Economia

ESG

Eldorado Celulose tem operação autossuficiente em energia elétrica

Empresa controla 116 mil hectares de áreas de conservação ambiental, equivalente a 30% do total de suas áreas de atuação; ESG é realidade segundo relatório

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Nesta semana, a Eldorado do Brasil lançou o relatório de práticas sustentáveis que mostrou avanço na pauta ESG da empresa em 2021. 

Dentre as informações reveladas, foram publicados planos nas áreas ambiental, social e de governança, além dos resultados e principais destaques do ano.

A operação produziu volume recorde de celulose em 2021, gerando energia elétrica a partir de fonte renovável por meio de todo o resíduo do eucalipto – tecnologia inédita no país. 

Atualmente, 96% da energia consumida na operação da fábrica provêm de fontes renováveis. 

De acordo com Carmine De Siervi Neto, diretor presidente da Eldorado Brasil, “temos no nosso DNA o mais absoluto compromisso com as melhores práticas, sob uma perspectiva ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês), como podemos demonstrar, com máxima transparência, nesse relatório”, comenta. 

De Siervi acrescenta que a visão no longo prazo da empresa se manteve nos  momentos mais difíceis.  

“A despeito do cenário desafiador da pandemia, houve um aumento de 14,4% no quadro de funcionários, e a manutenção de uma série de iniciativas para apoiar o desenvolvimento das comunidades onde atuamos”. 

O investimento em tecnologia, fitossanidade, combate aos incên­dios florestais, entre outros fatores, contribuíram com a produção de 1,77 milhão de toneladas de celulose branqueada de eucalipto.

 O volume produzido no ano superou em 18% a capacidade nominal da fábrica, de 1,5 milhão de toneladas. 

A eficiência operacional da companhia, medida por meio do máximo ritmo sustentável (MSR) sobre a média de produção, ficou em 93,6% em 2021, maior desde a partida da fábrica.

A companhia controla mais de 116 mil hectares de áreas de conservação ambiental, equivalente a 30% do total de suas áreas de atuação. 

“Faz parte da gestão da biodiversidade, a avaliação de áreas naturais mais ricas e importantes para a conservação, o monitoramento e a análise dos ecossistemas nas áreas onde estão localizadas as operações”. 

“Isso permite identificar os impactos do processo no sentido de mitigar os aspectos negati­vos e proteger as áreas ecologicamente sensíveis”, continua Fábio de Paula, gerente de Sustentabilidade da Eldorado. 

Para acompanhar a restauração de áreas degradadas por atividades desenvolvidas antes da atuação da empresa, a operação conta com indicadores específicos, localizados em áreas de conservação. 

Um deles é o indicador de Diversidade em números de espécies e indivíduos, que apresentaram 25% e 32% das áreas monitoradas, respectivamente.

 “Contamos também com projetos para potencializar os benefícios gerados pelos plantios florestais, mantendo uma matriz para identificar possíveis impactos socioambientais, sejam positivos ou negativos, oriundos de nossas atividades”, acrescenta o executivo.

Bioenergia

Usando como combustível tocos, raízes de eucalip­to e madeira considerada inservível – vitimada por pragas ou doenças; proveniente de incêndios; naturalmente mortas; quebradas por ventos; ou com déficit hídrico, a empresa é capaz de gerar energia limpa por meio de biomassa. 

A usina termoelétrica Onça Pintada, situada no mesmo complexo da fábrica de celulose da Eldorado, iniciou suas operações em abril de 2021, com capacidade instalada de 50 megawatts (MW).

O empreendimento se destaca pela tecnologia para geração de energia elétrica, inédita no Brasil.

Essa tecnologia permite o aproveitamento integral do eucalipto, conferindo ainda mais eficiência e sustentabilidade ao proces­so produtivo da Eldorado Brasil. 

Os investimentos destinados à usina foram de R$ 400 milhões, e a energia gerada é suficiente para abastecer uma cidade de 700 mil habitantes. 

