Economia

BENEFÍCIOS FUTUROS

Acordo entre Mercosul e União Europeia pode elevar PIB de MS em até 3%

Acordo já aprovado pelo Congresso deve abrir mercados para produtos locais e estimular investimentos industriais, diz Verruck

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O Produto Interno Bruto (PIB)de Mato Grosso do Sul poderá ter um ganho adicional de até 3% depois que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) entrar em vigor. A informação é do titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck.

De acordo com o secretário, Mato Grosso do Sul é um dos estados brasileiros que mais se beneficiarão com a redução nas barreiras comerciais e nos entraves burocráticos no comércio entre os dois blocos econômicos.

Pelo acordo, o Mercosul eliminará 91% das tarifas aplicadas sobre produtos da UE ao longo de 15 anos, o que cobre 85% do valor das importações brasileiras de produtos provenientes da União Europeia.

Já os europeus eliminarão progressivamente, ao longo de 12 anos, 95% das taxas sobre exportações do Mercosul, equivalente a 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros.

Na quarta-feira, o Senado aprovou a adesão brasileira ao acordo de livre comércio, restando agora apenas ao Poder Executivo – que foi quem participou das negociações – ratificar o acordo. Outros dois países do bloco sul-americano, Uruguai e Argentina, já aprovaram o acordo. Ainda resta o Paraguai.

Do lado europeu, ainda é necessária a aprovação no Parlamento Europeu, órgão da União Europeia. Apesar das críticas de alguns países, a expectativa é de que o acordo seja aprovado em breve também.

Conjuntura

Em entrevista ao Correio do Estado, Jaime Verruck explicou que o acordo é positivo para o Estado tanto para operações de exportação como para as de importação.

No caso das exportações, o Estado está bem posicionado para exportar proteína animal para a União Europeia, além de celulose.

“No caso da celulose, trata-se de um mercado de alto padrão de consumo, com preços internacionais até melhores”, explicou Verruck. O Estado também pode ganhar mercado – apesar das cotas estabelecidas pela União Europeia no acordo – na comercialização de carne bovina e de carne de aves.

“Também há o caso do couro, para o qual a estruturação deste acordo é relevante. Nós já exportamos couro para a União Europeia, sobretudo para a Itália”, explica.

Na outra mão, Mato Grosso do Sul tem incrementado as importações do bloco europeu nos últimos anos, sobretudo na aquisição de bens de capital de longa duração, investimento importante para industrializar uma região.

Boa parte da infraestrutura das megafábricas de celulose construídas nesta década, e dos projetos que devem sair do papel em breve, tem seus principais equipamentos produzidos dentro da União Europeia.

“A indústria brasileira ganha tanto na exportação de bens quanto na possibilidade de importação de equipamentos”, comenta Verruck.

“Na questão da importação, o acordo também é positivo. As máquinas das fábricas de celulose [essencialmente] vieram da Áustria e da Finlândia, com importações de US$ 1,7 bilhão”, revela o titular da Semadesc.

“A gente tem uma estimativa de que, com o acordo, pode gerar um adicional de 3% no PIB do Estado, oriundo basicamente do processo de exportação para a comunidade econômica europeia. Isso é extremamente positivo quando olhamos para essa situação”, acrescenta Verruck.

Geopolítica

A questão geopolítica torna o acordo do Mercosul com a União Europeia ainda mais relevante. Os conflitos recentes entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no Oriente Médio, os quais Verruck coloca dentro de uma conjuntura de “Terceira Guerra Mundial”, mostram, segundo ele, como o Brasil está se posicionando globalmente.

“Quando se tem uma guerra como esta, a gente tem impacto diretamente na exportação de proteína, como frango e carne bovina, para essa região [o Oriente Médio], que é importante sob o ponto de vista de mercado para o Brasil e Mato Grosso do Sul”, analisa.

Segundo ele, os primeiros impactos já podem ser vistos na elevação do preço global do petróleo e – consequentemente – de seus derivados. A guerra também já impactou, imediatamente, nos preços de fertilizantes. “O Irã é um grande produtor de ureia e potássio”.

Verruck também lembra que o Brasil saiu recentemente de uma incerteza de mercado quanto à taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos (e que pode voltar neste ano). “Quando se olha para tudo isso, o acordo Mercosul-União Europeia se torna ainda mais relevante”, conclui.

