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Comércio de MS enxerga ameaça ao varejo com fim da "taxa das blusinhas"

Lei sancionada semana passada zera Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50

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O fim do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 deve ampliar o desequilíbrio entre o comércio brasileiro e as plataformas estrangeiras, na avaliação de entidades do setor em Mato Grosso do Sul. A chamada “taxa das blusinhas” foi extinta com a sanção da Lei 15.502, publicada em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira, que zerou a alíquota federal para remessas de até US$ 50, cerca de R$ 260.

Embora as entidades reconheçam que a medida pode reduzir o preço pago pelo consumidor, o setor comercial argumenta que as empresas instaladas no Brasil continuam submetidas a uma estrutura tributária, trabalhista e regulatória mais pesada. Para os representantes do comércio, o resultado é uma concorrência em condições diferentes entre o varejo nacional e plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

A presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS), Inês Santiago, diz que a entidade não defende a criação ou manutenção de impostos, mas questiona a diferença de tratamento tributário entre produtos nacionais e importados.

“O posicionamento da FCDL-MS sobre a chamada ‘taxa das blusinhas’ é crítico, mas também coerente. Nós não defendemos mais impostos para ninguém. O que questionamos é por que o governo escolhe reduzir a tributação do produto importado enquanto mantém uma das cargas tributárias mais pesadas do mundo sobre quem produz, emprega e vende aqui dentro”, explica ao Correio do Estado.

Segundo Inês, o impacto da medida vai muito além das roupas que deram origem ao apelido popular da cobrança. O regime alcança diferentes tipos de mercadorias adquiridas por consumidores brasileiros em plataformas internacionais, como eletrônicos, ferramentas, calçados e utilidades domésticas.

“Fala-se em ‘taxa das blusinhas’ para minimizar o impacto da lei sobre a indústria e o varejo nacional, porque, na verdade, é permitida a importação de ferramentas, eletrônicos, calçados, utilidades domésticas, etc., até US$ 50”.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), Juliano Wertheimer, também avalia que a nova regra tende a acentuar a diferença de competitividade entre as empresas brasileiras e o comércio internacional.

A entidade acompanha o posicionamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), segundo a qual a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que vigorava anteriormente, havia reduzido, mas não eliminado, a distorção concorrencial.

Levantamentos da CNC citados pela Fecomércio-MS apontam que, mesmo com o imposto de importação, a carga tributária média sobre os produtos mais importados chegava a aproximadamente 76,5% no mercado nacional, contra cerca de 25% nas compras internacionais. Em segmentos como vestuário e calçados, a diferença superava 50 pontos porcentuais.

“A Fecomércio-MS defende um ambiente de negócios baseado na concorrência justa e na isonomia tributária”, avalia Wertheimer.

Para Inês, a redução da tributação dos importados, sem uma desoneração equivalente para o comércio nacional, representa uma disputa desigual.

“Benefícios para o varejo internacional e carga tributária asfixiante sobre o varejo nacional. Isso não é livre concorrência: é concorrência desequilibrada e injusta”, declarou.

O presidente da Fecomércio-MS ainda ressalta que as empresas instaladas em Mato Grosso do Sul permanecem submetidas a impostos, custos trabalhistas e obrigações regulatórias que não incidem da mesma maneira sobre as plataformas estrangeiras.

Com a nova legislação, a alíquota do Imposto de Importação passa de 20% para zero nas compras de até 
US$ 50. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), entretanto, continua sendo cobrado, com porcentual definido pelos estados e pelo Distrito Federal (DF).

Para compras acima desse limite e até US$ 3 mil, a nova lei autoriza a redução da alíquota do Imposto de Importação para até 30%. A legislação anterior previa 60% nessa faixa, além do ICMS.

CONSUMIDOR

A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) também pondera os dois lados da medida. A entidade é favorável à redução da carga tributária e considera positivo qualquer mecanismo que alivie o custo para o consumidor. A preocupação, porém, está na ausência de uma redução equivalente para as empresas brasileiras, principalmente pequenas e médias.

Em nota enviada ao Correio do Estado, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) avalia que a isenção do Imposto de Importação pode aumentar a diferença de competitividade entre mercadorias compradas diretamente do exterior e produtos comercializados por empresas brasileiras, que continuam arcando com uma estrutura maior de impostos e custos.

“A ACICG ainda defende que haja avanços na desoneração tributária também para o comércio brasileiro, para fortalecer as empresas que investem, empregam e movimentam a economia local”, ressalta em nota.

A presidente da FCDL corrobora com a análise. “É claro que o consumidor merece comprar mais barato, sem dúvida. Mas também precisa de emprego e renda. Não faz sentido baratear a mercadoria estrangeira e tornar cada vez mais caro produzir e empreender no Brasil”, conclui Inês.

