Economia

IMPOSTO

Governo mantém alíquotas e descontos para pagamento do IPVA em 2021

Carnês começam a ser enviados em dezembro e pagamento à vista tem desconto

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Governo de Mato Grosso do Sul definiu os descontos e condições especiais de pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para o ano de 2021, mantendo os mesmos percentuais praticados neste ano.

Decreto foi publicado na edição desta quinta-feira (12) do Diário Oficial do Estado.

A alíquota do IPVA é calculada com base no preço médio discriminado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Conforme o decreto, quem optar pela parcela única, com vencimento em 29 de janeiro, terá 15% de desconto no pagamento.

Já para quem preferir parcelar o valor, em até cinco vezes, os vencimentos serão em 29 de janeiro, 26 de fevereiro, 31 de março, 30 de abril e 31 de maio, sem descontos.  

Para o parcelamento, o valor mínimo tem que ser de R$ 30 para motos e R$ 55 para os demais automóveis.

Quanto as alíquotas referente a veículos usados, a carga tributária será de:

  • 2% para caminhão com qualquer capacidade de carga; ônibus e micro-ônibus para o transporte coletivo de passageiros;  
  • 3,5%  para automóvel (carro de passeio), camioneta, camioneta de uso misto e utilitário; 
  • 4,5% para carro de passeio e para qualquer outro veículo de passeio com capacidade de até oito pessoas, excluído o condutor, que utilizem motores acionados a óleo diesel.  

No caso dos veículos novos de revendedores localizados em Mato Grosso do Sul, a redução na base de cálculo continua de 50%.

Da arrecadação total, 50% do valor é destinado ao Estado e 50% aos municípios onde o veículo foi emplacado.  

começo de abril

Páscoa deve movimentar mais de R$ 335 milhões na economia de MS

Gastos se dividem entre compras de ovos de chocolates e comemorações, como almoço em família

09/03/2026 17h45

Ovos tradicionais de chocolate são a preferência da maioria dos consumidores

Ovos tradicionais de chocolate são a preferência da maioria dos consumidores Arquivo/Correio do Estado

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Gastos com compras de presentes e comemorações no período de Páscoa devem movimentar cerca de R$ 335,6 milhões na economia de Mato Grosso do Sul, segundo aponta pesquisa de intenção de compras realizada pela Fecomércio e pelo Sebrae e divulgada nesta segunda-feira (9).

Do total estimado, R$ 170,09 milhões devem ser destinados à compra de presentes, principalmente chocolates e ovos de Páscoa, enquanto R$ 165,59 milhões devem ser gastos com as comemorações da data.

O levantamento aponta que 60,55% dos consumidores pretendem comprar presentes, com gasto médio de R$ 186,57, e 62,49% afirmam que vão comemorar, com gasto médio estimado em R$ 176.

De acordo com a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio, Regiane Dedé de Oliveira, o consumidor está mais cauteloso em relação as compras neste ano, reflexo do cenário econômico e do ajuste no orçamento das famílias.

“Embora a Páscoa continue sendo uma data relevante para o comércio, observamos uma postura mais prudente, com escolhas baseadas principalmente na qualidade do produto e na pesquisa de preços. Isso indica que os empresários precisam investir em diferenciação, bom atendimento e estratégias que agreguem valor ao produto para estimular o consumo”, avalia.

Compras

Para quem vai às compras tradicionais da época, o tradicional ovo de Páscoa segue como principal escolha, citado por 58,49% dos entrevistados, seguido pelos ovos caseiros, que representam 19,45% das intenções de compra.

A qualidade do produto é o principal critério de escolha, apontada por 71,74% dos consumidores, enquanto o preço aparece em terceiro lugar, citado por 19,57%, demonstrando que o valor percebido pelo cliente tem peso importante na decisão de compra.

O Centro continua sendo o principal destino de compras, com preferência de 65,14%, mas o comércio de bairro também ganha espaço, sendo escolhido por 36,88% do público.