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Comércio exterior

Celulose puxa exportações e contribui para superávit de R$ 903 milhões na balança comercial de MS

Em números, as exportações do Estado nos dois primeiros meses de 2026 somaram US$ 1,43 bilhão e as importações, US$ 530,57

06/03/2026 15h00

Celulose puxa exportações, seguida pela carne bovina e soja

Celulose puxa exportações, seguida pela carne bovina e soja Divulgação

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Mato Grosso do Sul manteve um lucro positivo na balança comercial do Estado de US$ 902,38 milhões no acumulado até o mês de fevereiro deste ano.

O superávit foi puxado pelas exportações no período que somaram US$ 1,43 bilhão, puxado pela celulose (32,31% da pauta exportadora), pela carne bovina fresca (22,2%) e pela soja (13,79%), produtos que lideraram as vendas externas sul-mato-grossenses. 

Ao todo, a quantidade de produtos exportados pelo Estado chegou a 3,86 milhões de toneladas, valor 14,26% maior que o registrado em fevereiro de 2025. 

Os dados foram divulgados pela Carta de Conjuntura do Setor Externo do mês de fevereiro, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). 

O principal destino dos produtos estaduais continuou sendo a China, responsável por 37,76% das exportações. Em seguida, aparecem os Estados Unidos, com 10,16% e os Países Baixos, com 4,4%. 

O principal porto de exportação foi o Porto de Santos, responsável por 42,75% do total exportado pelo Estado. Outros portos importantes incluem o Paranaguá (36,30%), São Francisco do Sul (7,13%) e IRF Imbituba (2,52%). 

A indústria de transformação apresentou uma variação positiva de 3,12% no preço exportado e 6,27% do volume das exportações. O setor agropecuário também apresentou incremento no preço (9,62%) e nas quantidades exportadas (17,4%). 

A Indústria Extrativa foi o único setor com desempenho negativo, com preço em retraçaõ de 49,05%. Porém, a quantidade exportada registrou aumento de 24,68%. 

Três Lagoas foi o maior município exportador, sendo responsável por 21,63% das exportações, seguido por Ribas do Rio Pardo (14,85%), Dourados (9,22%) e Campo Grande (8,99%). 

Segundo a pasta, "Mato Grosso do Sul tem exibido um sólido desempenho nas exportações, impulsionado por commodities e produtos agrícolas. O constante superávit comercial destaca a capacidade econômica do Estado". 

Importação

Quanto aos produtos comprados pelo Estado, o acumulado em fevereiro de 2026 foi igual a US$ 530,57 milhões, um aumento de 35,36% em relação aos dois primeiros meses do ano passado, quando registrou US$ 391,94 milhões.

Segundo a Semadesc, esse movimento está associado principalmente à aquisição de bens de capital e equipamentos industriais.

Quanto às quantidades, em 2026 já foram importadas 699,31 toneladas de produtos, valor 3,99% inferior à do mesmo período em 2025. 

Pela segunda vez na série histórica, o gás natural deixou de ser o principal produto importado, dando lugar às “caldeiras de geradores de vapor”, responsáveis por 23,72% das importações. Em seguida, aparece o gás natural (23,62%) e o cobre (7,5%). 

Para o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, o desempenho da balança comercial com valor excedente de mais de US$ 900 milhões demonstra a capacidade produtiva do Estado e a dinâmica de investimentos na economia estadual. 

“Mato Grosso do Sul mantém crescimento no volume exportado e amplia investimentos industriais, evidenciados pelo aumento das importações de bens de capital. Esse movimento demonstra a expansão das cadeias produtivas e a consolidação do Estado como um dos principais polos agroindustriais do país”, afirmou. 


 

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1184, quinta-feira (05/03): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 19h; veja quais os números sorteados no último concurso

06/03/2026 08h38

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1184 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 5 de março de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1,2 milhão.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 42 apostas ganhadoras, (R$ 3.083,77)
  • 5 acertos - 2.019 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 24.762 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Agosto - 74.406 apostas ganhadoras, (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1184 são:

  • 16 - 17 - 24 - 10 - 01 - 13 - 25
  • Mês da sorte: 08 - agosto

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1185

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 7 de março, a partir das 21 horas, pelo concurso 1185. O valor da premiação está estimado em R$ 1,5 milhão.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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