MUDANÇAS

A Lei 15.502 teve origem na Medida Provisória (MP) 1.357/2026, encaminhada pelo governo ao Congresso em maio. O texto foi aprovado pelo Senado no dia 3 de setembro e sancionado pela Presidência da República na semana passada.

A legislação altera o Decreto-Lei 1.804, de 1980, e autoriza o Ministério da Fazenda a estabelecer as alíquotas do Imposto de Importação dentro do Regime de Tributação Simplificada (RTS).

Além de zerar a alíquota para compras de até US$ 50, a lei permite que o governo diferencie futuramente a tributação de acordo com o tipo de transporte da encomenda, postal ou expressa, e com a adesão da plataforma ao programa de conformidade da Receita Federal.

Também poderão ser estabelecidos limites de quantidade ou frequência para compras com alíquota reduzida e mecanismos para impedir o fracionamento artificial de remessas ou a utilização do regime para operações comerciais e de revenda.

A nova legislação ainda amplia a responsabilidade das plataformas digitais e dos operadores logísticos no combate ao subfaturamento, ao fracionamento artificial de encomendas e à venda de produtos ilegais.

Uma das novidades previstas na lei é a determinação para que o Ministério da Fazenda faça avaliações periódicas sobre os efeitos da desoneração. O primeiro levantamento deverá ser concluído em até três meses, e os seguintes deverão ocorrer em intervalos de no máximo seis meses.

Entre os pontos que deverão ser analisados estão emprego e renda, competitividade da indústria e do varejo, preços, volume e origem das remessas, arrecadação e diferenças concorrenciais entre produtos importados e nacionais.

Regras Atualizadas

Vale-refeição e alimentação mudam no dia 7; veja as novas regras em MS

Mudanças prometem ampliar a aceitação dos cartões em restaurantes e supermercados, mas dificuldades técnicas podem atrasar a implementação.

02/11/2026 14h41

Novas regras do vale-refeição e alimentação entram em vigor no sábado (7) e devem ampliar as opções de pagamento em Mato Grosso do Sul.

Novas regras do vale-refeição e alimentação entram em vigor no sábado (7) e devem ampliar as opções de pagamento em Mato Grosso do Sul. Foto: Freepik/ND Mais

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Os trabalhadores de Mato Grosso do Sul que recebem vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) poderão ter mais liberdade para utilizar os benefícios a partir deste sábado (7).

Uma mudança nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) prevê que cartões de diferentes operadoras passem a funcionar nas mesmas maquininhas, ampliando as opções de pagamento em restaurantes, supermercados, padarias e outros estabelecimentos comerciais.

Na prática, a novidade poderá beneficiar trabalhadores de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e dos demais municípios sul-mato-grossenses, reduzindo as restrições que atualmente impedem a utilização de determinadas bandeiras em alguns estabelecimentos.

A medida faz parte do Decreto Federal nº 12.712, publicado em novembro de 2025, que estabeleceu um período de transição para a integração dos sistemas de pagamento.

O objetivo é ampliar a concorrência entre as operadoras e facilitar a utilização dos benefícios pelos consumidores.

Em Mato Grosso do Sul, levantamento divulgado em novembro de 2025 apontou que 113,2 mil trabalhadores eram atendidos pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Já uma pesquisa realizada entre julho e agosto de 2026 revelou que 25% dos profissionais entrevistados no Estado não recebiam vale-refeição ou alimentação, evidenciando que o acesso aos benefícios ainda não é universal.

Entre as empresas cujos cartões podem ser abrangidos pelas mudanças estão Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile, conforme a modalidade e o enquadramento dos benefícios nas regras aplicáveis.

Apesar da previsão de entrada em vigor neste sábado, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) alerta que o setor ainda enfrenta dificuldades técnicas para concluir a integração dos sistemas, o que pode impedir o funcionamento pleno da novidade na data prevista.

O que muda para os trabalhadores de MS?

A principal alteração é a chamada interoperabilidade, mecanismo que permite a comunicação entre diferentes redes de pagamento, independentemente da operadora responsável pela emissão do cartão.

Atualmente, determinados restaurantes e supermercados aceitam apenas algumas bandeiras de vale-refeição ou vale-alimentação, dependendo dos contratos de credenciamento existentes.

Com a nova regra, um estabelecimento habilitado para receber esses benefícios deverá conseguir processar cartões de diferentes operadoras, mesmo sem estar vinculado diretamente à empresa responsável pela emissão.

Em Mato Grosso do Sul, a mudança poderá ampliar as possibilidades de compra principalmente em estabelecimentos menores, onde a aceitação dos cartões pode ser mais limitada.

Isso significa que o trabalhador poderá encontrar mais opções para utilizar o benefício, sem precisar procurar exclusivamente restaurantes ou supermercados conveniados à bandeira do seu cartão.

