Economia

NEGOCIAÇÃO

Caixa atinge R$ 1 bilhão em dívidas negociadas pelo Desenrola Brasil

Programa já viabilizou regularização de mais de 62 mil contratos

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A Caixa Econômica Federal comunicou nessa sexta-feira (4) ter alcançado R$ 1 bilhão em dívidas negociadas, com 50 mil clientes pelo programa Desenrola Brasil, criado pelo governo federal como uma forma de limpar o nome e recuperar o acesso a crédito sobretudo de brasileiros de baixa e média renda.

Segundo a Caixa, o programa viabilizou, até sexta, a regularização de mais de 62 mil contratos, com 91,2% das dívidas liquidadas à vista com desconto de até 90%. O banco público disponibiliza informações sobre o Desenrola no portal chamado Negociar Dívidas. 

Os detalhes também estão disponíveis pelo telefone no canal Alô Caixa (4004 0104 – para capitais e regiões metropolitanas e 0800 104 0104 – demais regiões) e nas agências.

Há cerca de uma semana, outra instituição pública, o Banco do Brasil, informou ter atingido a marca de R$ 2,3 bilhões negociados pelo programa, por parte de 230 mil clientes – 220 mil pessoas físicas e 10 mil jurídicas. A empresa Ativos S.A., que pertence ao conglomerado BB, conseguiu renegociar outros R$ 175 milhões, informou o banco público.

O Desenrola Brasil foi disponibilizado no dia 17 de julho. O programa prevê parcelamento da dívida de 12 a 120 meses, com taxas personalizadas e primeira parcela para 30 dias. A exclusão dos cadastros restritivos se dá em até 5 dias úteis após a efetivação da renegociação.

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Dia dos Pais injetará R$ 339 milhões, mas inadimplência preocupa varejo

Pesquisa da Fecomércio-MS aponta crescimento de 8% nas vendas em relação ao ano passado; lojistas apostam em promoções, parcelamentos e atendimento presencial para impulsionar o consumo

07/08/2026 07h45

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O comércio de Mato Grosso do Sul entra na reta final para a chegada de uma das principais datas do calendário varejista com expectativa de crescimento nas vendas, mas atento ao avanço da inadimplência das famílias, que pode reduzir o ritmo do consumo.

Levantamento do Instituto de Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (IPF-MS), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosos do Sul (Sebrae-MS), estima que o Dia dos Pais, que será comemorado no dia 9, deve movimentar R$ 339,22 milhões em presentes e comemorações no Estado, alta de 8% em relação ao ano passado.

A projeção considera gastos com presentes e celebrações, que devem alcançar a média de R$ 472,04 por consumidor. Do total previsto, R$ 153,41 milhões serão destinados à compra de presentes, enquanto outros R$ 185,8 milhões devem ser gastos em comemorações.

Para o presidente da Fecomércio-MS, Juliano Wertheimer, a proximidade da data exige planejamento dos empresários.

“É importante que as empresas estejam preparadas para aproveitar esse momento de aquecimento das vendas, com reforço de equipe e bom atendimento. Além disso, 73% dos consumidores disseram que pretendem comprar em lojas físicas, o que reforça a importância do comércio de rua nesse período”, afirma Wertheimer.

A pesquisa mostra que 43,94% dos entrevistados pretendem presentear os pais, com gasto médio de R$ 232,69, enquanto 51,73% afirmaram que vão comemorar a data, desembolsando, em média, R$ 239,35.

As roupas lideram a lista de presentes preferidos (37,29%), seguidas por calçados (22,26%) e perfumes ou cosméticos (21,9%). A preferência pelas compras presenciais continua predominante: 73,33% dos consumidores afirmaram que pretendem adquirir os presentes em lojas físicas.

Embora a maior parte das famílias opte por comemorar em casa, Wertheimer destaca que bares e restaurantes também podem aproveitar a data.

“É importante também que os restaurantes estejam preparados para o delivery, já que boa parte das pessoas que pretendem comemorar dizem que vão fazer isso em casa. Mesmo com esse consumo mais caseiro impulsionando as vendas dos supermercados, os restaurantes e bares também podem aproveitar esse consumo doméstico por meio do delivery e dos pedidos”, ressalta.

