Durante agenda em Campo Grande na noite desta quarta-feira (16), a coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, disse que Mato Grosso do Sul pode servir de inspiração para um eventual governo de Flávio na área econômica.
Ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella é apontada como futura ministra da Economia em uma eventual vitória de Flávio nas eleições presidenciais e, em discurso, destacou o crescimento da renda e da atividade produtiva no Estado, ressaltando também a aliança construída em Mato Grosso do Sul durante as gestões do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do atual, Eduardo Riedel (PP).
"Eu olhei os números, é fantástico o crescimento da renda, de pessoas que não dependem de governo, o desenvolvimento da atividade produtiva. Muita coisa daqui que a gente pode se inspirar e trabalhar junto para fazer mais e fazer melhor nesse próximo governo, e contando com um Senado forte para nos ajudar nos projetos que o Brasil tanto precisa", disse.
Ela não detalhou, no entanto, quais seriam os projetos a serem inspirados ou quais medidas poderiam ser adotadas a nível nacional.
Ao mesmo tempo em que destacou o crescimento da renda sul-mato-grossense, ela afirmou ter afirmou ter ouvido de comerciantes e profissionais liberais de Campo Grande, especialmente do Mercadão Municipal, que o movimento nos negócios estaria “pior do que a pandemia”.
No evento "Essa força é nossa", que reuniu mulheres apoiadoras de Riedel, Daniella também teceu diversas críticas a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na avaliação apresentada por ela, um suposto crescimento dos gastos do governo teria contribuído para manter a pressão sobre as taxas de juros e dificultar a recuperação da capacidade financeira de empresas e famílias. A economista, no entanto, não apresentou dados que corroborassem a afirmação.
As críticas fazem parte de uma linha econômica que vem sendo defendida pela campanha de Flávio. Em setembro, Daniella defendeu um “ajuste rápido” das contas públicas e o aprimoramento do arcabouço fiscal e da reforma tributária. Ela afirmou que, sem uma correção das contas, haveria risco de aumento da inadimplência e de deterioração dos balanços do governo e das empresas.
Daniella, porém, ainda não detalhou quais despesas seriam cortadas para alcançar a economia estimada pela equipe econômica.
Na agenda em Campo Grande, ela falou também sobre programas sociais, afirmando que o Bolsa Família é necessário, mas defendeu que o benefício não seja visto como o limite para a ascensão econômica das famílias.
"A gente precisa sair do vermelho, a gente precisa tirar o Brasil do atraso, a gente precisa sair dessa armadilha assistencialista, porque o Bolsa Família é necessário sim, mas ele não pode ser o teto da ambição das pessoas, ele tem que ser o primeiro degrau da escada", disse.





