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Reconhecimento
O pesquisador Paulo Eduardo Teodoro é um dos premiados da categoria Juventude por estudos com IA e agricultura digital contra seca e calor
24/07/2026 16h00
Paulo é professor da UFMS e casado com Larissa Pereira Ribeiro Teodoro, pesquisadora, professora da UFMS e vencedora da categoria Juventude do Prêmio Fundação Bunge 2024 Keiny Andrade
O pesquisador e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Paulo Eduardo Teodoro será um dos homenageados no Prêmio Fundação Bunge 2026, uma das maiores e mais tradicionais premiações científicas do Brasil.
O professor foi reconhecido pelo trabalho desenvolvido com o tema "Os desafios da agricultura tropical sustentável: produção em cenários de estresses térmico e hídrico", que avalia formas de tornar a agricultura mais eficiente e resiliente em meio a um cenário marcado por temperaturas cada vez mais altas e secas mais frequentes.
Suas pesquisas são voltadas à combinação genética de plantas, à agricultura digital, sensoriamento remoto e a inteligência artificial para auxiliar na identificação de sinais de estresse em culturas como a soja, o milho e o algodão.
A detecção rápida e antecipada de problemas causadas pela falta de água, excesso de calor, doenças ou pragas, evita grandes perdas de produtividade, contribuindo para uma produção mais sustentável.
"Buscamos detectar alterações que muitas vezes ainda não são visíveis a olho nu. Quanto mais cedo identificamos um problema, maiores são as chances de minimizar perdas", explicou Teodoro.
Seu trabalho está inserido em uma área conhecida como "fenotipagem de alta precisão", umas das principais tendências da agricultura moderna, que utiliza tecnologias como drones com sensores para captar e mapear informações bioquímicas e fisiológicas das plantas.
Com o auxílio de modelos computacionais e inteligência artificial, os dados são transformados em informações que ajudam na seleção de cultivos mais tolerantes à seca e ao calor, além de apoiar a tomada de decisão no campo.
"É uma ferramenta que permite avaliar milhares de plantas de forma rápida, com alta precisão e em larga escala", afirmou.
Junto de Paulo, mais três pesquisadores serão homenageados no Prêmio de 2026:
Atualmente, Paulo é casado com a pesquisadora Larissa Pereira Ribeiro Teodoro,que também é professora no mesmo campus da UFMS. Ela recebeu o Prêmio Fundação Bunge por sua contribuição científica à agricultura brasileira em 2024.
Hoje, os dois integram uma rede de pesquisadores que atua na formação de novos cientistas e no fortalecimento da pesquisa agropecuária no interior do país.
A cerimônia de entrega do Prêmio Fundação Bunge será realizada em setembro, na cidade de São Paulo. Os dois contemplados da categoria Vida e Obra receberão um prêmio no valor bruto de R$ 200 mil cada. Já os agraciados na categoria Juventude serão contemplados com R$ 80 mil.
Mato Grosso do Sul vem sendo reconhecido cada vez mais como destaque nos avanços tecnológicos no agronegócio.
De acordo com o engenheiro e professor da (UFRA) Universidade Federal Rural da Amazônia e membro sênior do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), Mato Grosso do Sul deve ser tratado como um Estado "bastante avançado na indústria agrotecnológica".
"Mato Grosso do Sul é a segunda maior potência agrícola do Brasil, ficando muito próximo de São Paulo, que é a primeira. Lá nós temos drones que espalham fertilizantes, sistemas de colheita inteligente, de irrigação inteligente, rastreamento bovino e, com a substituição de diesel por geradores fotovoltaicos, consegue produzir uma agricultura de baixo carbono", destacou o professor.
Esses avanços fazem parte do que é chamado de Agricultura 4.0, que é a aplicação das tecnologias digitais como a inteligência artificial, automação, robótica e a Internet das Coisas (Internet of Things - IOT) para criar um sistema de produção agrícola mais eficiente e sustentável.
Como benefícios dessa Agricultura Digital, vêm a maior produtividade, já que o uso das tecnologias avançadas otimiza a produção e aumenta o volume das colheitas; a sustentabilidade, com o uso mais eficiente dos recursos naturais, como água e defensivos agrícolas, o que reduz o impacto ambiental; a redução dos custos, pois a automação e a otimização do uso de insumos levam a uma diminuição dos custos de produção; e a tomada de decisões de forma acertada por parte dos agricultores, já que a análise de dados fornece informações precisas para gerir melhor as suas propriedades.