A companhia tem autorização para ofertar energia renovável da Onça Pintada ao Sistema Interligado Nacional (SIN); e a usina produziu, em 2021, 240.988 mil MWh, obtendo receita de R$ 76 milhões. 

Mesmo antes da entrada em operação da Onça Pintada, a Eldorado já era autossuficiente na geração de energia elétrica limpa e renovável, a partir de biomassa de resíduos da produção de celulose, como a lignina e restos de madeira.

março

TRF3 paga mais de R$ 17 bilhões em precatórios federais em MS e São Paulo

Montante representa aumento de 35% em relação a 2025 e beneficia mais de 58 mil pessoas na Justiça Federal

03/04/2026 16h33

TRF3 pagou mais de R$ 17 bilhões em precatórios em março

TRF3 pagou mais de R$ 17 bilhões em precatórios em março Foto: Divulgação

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) pagou R$ 17,1 bilhões em precatórios federais no mês de março, contemplando mais de 39 mil processos e 58 mil beneficiários nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Segundo o TRF3, os valores fazem parte da Proposta Orçamentária de Precatórios do exercício de 2026 e representam um aumento aproximado de 35% em relação ao total pago no ano anterior. 

Do montante total, R$ 9,08 bilhões correspondem a precatórios de natureza alimentícia, que envolvem salários, aposentadorias, pensões, benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez, que beneficiaram 57.013 pessoas em 37.892 processos.

Já os precatórios de natureza comum somaram R$ 8,03 bilhões, referentes a 1.173 processos, com 1.508 beneficiários. 

Segundo a Subsecretaria dos Feitos da Presidência do TRF3 (UFEP), o volume pago em 2026 foi bastante expressivo e a Terceira Região alcançou o segundo maior volume de pagamentos entre os Tribunais Regionais Federais neste exercício.

Os valores pagos em março são referentes a precatórios protocolados no TRF3 entre 3 de abril de 2024 e 2 de abril de 2025, que estavam aptos para inclusão na proposta orçamentária de 2026.

Apesar de o desembolso ocorrer em um único mês, os créditos correspondem a decisões judiciais definitivas proferidas em anos anteriores. 

Para o tribunal, o pagamento dos precatórios representa a etapa final da prestação jurisdicional. É nesse momento que o cidadão, após o trânsito em julgado do processo, recebe efetivamente o valor que lhe é devido pela União, autarquias ou fundações federais. 

Os precatórios de natureza alimentícia têm prioridade na ordem cronológica de pagamento, especialmente quando envolvem idosos, pessoas com deficiência ou portadores de doença grave, conforme previsão constitucional.

Em 2026, no entanto, houve liberação integral dos valores tanto para precatórios alimentícios quanto comuns, com processamento simultâneo. 

Após o repasse dos recursos, o TRF3 realiza a execução financeira no mesmo mês, com a abertura de contas judiciais junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal. Em seguida, os juízos responsáveis pelos processos são comunicados e as informações são atualizadas no sistema de consulta pública do tribunal. 

Como acompanhar e receber

Os beneficiários podem acompanhar a situação do precatório por meio da consulta eletrônica disponível no site do TRF3, utilizando o CPF ou CNPJ. Quando o pagamento é concluído, a situação da requisição passa a constar como “PAGO TOTAL – Informado ao Juízo”. 

O recebimento dos valores ocorre de duas formas: nos casos em que o depósito não está vinculado ao juízo da execução, o próprio beneficiário pode procurar o banco pagador para agendar o saque ou a transferência, munido de documentos de identificação e comprovante de residência.

Já quando o valor está à disposição do juízo, é necessário que o advogado solicite a expedição do alvará de levantamento ou meio equivalente. 

O TRF3 alerta ainda sobre golpes envolvendo precatórios, cada vez mais frequentes. A Justiça Federal não entra em contato com beneficiários por telefone ou e-mail e não cobra qualquer valor para liberar pagamentos.

