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Vencedor de sete prêmios em Gramado, filme sobre Mussum é a principal estreia da semana

Vencedor de sete prêmios no Festival de Gramado, longa-metragem de Silvio Guindane sobre o músico e humorista Antonio Carlos Bernardes Gomes, que integrou o quarteto Os Trapalhões, é a principal estreia da semana

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Diverte, emociona e Ailton Graça está excelente no papel. É isso que vem sendo dito por quem já pôde conferir “Mussum – O Filmis”. Não à toa, o longa-metragem que conta a história de Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994) ganhou sete prêmios na última edição do Festival de Gramado, um dos mais importantes do País, no mês de agosto.

O músico e humorista, nascido em Lins de Vasconcelos (RJ), ganhou o nome artístico que dá título ao filme de ninguém menos que Grande Otelo (1915-1993) e fez história como integrante do grupo Os Originais do Samba, antes de se tornar um dos grandes nomes da tevê e do cinema brasileiro ao lado de Didi (Renato Aragão), Dedé (Santana) e Zacarias (Mauro Faccio Gonçalves), com quem formava Os Trapalhões.

O quarteto de humor foi o principal veículo para Mussum destilar seu incrível talento para fazer rir, muitas vezes em tiradas que feriam o politicamente correto, mas de tal maneira carismáticas e sem perder um certo sentido de humanidade que conquistavam diferentes faixas etárias. 

Mesmo quando soavam preconceituosas, não raro em relação à própria figura e condição de homem negro e pobre do ator e comediante, as esquetes do Mumu da Mangueira arrebatavam.

Assistir “Os Trapalhões” era programa obrigatório aos domingos. A partir de 1976, e até 1991, três anos antes de sua morte, Mussum esteve ainda em 27 filmes, quase todos de muito sucesso, ao lado dos companheiros de riso. Sua morte chocou o País, e quem tem idade para lembrar certamente não esquece da presença eletrizante do humorista em cena. 

Imperfeito, humano e extremamente engraçado, criador do seu próprio dialeto ao flexionar as palavras com sua típica finalização em “is”, como no título do próprio filme.

Chegado no “mé” (cachaça), machista, preguiçoso, mas nem por isso destituído de um sentimento do mundo, como diria o poeta, capaz de lhe facultar acesso à sensibilidade e à simpatia de multidões. 

No samba, como cantor e ritmista – tocava reco-reco – desde os anos 1970, com os Originais do Samba, do qual era membro fundador, apresentou-se ao lado de medalhões como Vinicius de Moraes, Elza Soares, Jair Rodrigues e Jorge Ben e o norte-americano Earl Grant (1931-1970). O conjunto fez excursões pela Europa e pelos EUA. Também é conhecida a sua paixão pela escola de samba Mangueira. 

Todo esse cabedal recebe uma narrativa de Silvio Guindane, que, sem firulas, vem surpreendendo pela coesão, pela desenvoltura e pela capacidade de manter o espectador fisgado desde os lances da infância de Mussum até sua partida. 

Sem apelação e sem impedimentos para tocar em assuntos mais contraditórios, o roteiro do longa, assinado por Paulo Cursino, é inspirado em “Mussum – Uma História de Humor e Samba”, livro de Juliano Barreto.

Na tela, o personagem principal é encarnado por três atores – Thawan Lucas Bandeira, Yuri Marçal e Ailton Graça – conforme a fase da vida de Mussum. Na primeira, Carlinhos (Bandeira) ainda é menino e vive com a mãe (Cacau Protásio), sonhando com a música e os campos de futebol. 

Na segunda, Carlinhos (Marçal) divide-se entre Aeronáutica e o início da carreira de sambista e do primeiro casamento. O despontar e o sucesso na televisão, com o Carlinhos de Ailton Graça, constituem a terceira fase.

Além das proezas do elenco, outro aspecto de destaque é a caracterização, assinada por Martin Macias Trujillo, de personagens como os companheiros trapalhões de Mussum, interpretados por Gero Camilo (Renato Aragão), Felipe Rocha (Dedé Santana) e Gustavo Nader (Mauro Gonçalves).

Grande Otelo e Chico Anysio são vividos, respectivamente, por Nando Cunha e Vanderlei Bernardino. Mussum fez parte da “Escolinha do Professor Raimundo”, nos anos 1970, antes do seu próprio e célebre quarteto. 

Em resumo, “Mussum – O Filmis”, como diria seu personagem-tema, é “do cacildis”. E para toda a família. Conecta o biografado com quem já o conhece e envolve neófitos, sempre com eficiência.

CANALHAS

Na Cervejaria Canalhas (Rua Dom Lustosa, nº 214, Seminário), tem banda Red nesta sexta, celebrando seu primeiro aniversário, com ingressos (R$ 15) pelo Sympla. E amanhã, marcando o International Stout Day, são duas bandas que se apresentam, com ingressos a R$ 20: Superjam e Bêbados Habilidosos.

CAFÉ COM TANGO

Hoje, a partir das 18h30min, o Café com Tango promove um baile de milonga ao ar livre no Sesc Cultura (Av. Afonso Pena, nº 2.270, Centro). O repertório musical de tango será apresentado ao vivo pela orquestra Fontinelli. O programa inclui aulão para iniciantes, ministrado pela professora Camila Marques.