Entretanto, a nova regulamentação não obriga todos os estabelecimentos comerciais a aceitar vale-refeição e vale-alimentação. A exigência está relacionada à integração das redes habilitadas para processar esses pagamentos.

Restaurantes e supermercados também serão afetados

Além dos trabalhadores, a mudança atinge diretamente bares, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos do setor alimentício em Mato Grosso do Sul.

O decreto também estabeleceu limites para as taxas cobradas nas operações com os benefícios e reduziu o prazo para que os comerciantes recebam os valores das vendas.

Desde fevereiro, o percentual máximo de desconto previsto para essas transações passou a ser de 3,6%, enquanto a tarifa de intercâmbio ficou limitada a 2%, já incluída na estrutura da operação.

Na prática, em uma compra de R$ 100, a taxa máxima de desconto prevista corresponde a R$ 3,60, sem considerar eventuais controvérsias sobre o enquadramento da operação.

Outra mudança é a redução do prazo de repasse dos pagamentos aos estabelecimentos para até 15 dias corridos.

A medida busca melhorar o fluxo de caixa dos comerciantes, que precisam arcar com despesas como salários, fornecedores, energia elétrica e manutenção dos estabelecimentos.

Essas condições já estavam previstas para aplicação em fevereiro de 2026. A novidade programada para novembro é a integração completa das redes de pagamento.

Setor de bares e restaurantes alerta para dificuldades

Apesar da expectativa de ampliar o acesso aos benefícios, a implementação das novas regras ainda enfrenta resistência e dificuldades operacionais.

Em manifestação divulgada no dia 28 de outubro, a Abrasel afirmou que os sistemas das operadoras de benefícios e das empresas responsáveis pelas maquininhas ainda não estão totalmente integrados.

Segundo o presidente-executivo da entidade, Paulo Solmucci, o setor apoia a ampliação da aceitação dos cartões, mas considera que o mercado ainda não está preparado para cumprir integralmente o prazo estabelecido.

A entidade aponta que parte das transações ainda é processada pelas modalidades de débito ou crédito, em vez do sistema específico destinado aos benefícios de alimentação.

Em Mato Grosso do Sul, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MS) já havia manifestado preocupação com o novo decreto, em novembro de 2025, alertando para possíveis impactos nos custos operacionais e para o risco de judicialização das regras.

A integração técnica é responsabilidade das operadoras e das empresas de credenciamento. Conforme a entidade, os restaurantes não precisarão substituir suas maquininhas exclusivamente por causa da mudança.

O valor do vale-refeição vai aumentar?

Para quem recebe vale-refeição ou vale-alimentação, uma das principais dúvidas é se a mudança provocará aumento no saldo disponibilizado pelas empresas.

A resposta é não. As novas regras não determinam aumento ou redução automática do valor recebido mensalmente pelos trabalhadores.

O vale-refeição continuará destinado ao pagamento de refeições prontas, como almoços em restaurantes e refeições em lanchonetes.

Já o vale-alimentação permanecerá voltado à compra de alimentos em supermercados, mercearias e estabelecimentos semelhantes.

Também não será permitido utilizar os recursos para despesas sem relação com alimentação, como academias, cursos e outros serviços.

Os trabalhadores não precisarão trocar seus cartões apenas por causa da nova regulamentação. A ampliação da aceitação dependerá dos ajustes realizados pelas operadoras e pelas redes de pagamento.

Mudança começa neste sábado, mas pode ser gradual

Embora o calendário federal estabeleça o dia 7 de novembro como prazo para a integração dos sistemas, a expectativa é de que a ampliação efetiva da rede de aceitação possa ocorrer gradualmente.

Para evitar transtornos, a orientação é que os trabalhadores confirmem previamente se o restaurante, supermercado ou outro estabelecimento está habilitado para receber a modalidade de benefício utilizada.

Caso a transação seja recusada, o consumidor poderá verificar a situação diretamente com a operadora responsável pelo cartão.

A mudança representa uma tentativa de tornar o mercado de benefícios mais competitivo e ampliar as opções de consumo dos trabalhadores. Em Mato Grosso do Sul, os efeitos práticos dependerão da conclusão da integração tecnológica e da adaptação das empresas envolvidas.

imbróglio

Entraves na ANTT colocam em dúvida leilão da ferrovia Malha Oeste em 2027

Agência já pediu duas prorrogações ao TCU para concluir estudos técnicos da concessão de 1.625 km entre Corumbá e Mairinque

02/11/2026 07h55

Sem entendimento, Malha Oeste segue abandonada em MS

Sem entendimento, Malha Oeste segue abandonada em MS gerson oliveira

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Ainda não há garantias de que o leilão dos 1.625 quilômetros da ferrovia Malha Oeste, entre Corumbá e Mairinque (SP), seja realizado em agosto do ano que vem, como prevê o Ministério dos Transportes. O maior entrave está na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que não consegue concluir os estudos técnicos exigidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que já deveriam ter sido analisados pela área técnica da Corte desde setembro.

