A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou hoje (14) o reajuste médio de 12,11% para a tarifa de energia elétrica dos 1,15 milhão de consumidores em 74 municípios sul-mato-grossenses atendidos pela Energisa MS.
Só que haverá variação nos percentuais de acordo com a tensão da rede utilizada, ficando em 12,39%,em média, para empresas, e 11,98% para o consumo de baixa tensão.
O reajuste para cliente residencial será de 11,75%. As novas tarifas começam a valer amanhã.
Os índices seriam maiores, mas a pedido do Ministério de Minas e Energia a autarquia consultou a empresa sobre a possibilidade de abrir mão de R$ 21 milhões em custos no cálculo.
A empresa aceitou a proposta e desta maneira houve a diminuição de meio ponto percentual no reajuste, isso após a diretoria colegiada adiar em uma semana a decisão, de 7 de abril para hoje.
Antes, o reajuste médio seria de 12,61%, sendo que os consumidores de baixa tensão teriam de pagar 12,49% a mais, enquanto os de alta tensão deveriam ter um aumento maior, de 12,88%, segundo a planilha apresentada no dia 30 de março.
Feito por Denis Felipe com IAMas o aumento aprovado hoje vai ter vários percentuais conforme a tensão utilizada pelo consumidor. No caso das empresas e grandes consumidores o reajuste oscila entre 7,31% a 13,78%, dando a média de 12,39%.
Para o usuário de baixa tensão, serão 11,75% para clientes residenciais, chegando a 12,46%, com média de 11,98%. O cliente rural vai ter aumento de 12,45% e a iluminação púbica de 12,36%.
Estes novos percentuais menores foram viabilizados porque na última quinta-feira, 09, dois dias após o adiamento da decisão pela diretoria colegiada sobre o reajuste, a Energisa MS apresentou solicitação de diferimento tarifário de R$ 21 milhões (mecanismo regulatório que adia parte dos reajustes na conta de luz, suavizando impactos imediatos para o consumidor).
Adiamento
No dia 6 deste mês, a Energisa MS apresentou ofício comunicando que aceita o adiamento em uma semana, “com o intuito de contribuir com a avaliação de possíveis alternativas destinadas a mitigar os impactos de reajustes tarifários aos clientes”, enfatizando que “concorda com a postergação da homologação do Reajuste Tarifário Anual a ser deliberado no dia 7 de abril de 2026 para o dia 14 de abril de 2026”.
No documento, a empresa deixa claro que “o efeito financeiro decorrente da não aplicação das novas tarifas entre o dia 8 de abril de 2026 e a data de publicação da nova Resolução Homologatória seja compensado e devidamente corrigido no cálculo das tarifas de 2026”.
Com esse posicionamento, a diretoria da Aneel retirou o processo de reajuste tarifário da pauta da reunião do dia 7, reagendando-o para esta terça-feira (14), com a proposta de índices menores.



