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NO ESTADO

Chuva traz alívio aos produtores e plantio de supersafra de soja é iniciado

Conab lançou oficialmente a safra de grãos 2020/2021 em Campo Grande nesta sexta-feira
17/10/2020 08:20 - Súzan Benites


Na semana passada, Mato Grosso do Sul registrou volume de chuvas entre 15 milímetros e 70 milímetros em todos os municípios. 

Com a quebra na estiagem, o setor produtivo do Estado deu início ao plantio efetivo da soja. 

De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja-MS), os produtores rurais aguardavam a umidade do solo para dar início aos trabalhos no campo.

“Percebemos chuvas em praticamente todo o Estado, com volumes entre 15 mm e 70 mm, com bastante disparidade nesses volumes. Tivemos ocorrências de chuvas de granizo, vendavais, temporais que destelharam galpões e casas em alguns municípios. E também chuvas calmas, entre 25 e 30 milímetros, em alguns municípios”, informou o presidente da Aprosoja-MS, André Dobashi, que ainda reforçou que o plantio efetivo deve começar.

“Essas chuvas, com certeza, já são responsáveis pelo start do plantio, alguns produtores já estavam semeando. Alguns que estavam confiantes nessa previsão [de que choveria a partir do dia 11 de outubro] já iniciaram sua semeadura. Então, com essas últimas ocorrências de chuvas em Mato Grosso do Sul, podemos considerar que para os próximos dias assim que der uma enxugada na terra o produtor vai entrar com a operação de semeadura a todo vapor”, ressaltou.  

Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima em Mato Grosso do Sul (Cemtec), a última chuva significativa ocorreu entre os dias 16 e 22 de agosto deste ano.

 A previsão indica que até o dia 22 de outubro devem ocorrer chuvas de 50 mm em todo o Estado, com possível aumento para 100 mm, de 23 a 30 de outubro.

Recorde

Mato Grosso do Sul projeta novamente uma supersafra de soja, superando o ciclo 2019/2020 em área plantada e em produtividade. 

No comparativo com a safra 2019/2020, é estimado acréscimo de 7,55% na área plantada, passando de 3,389 milhões para 3,645 milhões de hectares.

“Para o próximo ano, temos a expectativa de crescimento da área de produção de soja em 256 mil hectares. Tudo indica que teremos um recorde na produção de soja se as condições climáticas assim permitirem. Mostrando o quanto Mato Grosso do Sul tem investido em novas tecnologias e em expansão de área”, destacou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.  

Conforme o boletim técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), com base nos dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga-MS), é estimado aumento de 2,35% no volume de produção de grãos.  

Na safra passada, o Estado registrou produção recorde, com 11,325 milhões de toneladas, e a estimativa para o ciclo 2020/2021 é de 11,591 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 sacas por hectare.  

“A expectativa é de que a safra seja semeada em meados do mês de outubro, em razão de as previsões climáticas não indicarem precipitações consistentes no mês de setembro. Não há problema com a semeadura neste período, haja vista que nos últimos oito anos 62,4% do plantio ocorreu entre os dias 9 e 30 de outubro”, detalhou o boletim.  

Cautela 

Os representantes do setor acreditam que mesmo com o início das chuvas é preciso ter cautela.

 “É importante que o produtor rural tenha cautela para iniciar o plantio da soja nesse momento, até que, de fato, as chuvas tenham mais regularidade no Estado e a semeadura ocorra de forma correta, para não se perder a viabilidade da semente”, explica a analista técnica da Famasul, Tamíris Azoia.

A semeadura da soja no Estado está permitida desde o dia 16 de setembro, quando terminou o período do vazio sanitário. 

No entanto, a área semeada até o dia 9 de outubro chega a 0,3%, ou 10.935 hectares, 5% a menos do que no ciclo passado.  

O presidente da Aprosoja reforça que a demora na semeadura da soja pode refletir no cultivo do milho segunda safra. 

“O atraso da soja vai muito de encontro com a vontade do produtor de plantar milho, porque a janela ideal para o plantio é em outubro. O produtor que ainda não plantou soja não está ansioso com a soja, mas com a área de safrinha dele. Cada vez que você entra mais para dentro do mês de outubro, o plantio da safrinha fica mais longe do início de fevereiro, e isso é ruim”, explicou Dobashi.

Segundo levantamento realizado pela Granos Corretora, até 5 de outubro, o Estado já havia comercializado 51,45% da safra 2020/2021, avanço de 15 pontos porcentuais quando comparado com o mesmo período de 2019 para a safra 2019/2020.

A analista técnica da Famasul destaca os motivos que trazem otimismo à próxima safra da oleaginosa.

 “Com os mercados interno e externo aquecidos, houve redução nos estoques e, com o câmbio elevado, nosso produto se tornou bastante competitivo, com valorização dos preços da saca. Quando o produtor melhora a rentabilidade, consegue, consequentemente, investir mais na sua propriedade. Então, para a próxima safra de soja, a expectativa é de um aumento na área plantada”, conclui Tamíris.

Abertura da safra de grãos foi realizada na Capital

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou a abertura oficial da safra 2020/2021 de grãos nesta sexta-feira (16), em Campo Grande, e anunciou novidades em seus levantamentos.

A metodologia que resulta nas estimativas de grãos passa a ter novas frentes de coletas de dados e também aprimoramento nas análises estatísticas. Os técnicos da Conab também registrarão as informações de campo diretamente em tablets, com envio simultâneo para as bases da Companhia.

“A produção agropecuária brasileira abastece nossa população e gera excedente que contribui para a segurança alimentar de muitos países. É preciso oferecer a todo o setor informações precisas e, neste sentido, temos investido sistematicamente no aprimoramento dos nossos números e análises”, explica o presidente da Conab, Guilherme Soria Bastos Filho.

 
 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!