CAPITAL

Em Campo Grande, o otimismo também predomina entre os empresários. Pesquisa da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) aponta que 76% dos comerciantes esperam vender mais do que no Dia dos Pais de 2025.

Entre eles, 34,3% acreditam em crescimento de até 10%, 31,4% projetam aumento de até 20%, enquanto 9,5% esperam expansão de até 40%.

“O Dia dos Pais continua sendo uma das datas mais importantes para o comércio. Mesmo diante de um cenário econômico que ainda exige cautela, percebemos que o empresário está investindo em estratégias para atrair consumidores e acredita em um desempenho melhor do que o registrado no ano passado”, afirma o presidente da ACICG, Omar Aukar.

Conforme o levantamento, mais da metade dos empresários acredita que o consumidor gastará entre R$ 101 e R$ 200 por compra. Para atrair clientes, 51,4% apostam em promoções, enquanto 27,6% reforçaram as campanhas nas redes sociais e o mesmo porcentual ampliou as condições de parcelamento.

“O consumidor está cada vez mais atento às oportunidades. Por isso, promoções, condições de pagamento e presença digital fazem diferença na decisão de compra. A expectativa é de um comércio bastante competitivo e preparado para aproveitar a data”, acrescenta Aukar.

Apesar das projeções positivas, especialistas do varejo acompanham com cautela o comportamento do consumidor em razão do aumento da inadimplência.

O crescimento do número de famílias com dívidas em atraso tende a reduzir o orçamento disponível para compras sazonais, fazendo com que muitos consumidores priorizem presentes de menor valor ou recorram ao parcelamento para manter a tradição da data.

Esse cenário ajuda a explicar a forte aposta do comércio em promoções, descontos progressivos, crediário próprio e parcelamentos sem juros.

A estratégia é estimular o consumo mesmo em um ambiente de maior restrição financeira, preservando o desempenho de uma data considerada a segunda mais importante do calendário do varejo por boa parte dos comerciantes.

CONSUMO

Nas vitrines do Centro de Campo Grande, lojistas intensificaram as campanhas promocionais na expectativa de concentrar o maior movimento entre sexta-feira e sábado.

O vendedor da Gazin, Maycon Vinícius, afirma que eletrônicos e ferramentas devem liderar as vendas.

“A gente espera que seja mais o setor das TVs, do som, ferramentas e também produtos automotivos, que costumam agradar mais os pais. Estamos trabalhando com pagamento à vista, cartão em até 12 vezes sem juros e também crediário próprio”.

A loja estabeleceu uma meta de R$ 150 mil em vendas apenas no sábado, apostando na facilidade de pagamento para impulsionar o faturamento. 

No segmento de vestuário, a gerente da Hering, Marli Pires Barbosa, observa que o movimento começou a crescer nesta semana. “Desde ontem a procura aumentou bastante. Sempre dois dias antes da data o fluxo cresce e a expectativa é de fechar o período com crescimento de 5% em relação ao ano passado”.

Segundo ela, as peças mais procuradas são camisetas e polos, reunidas em combos promocionais divulgados também pelas redes sociais.

Na Montreal Magazine, a estratégia foi ampliar o público-alvo da campanha. Além das coleções masculinas, a empresa aposta em ofertas para toda a família.

“Estamos trabalhando com produtos de verão, kits para pai, filho e filha combinando os looks e também fortalecendo o departamento de lar para atrair toda a família”, explica o gestor Jânio Araújo.

A expectativa da rede é de crescer 12% sobre o desempenho registrado em 2025. Para isso, ela reforçou o estoque de camisetas, polos e bermudas e ampliou o parcelamento no crediário próprio.

Já na Passaletti, especializada em calçados, o supervisor Bruno Salvatori afirma que a meta é faturar R$ 130 mil somente no sábado, impulsionada por promoções em calçados masculinos e ações de divulgação na loja.

“Estamos fazendo campanhas com locutor, reforçando a comunicação visual e oferecendo parcelamento. O sapato masculino continua sendo o produto mais procurado para presentear”.