PRODUTOS ISENTOS
Importantes ativos financeiros do Estado, como a celulose, carne bovina e suco de laranja foram isentos da alíquota de 12,5% nas importações
24/07/2026 12h30
Fábrica da Eldorado Brasil Celulose, em Três Lagoas Reprodução
A partir desta sexta-feira (24), já começa a valer a nova tarifa de 12,5% sobre importações de produtos do Brasil, imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Este é o segundo 'tarifaço' anunciado pelo país norte-americano, o primeiro foi de 25% e anunciado na semana passada.
Contudo, assim como a primeira sobretaxa, produtos de relevância para Mato Grosso do Sul não sofrerão impactos financeiros. Entre os itens isentos da sobretaxa estão a celulose, carne bovina, suco de laranja e minério de ferro. A lista de isenção, publicada na quinta-feira (23), reúne 471 produtos em 20 grandes categorias.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Mato Grosso do Sul exportou US$ 371,02 milhões aos Estados Unidos entre janeiro e junho deste ano, o que representa uma alta de 14% em relação aos US$ 325,37 milhões registrados no mesmo período de 2025.
Ao todo, foram embarcados 437,49 mil toneladas no primeiro semestre, um aumento de 33,6% em volume sobre as 327,39 mil toneladas exportadas no mesmo intervalo de 2025.
Em relação a carne bovina desossada congelada, Mato Grosso do Sul vendeu US$ 190,36 milhões no primeiro semestre, mais da metade de tudo o que o Estado vendeu aos Estados Unidos. As pastas químicas de madeira (celulose) responderam a cerca de US$ 59,37 milhões.
Também figuram entre os principais produtos exportados as carnes bovinas frescas ou refrigeradas, com US$ 20,08 milhões.
Em 2025, os Estados Unidos importaram de Mato Grosso do Sul US$ 224,84 milhões em carnes bovinas congeladas, equivalentes a 44,6 mil toneladas.
Ano passado, a categoria de celulose e papel acumulou uma receita de US$ 6,9 bilhões. O principal produto foi a pasta química de madeira. Entre os principais compradores estavam China, Itália, Holanda, Estados Unidos e Turquia.
Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; carcaças e meias-carcaças; cortes com e sem osso; carne desossada; línguas, fígados e outras miudezas bovinas; carne bovina salgada, seca ou defumada; preparações de carne bovina, como corned beef.
Outros produtos animais: corais; conchas; ossos de siba e materiais semelhantes, inclusive pós e resíduos; determinados produtos de origem animal utilizados como ingredientes em rações e alimentos para animais.
Mudas e sementes: plantas vivas não enraizadas; batata-semente; sementes de leguminosas, cereais, oleaginosas, hortaliças, flores e outras espécies destinadas ao plantio.
Hortaliças e legumes: tomates, conforme os períodos e classificações tarifárias previstos; jicama; fruta-pão; chuchu; brotos de bambu; castanhas-d’água; alcaparras; cogumelos secos, como shiitake e orelha-de-pau.
Raízes e tubérculos: mandioca; taro; inhame; yautia; dasheen; araruta e outros tubérculos tropicais.
Frutas e nozes: cocos; castanha-do-pará; castanha de caju; castanhas; macadâmia; noz-de-cola; noz-de-areca; pinhões; bananas e plátanos; abacaxis; abacates; goiabas; mangas; mangostões; laranjas; limas; mamões; marmelos; duriões; etrogs; açaí; algumas frutas tropicais congeladas.
Café, chá e erva-mate: café não torrado ou torrado, com ou sem cafeína; cascas e substitutos de café; café solúvel sem aromatização; chá verde; chá preto; erva-mate.
Especiarias: pimentas; páprica; baunilha; canela; cravo; noz-moscada; macis; cardamomo; coentro; cominho; gengibre; açafrão; cúrcuma; louro; curry; endro e outras especiarias especificadas.
Cereais e derivados: trigo, centeio, cevada, aveia, milho e sorgo destinados à semeadura; fonio; triticale; alpiste; algumas farinhas e amidos de raízes, tubérculos e frutas.