CRIANÇADA

Para a criançada, uma das opções do sábado, também no Sesc Cultura, é a oficina A Arte dos Vasos Ming, que começa às 15hs. Às 16h, quem se apresenta por lá é a Cia Habilidoces, com o espetáculo “Fala Bicho”, um compêndio de histórias e contos brasileiros protagonizados por bichos encantados. 

No domingo, às 15h e às 16h30min, o grupo ocupa o shopping center Norte Sul Plaza com palhaçaria, acrobacia, música e pernas de pau.

Amanhã, nos mesmos horários, o Norte Sul recebe Kelly Guavira, com uma contação de lendas sul-mato-grossenses. No shopping Bosque dos Ipês, a atração é a visita do Papai Noel, às 16h, e decoração natalina assinada por Cecília Dale.

BONITO CINESUR

Com o clássico “Alma do Brasil” (1932) marcando a sua abertura no sábado, a primeira edição do festival, no Centro de Convenções, apresenta, no domingo, além das mostras competitivas, que começam às 18h, o longa-metragem “Inocência” (1983), com presença do diretor Walter Lima Jr., a partir das 15h.

Dança Correio B+

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo

Superprodução europeia de balé clássico passará por 18 cidades brasileiras e promete encantar público de todas as idades

19/09/2026 17h30

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo Foto: Andrey Lyapin

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Em outubro, a magia de Cinderella chegará a São Paulo, com uma montagem inédita da The Moscow Ballet. A grandiosa produção será estrelada por dois nomes consagrados da cena internacional: Oksana Bondareva, solista do lendário Teatro Mariinsky e reconhecida por sua expressividade e presença magnética no palco, e o italiano Leonardo de Checchi, aplaudido por sua técnica refinada e pelas conquistas em competições de prestígio mundial.

Ambos foram laureados com o Capri Danza International 2025, um dos prêmios mais respeitados da dança europeia, e chegam ao País para encantar o público ao lado de um elenco de 18 grandes bailarinos russos e italianos. As apresentações serão nos dias 06 e 07, às 20h, no Teatro Bradesco.

Com figurinos luxuosos, cenários encantadores e coreografias de alto nível técnico e artístico, Cinderella apresenta ao público um universo mágico. Além da delicadeza e do virtuosismo da dança, a plateia se surpreenderá com a atuação cênica dos bailarinos.

“Criamos esta montagem levando em consideração as habilidades e características dos nossos artistas. Conseguimos revelar a individualidade de cada bailarino, mostrando, em alguns momentos, a técnica de balé e, em outros, o talento para a atuação.

O espetáculo é muito teatral, com muitos momentos divertidos e emocionantes. Também existe uma história de amor — a verdadeira história de Cinderella e do príncipe”, conta Oksana Bondareva, que também assina a direção artística do espetáculo, junto a Andrey Lyapin.

Entre os pontos altos do espetáculo, Oksana Bondareva destaca a cena do baile, que reúne todo o elenco em um dos momentos mais grandiosos da montagem.

A sequência combina dinamismo, humor e emoção e, segundo a bailarina, ganha ainda mais força na transição para a “meia-noite”, quando a passagem do tempo é traduzida de maneira especialmente criativa pelos artistas. O momento em que Cinderella precisa deixar o baile reserva, assim, uma das surpresas cênicas da produção.

Para Oksana, é uma grande oportunidade e sorte poder apresentar Cinderella ao público brasileiro neste mês tão especial. “Queremos que as crianças acreditem nos contos de fadas, no amor e que saibam distinguir o bem do mal. E que vivam sempre com fé em seus corações.

E que, cada pessoa, depois de assistir ao espetáculo, saia do teatro com o coração maior, cheio de amor, alegria e calor humano”, define a bailarina.

Inspirada no clássico conto de Charles Perrault, a produção mantém como trilha sonora a genial música de Sergei Prokofiev, composta especialmente para o balé Cinderella, apresentado pela primeira vez em 1945, no Teatro Bolshoi, com a grande Galina Ulanova no papel da princesa.

A história de Cinderella vem, ao longo dos séculos, despertando fascínio em pessoas de todas as idades. “Todos nós queremos acreditar em contos de fadas, até mesmo os adultos. Todos esperamos da vida uma recompensa por nosso trabalho árduo ou por nossos sofrimentos.

E Cinderella nos permite sonhar com um milagre, em qualquer uma de suas formas. Ela nos dá esperança de que, depois de todo o esforço e trabalho, seremos recompensados com felicidade e amor”, conclui Oksana.

Com produção de alto nível e uma proposta artística sofisticada, Cinderella transporta o público para um mundo encantado inspirado no clássico conto de fadas que atravessa gerações, sendo uma experiência inesquecível para toda a família.

O espetáculo será apresentado, de primeiro de outubro a primeiro de novembro, em: Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo, São José dos Campos, Piracicaba, Campinas, Belo Horizonte, Cascavel, Maringá, Chapecó, Jaraguá do Sul, Criciúma, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Caxias do Sul, Porto Alegre, Juiz de Fora, Rio de Janeiro.