TRADICIONAIS

Do lado dos consumidores, a preferência continua sendo por presentes clássicos. O empresário Jefferson Iraola, de 57 anos, pai de duas filhas, acredita que o Dia dos Pais costuma ser mais simples que o Dia das Mães.

“Acredito que o Dia dos Pais tem menos atrativos do que o Dia das Mães, mas os pais são mais fáceis de agradar. Um sapato, uma camisa ou um cinto já deixa qualquer pai feliz”.

Já o analista Emílio Salgado, de 34 anos, diz que o presente costuma ficar por conta da esposa e do filho.

“Normalmente minha esposa sai com meu filho, que agora está com oito anos, e volta com algo que esteja faltando no guarda-roupa. Meu palpite para este ano é um tênis”.

Economia

Leilões de petróleo em outubro terão recorde de áreas em disputa

Só no pré-sal, 13 blocos serão licitados, detalha ANP

06/08/2026 22h00

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmou nesta quinta-feira (6) que as licitações de exploração de petróleo no país marcadas para outubro terão número recorde de áreas em disputa. A Agência é a responsável por organizar esses leilões.

Dois certames estão marcados para 7 de outubro: o chamado 4º Ciclo de Partilha, que abrange áreas do pré-sal, vai ofertar 13 blocos. O do 6º Ciclo de Concessão, que licita as demais áreas de exploração, tem 22 setores em disputa.

A relação completa das áreas de partilha e de concessão foi publicada no Diário Oficial da União.

Foram incluídos setores ou blocos que receberam declaração de interesse de pelo menos uma empresa de petróleo, desde que a companhia também tenha manifestado garantia de oferta.

Os 22 setores do leilão de concessão receberam, até o momento, declaração de interesse com garantia de oferta de 12 empresas. Os 13 blocos do leilão de partilha têm a manifestação de seis empresas.

Próximos passos
A ANP explica que, até 31 de agosto, empresas que ainda não tenham ou que já tenham declarado interesse podem ainda demonstrar interesse em outros setores ou blocos, ampliando a participação nos leilões.

As que não cumprirem esse procedimento até o fim do prazo podem participar da disputa por meio de consórcio com empresas que se habilitaram.

Leilões anteriores

Em outubro do ano passado, o 3º Ciclo da Oferta de Partilha terminou com cinco dos sete blocos em disputa arrematados. Na ocasião os bônus de assinatura chegaram a quase 104 bilhões e previsão de investimento mínimo na fase de exploração de R$ 451,5 milhões.

O leilão do 5º Ciclo da Oferta de Concessão ocorreu em junho de 2025, com assinatura de 34 contratos de concessão de blocos. A arrecadação de bônus de assinatura foi de cerca de R$ 989 milhões, com investimentos mínimos estimados em R$ 1,5 bilhão na fase de exploração.

Partilha x concessão
Descoberto há 20 anos, o petróleo do pré-sal mostrou-se tão significativo para o potencial de produção brasileiro que levou o governo a mudar, em 2010, o regime que autorizava as empresas a explorar a riqueza submersa.

Dessa forma, nas áreas de pré-sal vigora o regime de partilha. Nesse modelo, a produção de óleo excedente (saldo após pagamento dos custos) é dividida entre a empresa e a União.

Quando ocorre leilão emuma área, a companhia vencedora é aquela que oferece a maior parcela do óleo à União.

Essa regra édiferente do modelo de concessão, válido nos demais blocos de óleo e gás. No modelo tradicional,o risco de investir e encontrar, ou não, petróleo é da concessionária, que se torna dona de todo o óleo e gás que venham a ser descobertos.

Em contrapartida, além do bônus de assinatura ao arrematar o leilão, a petrolífera pagaroyaltiese participação especial (no caso de campos de grande produção) ao governo.

Junto com o modelo de partilha, foi criada uma estatal, a Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que representa a União no recebimento das receitas. Ou seja, a PPSA vende o petróleo entregue pelas petroleiras à União.

O Polígono do Pré-Sal, no litoral do Sudeste, concentra os principais campos de produção do petróleo no país. Em junho de 2026, dado mais recente da ANP, os campos do pré-sal – sob uma espessa camada de sal, que pode chegar a 7 mil metros de profundidade – responderam por 82% da produção nacional de petróleo e gás.

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