Em caso de suspeita de fraude, a orientação é procurar imediatamente o advogado e, se necessário, as autoridades policiais competentes. 

ENERGIA ELÉTRICA

Energisa adia decisão sobre reajuste na conta de luz

Aneel recomendou aumento de 12,61% e análise que seria na terça-feira foi retirada de pauta

03/04/2026 13h30

Energisa aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Aneel

Energisa aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Aneel Foto: Divulgação

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Com o intuito de tentar reduzir o impacto do reajuste da energia elétrica que em média deve ser de 12,61%, a Energisa MS aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A diretoria da autarquia iria analisar em reunião colegiada o aumento tarifário na próxima terça-feira, mas retirou de pauta.

No mês passado, a Aneel solicitou que a Energisa MS se manifestasse sobre esta possibilidade de postergar a decisão, atendendo pedido feito pela  Secretaria Nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, que comunicou a Aneel que o “Governo Federal encontra-se, neste momento, conduzindo análises e tratativas institucionais voltadas à avaliação de possíveis medidas relacionadas a reajustes tarifários, “destacando que “o objetivo dessas discussões é examinar alternativas que possam mitigar os impactos dos reajustes tarifários para os consumidores, buscando soluções que preservem o equilíbrio regulatório sem impor ônus excessivo à população”.

Com a apresentação desses argumentos pelo ministério, a diretora-relatora do processo de reajuste da Energisa MS na Aneel, Agnes Maria de Aragão da Costa, considera, com base em parecer técnico, que  a “ANEEL não pode promover o diferimento tarifário sem a anuência da concessionária, por configurar alteração unilateral das cláusulas econômicas do contrato de concessão, notadamente aquelas que definem a respectiva equação econômico-financeira”.

Por esse motivo, no dia 24 do mês passado Agnes da Costa encaminhou oficio à Energisa solicitando seu posicionamento sobre o reajuste. No documento afirma que “considerando o pleito do Ministério de Minas e Energia e diante da relevância e sensibilidade do tema, solicito que a EMS (Energisa) se manifeste quanto ao seu interesse e indique a alternativa que entenda mais adequada para o tratamento de sua tarifa no âmbito do presente processo, de modo a subsidiar a deliberação desta Agência, em observância aos limites legais e contratuais aplicáveis.”

Ontem, após a autarquia já ter apresentado estudos com o percentual de reajuste, a Energisa MS apresentou ofício comunicando que aceita o adiamento em uma semana, “com intuito de contribuir com a avaliação de possíveis alternativas destinadas a mitigar os impactos de reajustes tarifários aos clientes”, enfatizando que “concorda com a postergação da homologação do Reajuste Tarifário Anual a ser deliberado no dia 07 de abril de 2026 para o dia 14 de abril de 2026.”

No documento deixa claro que “que o efeito financeiro decorrente da não aplicação das novas tarifas entre o dia 08 de abril de 2026 e a data de publicação da nova Resolução Homologatória, seja compensado e devidamente corrigido no cálculo das tarifas de 2026”.

Com este posicionamento, a diretoria da Aneel retirou ontem o processo do reajuste tarifário da pauta da reunião do dia 7. Agora, o processo deve ser analisado no dia 14 deste mês, com a possibilidade dos índices de reajuste caírem. 

O reajuste médio da tarifa de energia elétrica dos 1,15 milhão de consumidores em 74 municípios sul-mato-grossenses atendidos pela Energisa MS foi definido pela área técnica em 12,61% em média. A Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da autarquia apresentou no processo de reajuste percentuais diferentes para as tarifas residências e industriais.  

Os consumidores de baixa tensão deverão pagar 12,49% a mais pela energia consumida, enquanto os de alta tensão devem ter um aumento maior, de 12,88%, segundo  a planilha apresentada  no dia 30 de março, às 17h57min pela STR. Estes percentuais podem sofrer alterações no relatório a ser votado.

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