Serviço:

Cinderella – The Moscow Ballet
Data: 06 e 07/10/2026
Horário: 20h
Local: Teatro Bradesco - Bourbon Shopping Săo Paulo - R. Palestra Itália, 500 - 3° Piso - Perdizes, São Paulo - SP
Classificação Etária: Livre (menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsáveis)
Ingressos: a partir de R$90
Vendas na Uhuu: 
https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/the-moscow-ballet-cinderella-16670 

Saúde Correio B+

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

O cirurgião ginecológico explica quando a dor menstrual merece investigação e por que sintomas persistentes não devem ser normalizados

19/09/2026 16h30

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira? Foto: Divulgação

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A cólica menstrual faz parte da vida de muitas mulheres. Desde a adolescência é comum ouvir que sentir dor durante a menstruação é normal e que basta aprender a conviver com ela. A intensidade do sintoma e o impacto que ele provoca na rotina podem indicar quando é necessário investigar a causa.

Para o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio a dor menstrual não deve ser analisada apenas pela presença ou ausência de cólica, mas também pela sua intensidade, frequência e pelos efeitos que provoca no cotidiano.

“Nem toda mulher que sente cólica tem endometriose, mas uma dor intensa e recorrente não deve ser simplesmente normalizada. Sentir dor não é normal”, afirma.

Um dos obstáculos para o diagnóstico da endometriose é justamente a naturalização desses sintomas. Chiminacio relata atender pacientes que convivem durante anos com dores antes de descobrir a causa. Em alguns casos, segundo ele, o intervalo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico chega a oito ou dez anos.

A localização da dor também pode dificultar o reconhecimento da doença. Além da região pélvica, pacientes com endometriose podem apresentar sintomas em áreas como lombar, virilha e pernas. A relação dessas manifestações com o período menstrual pode ser uma informação importante durante a investigação.

“Antes de olhar uma imagem, eu quero entender o que a paciente sente, quando sente e onde dói. Os sintomas podem dar pistas importantes sobre a localização da doença”, explica o médico.

A investigação da endometriose não depende exclusivamente dos exames de imagem. Embora ultrassonografia e ressonância magnética possam ajudar a identificar e localizar a doença, a avaliação clínica também é considerada importante.

A história da paciente, a descrição dos sintomas e o exame físico podem contribuir para levantar hipóteses sobre a localização dos focos e direcionar a investigação. Por isso, um exame sem alterações não deve ser interpretado isoladamente. A avaliação médica precisa considerar o conjunto de informações apresentado pela paciente.

Uma forma diferente de explicar a anatomia da dor

Para explicar por que a endometriose pode provocar dores em diferentes regiões, Dr. Igor Chiminacio desenvolveu o que chama de “Teoria do Polvo”.

A comparação parte da anatomia da pelve feminina. Nela o útero é representado como a cabeça de um polvo, enquanto os tecidos que dão sustentação ao órgão, conhecidos como paramétrios, são comparados aos tentáculos.

A proposta é facilitar a compreensão de como a localização da endometriose pode estar relacionada aos diferentes sintomas apresentados pelas pacientes. Segundo o médico, o comprometimento dessas estruturas pode envolver regiões próximas aos nervos e ajudar a explicar por que a dor nem sempre fica restrita à região pélvica.

O conceito foi apresentado por Dr. Igor Chiminacio no Congresso Global da AAGL, realizado em 2025, em Vancouver, em trabalho publicado no Journal of Minimally Invasive Gynecology.

Quando a cólica merece investigação?

Não existe uma única característica capaz de determinar se uma cólica está dentro do esperado ou se está relacionada à endometriose. A intensidade da dor, sua recorrência e o impacto na rotina são alguns dos aspectos que devem ser considerados.

Quando a mulher deixa de trabalhar, estudar, praticar atividades físicas ou realizar atividades do dia a dia por causa da dor menstrual, o sintoma merece atenção.

A recomendação é procurar avaliação médica diante de dores intensas ou persistentes, especialmente quando elas se repetem ao longo dos ciclos menstruais ou aparecem acompanhadas de outros sintomas.

A principal mensagem, segundo Dr. Igor Chiminacio, é que sentir dor não deve ser automaticamente considerado parte obrigatória da experiência de menstruar. A investigação adequada pode ajudar a diferenciar uma cólica menstrual comum de sintomas que merecem uma avaliação mais aprofundada, incluindo a possibilidade de endometriose.

Mais do que descobrir se toda mulher sente cólica, a questão é entender quando a dor deixa de ser apenas um desconforto menstrual e passa a exigir investigação.

Em tempo: Dr. Igor Chiminacio lança o livro A Endometriose, Deus e as Redes Sociais, obra que reúne experiências de sua trajetória profissional e pessoal, reflexões sobre diagnóstico e tratamento da endometriose, além de discutir o impacto das redes sociais na forma como mulheres acessam informações sobre a doença. Toda a renda obtida com a venda do livro será integralmente destinada ao WHR – Women’s Health Research, para fomentar pesquisas científicas em saúde feminina.

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