Óleos e ceras vegetais: óleo de coco; ceras vegetais e produtos semelhantes especificados.
Açúcar: determinados açúcares de cana e de beterraba e outros produtos açucarados, principalmente dentro das cotas tarifárias previstas.
Cacau: cacau em grão; cascas e resíduos de cacau; pasta de cacau; manteiga, gordura e óleo de cacau; cacau em pó sem adição de açúcar.
Alimentos preparados: tapioca e seus sucedâneos; determinados vegetais, frutas, nozes e outras partes de plantas preparados ou conservados; alguns produtos de panificação destinados exclusivamente a usos religiosos.
Sucos e bebidas: suco de laranja; determinados sucos cítricos; alguns sucos de abacaxi; água de coco; suco de açaí; misturas de água de coco; preparações de açaí para fabricação de bebidas; algumas bebidas não alcoólicas à base de sucos.
Minerais não metálicos: enxofre; grafite natural; fosfatos; sulfato de bário; magnesita; amianto; fluorita; vermiculita; perlita e outros minerais especificados.
Minérios e concentrados: minério de ferro; manganês; cobre; níquel; cobalto; alumínio; estanho; cromo; tungstênio; urânio; molibdênio; titânio; nióbio; tântalo; prata e outros minerais metálicos especificados.
Carvão e coque: carvão mineral; linhito; turfa; coque; semicoque; gás de carvão e produtos relacionados.
Petróleo e derivados: petróleo bruto; combustíveis minerais; óleos leves e pesados; querosene; óleos lubrificantes; resíduos de petróleo; gás natural e outros gases de petróleo; parafinas; coque de petróleo; betume; asfaltos; energia elétrica.
Produtos químicos básicos: iodo; enxofre; gases nobres; hidrogênio; silício; fósforo; arsênio; ácidos minerais; amônia; soda cáustica; óxidos, hidróxidos, fluoretos, cloretos, sulfatos, nitratos, carbonatos e outros compostos inorgânicos especificados.
Alumina e compostos de alumínio: óxido de alumínio e hidróxido de alumínio. A isenção não abrange alumínio primário em formas brutas.
Vanádio: óxidos e hidróxidos de vanádio.
Terras raras e materiais críticos: determinados compostos de terras raras; urânio e outros materiais radioativos especificados; carbonetos e outros insumos minerais críticos.
Fertilizantes: fertilizantes animais ou vegetais; ureia; sulfato de amônio; nitratos; fosfatos; cloreto de potássio; fertilizantes compostos e outros insumos fertilizantes.
Insumos para defensivos agrícolas: princípios ativos e intermediários químicos específicos usados na fabricação de pesticidas.
Produtos químicos com limitação de uso: determinadas substâncias químicas são isentas apenas quando destinadas a aplicações farmacêuticas. Borracha, couro, madeira e celulose
Borracha natural: látex de borracha natural; borracha natural em folhas, blocos ou outras formas primárias; balata, guta-percha e produtos semelhantes.
Couros exóticos: determinados couros de répteis, avestruz e outros animais, curtidos ou preparados.
Madeira: toras e madeira serrada de determinadas espécies tropicais; eucalipto e produtos específicos de eucalipto; lâminas de madeira; chapas específicas de compensado de eucalipto.
Celulose: determinados tipos de pasta química de madeira, incluindo celulose de coníferas e de não coníferas.
Fibras vegetais para horticultura: produtos como fibra de coco, juta e sisal, quando abrangidos pelos códigos e limitações de escopo da lista.
Computadores e armazenamento: computadores portáteis e outras máquinas automáticas para processamento de dados; unidades de entrada e saída; unidades de armazenamento; peças e acessórios específicos.
Equipamentos para semicondutores: máquinas para fabricação de boules ou wafers; equipamentos para fabricação de dispositivos semicondutores e circuitos integrados; máquinas para fabricação de telas planas; peças e acessórios desses equipamentos.
Semicondutores: diodos; transistores; tiristores; dispositivos fotossensíveis; diodos emissores de luz; circuitos integrados, como processadores, controladores, memórias e amplificadores; peças específicas.
Outros eletrônicos: determinados smartphones; aparelhos de comunicação de dados; dispositivos de armazenamento em estado sólido; alguns módulos de tela e monitores; ímãs permanentes específicos; instrumentos para medição e teste de semicondutores.
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