal ganham novas camadas.

A continuação literária e a possibilidade de retorno no cinema

Em 2013, Weisberger retornou a esse universo com Revenge Wears Prada. Andrea já não é a jovem insegura do início. Ela construiu sua própria trajetória profissional, mas descobre que o passado não se dissolve com facilidade, especialmente quando Miranda Priestly decide reaparecer.

A continuação desloca o conflito. Se antes a questão era sobreviver, agora se trata de estabelecer limites. Andrea já conhece as regras do jogo, mas isso não significa que esteja imune ao seu impacto.

A autora ainda expandiu esse mundo com When Life Gives You Lululemons, centrado na personagem Emily, o que reforça a ideia de que aquele universo funciona como um ecossistema mais amplo, onde diferentes trajetórias revelam diferentes formas de lidar com o mesmo tipo de pressão.

No cinema, a ideia de uma sequência do filme original nunca desapareceu completamente. Ela ressurge em ciclos, acompanhando o interesse da indústria em revisitar histórias consolidadas. O desafio, nesse caso, não é apenas reunir elenco e equipe, mas encontrar uma abordagem que dialogue com um mundo transformado.

A figura de Miranda Priestly, construída em um contexto de autoridade incontestável, precisaria ser reposicionada em uma realidade marcada por redes sociais, exposição constante e questionamentos mais diretos sobre estruturas de poder. O que antes era aceito como exigência pode hoje ser interpretado como abuso. Essa tensão oferece material dramático evidente, mas exige uma leitura mais sofisticada.

Entre ficção e realidade, o que realmente ficou

O que torna O Diabo Veste Prada um caso tão duradouro não é a precisão factual, mas a capacidade de traduzir uma experiência coletiva em narrativa. Ele não documenta a Vogue nem pretende fazê-lo. Ele reorganiza percepções sobre trabalho, ambição e pertencimento.

Ao fazer isso, transforma uma história pessoal em algo reconhecível em diferentes contextos. E talvez seja justamente essa capacidade de deslocamento que explica por que, duas décadas depois, ainda se discute não apenas quem inspirou Miranda Priestly, mas o que ela representa.

Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt retornam para a sequência do clássico dos anos 2000

Quase 20 anos depois de sua estreia, a sequência  O Diabo Veste Prada 2  chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de abril. A continuação acompanha o retorno de  à revista Runway, ainda sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly, mas passando por um momento delicado. A estratégia de “salvar” a Runaway as força a se reconectar com Emily Charlton, a ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa. Será que ela já perdoou Andy e Miranda?

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