Desde julho deste ano, a autarquia pede reiteradamente a prorrogação de prazos para apresentar documentos cobrados, alegando falta de pessoal para o processamento, análise e consolidação dos estudos e que há uma demanda elevada de projetos para desestatização no setor ferroviário em andamento. São seis ao todo.

O último pedido de prorrogação foi feito no dia 20 de outubro, quando a Superintendência de Concessão da Infraestrutura (Sucon) da ANTT comunicou ao Tribunal que precisará de pelo menos mais 30 dias para realizar os ajustes exigidos na proposta de concessão. O prazo inicial concedido pelo TCU foi de cinco dias, em agosto.

Em ofício, a Sucon afirma que está realizando a análise dos elementos técnicos e documentais e também a articulação das informações produzidas pelas diferentes áreas envolvidas, “de modo a assegurar que a resposta encaminhada ao Tribunal seja integral, consistente e devidamente fundamentada”.

Só que o departamento afirma que existem entraves para cumprir os prazos. “Ocorre que, no presente momento, a capacidade operacional da Sucon encontra-se significativamente pressionada em razão da limitação do quadro de servidores e colaboradores disponíveis para a execução das atividades, circunstância que gera impacto diretamente na capacidade de processamento, análise e consolidação dos estudos e manifestações”, explicando que há outros processos de desestatização ferroviária complexos e limitação de recursos humanos, fazendo com que seja adotada “criteriosa gestão da capacidade técnica disponível”.

Também destaca que existe uma “elevada quantidade de projetos estratégicos conduzidos de forma concomitante, especialmente no âmbito dos processos de desestatização da infraestrutura ferroviária, os quais demandam atuação técnica multidisciplinar, análise de elevado volume de informações e cumprimento de prazos próprios, muitos deles associados a cronogramas considerados prioritários no âmbito do governo federal”. 

Esse já é o segundo pedido de prorrogação. O primeiro foi apresentado no dia 16 de setembro e foi atendido pelo TCU, que deu até o dia 20 de outubro para a ANTT apresentar os estudos.

Nesse pedido, a Sucon afirmou que os ajustes na proposta “demandam o levantamento, a análise e a consolidação de informações de natureza técnica, econômico-financeira, contratual e regulatória, inclusive mediante eventual articulação com outras unidades organizacionais envolvidas na estruturação e no acompanhamento do empreendimento”, destacando que a “condução em conjunto dos projetos das ferrovias FTL, FCA, EF-118, Malha Sul, FTC e Fico/Fiol envolve a mobilização de equipes técnicas multidisciplinares e o desenvolvimento de atividades de elevada complexidade, com impacto direto na capacidade operacional disponível para o atendimento de diligências extensas em prazos reduzidos”. 

Mapa ferroviário de MS

Ferrovias já implantadas e planejadas no Estado

Sem entendimento, Malha Oeste segue abandonada em MSEscreva a legenda aqui

DIFICULDADES

Mesmo com essas dificuldades, o Ministério dos Transportes reforçou no mês passado sua carteira de projetos no setor ferroviário, transferindo para 2027 as concessões previstas para este ano, sem levar em consideração as dificuldades técnicas da ANTT. 

Afirmou que a previsão é de divulgar o leilão da Malha Oeste em abril e realizar o certame em agosto. Para reforçar este calendário, a Pasta destacou que os estudos técnicos da concessão da Malha Oeste já estão concluídos. 

Entretanto, a ferrovia foi avaliada por técnicos da ANTT como “uma malha cuja reconstrução integral tem custo de capital proibitivo”, em relatório de julho da participação de servidores na missão técnica da ANTT em seminário realizado na China sobre o setor ferroviário brasileiro.

Um dos problemas é o abandono dos 1.973 km da linha férrea, constatados pelas autuações da ANTT ao longo de 30 anos, e a necessidade de adequar toda a extensão para a bitola larga.

A assessoria de imprensa da ANTT informou que a autarquia “mantém seu compromisso de conduzir os processos licitatórios com rigor técnico, segurança jurídica e transparência, buscando assegurar a realização de leilões competitivos. Eventuais ajustes nos prazos poderão ocorrer, caso sejam necessários para atender a exigências técnicas, aprimorar os projetos ou adequar o cronograma a circunstâncias identificadas ao longo do processo”.

Pelo que foi apresentado até agora, o Ministério prevê investimentos de R$ 29,1 bilhões pelo prazo da concessão, de 57 anos, sendo R$ 3,6 bilhões de aportes do governo federal para recuperação da infraestrutura.

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