Entre os tipos de estabelecimento, os supermercados lideram a preferência, com 44,97%, seguidos por lojas especializadas, com 28,98%.

A maioria pretende presentear os filhos, o que abre espaço para produtos com apelo infantil, kits personalizados e embalagens atrativas. E uma parcela significativa pretende comprar três ou mais itens, o que reforça a estratégia de combos e promoções progressivas.

Comemorações

Nas comemorações, 90% dos sul-mato-grossenses vão celebrar a Páscoa com a família e amigos, preparando uma refeição em casa.

O peixe, tradicionalmente consumido na Semana Santa, é a estrela da mesa para 80% dos entrevistados, com destaque para a tilápia, o pacu e o pintado.

Assim como nas compras de chocolate, a maioria dos consumidores pretende pesquisar o preço antes de comprar.

"Isso significa que vitrine, exposição, atendimento e comunicação clara de preços serão decisivos para converter vendas. Então, de forma geral, para essa Páscoa, o empresário que investir em qualidade, boas condições de pagamento, kits estratégicos, experiência de compra e visibilidade no ponto de venda terá mais chances de transformar a data em um período lucrativo”, afirma o analista-técnico do Sebrae/MS, Paulo Maciel.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 25 de fevereiro, ouvindo 2.530 consumidores em nove municípios do Estado.

Levantamento

Valor da cesta básica em Campo Grande equivale a mais de 4 dias de trabalho

De acordo com o levantamento, o salário mínimo ideal para manutenção de uma família de quatro pessoas no Brasil seria de mais de R$ 7,1 mil.

09/03/2026 15h15

Em fevereiro, 9 dos 13 itens tiveram retração no valor

Em fevereiro, 9 dos 13 itens tiveram retração no valor FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta segunda-feira (9) mostrou que o valor da cesta básica em Campo Grande no mês de fevereiro de 2026 corresponde a 4,4 dias de trabalho, levando em consideração o valor do salário mínimo de R$ 1.621.

Isto é, os trabalhadores remunerados com o pagamento mínimo brasileiro precisam trabalhar o equivalente a 105 horas e 54 minutos para comprar os alimentos básicos. 

Em janeiro de 2026,  o tempo de trabalho necessário para a compra da cesta era de 106 horas e 19 minutos, também equivalente a 4,4 dias de trabalho, não havendo uma redução significativa na comparação entre os meses. 

Na comparação ao mesmo mês (fevereiro) em 2025, a redução foi de 6 horas, quando chegou a 112 horas e 10 minutos de trabalho, com o salário mínimo a R$ 1.518.

O preço da cesta básica também apresentou uma leve retração de janeiro a fevereiro. A cesta custou, no segundo mês do ano, R$ 780,29, uma queda de 0,40% em relação ao primeiro mês, quando custou R$ 783,41. 

Mesmo assim, o valor do conjunto comprometeu, em média, 52,04% da renda do trabalhador. Em janeiro, este percentual correspondeu a 52,25% na renda líquida. Em fevereiro do ano passado, o valor chegou a 55,12%. 

No acumulado do ano, de fevereiro de 2025 a fevereiro de 2026, o valor registrou alta de R$ 0,82%. 

Entre janeiro e fevereiro deste ano, nove dos 13 produtos que fazem parte da cesta básica tiveram redução nos preços:

  • Tomate (-9,23%);
  • Batata (-5,12%);
  • Óleo de soja (-3,65%);
  • Leite integral (-3,40%);
  • Banana (-3,10%);
  • Açúcar cristal (-1,74%);
  • Farinha de trigo (-1,35%);
  • Manteiga (-1,31%); e 
  • Café em pó (-0,02%). 

Os outros itens apresentaram elevação de preço:

  • Feijão carioca (22,05%);
  • Arroz agulhinha (3,48%);
  • Pão francês (0,89%); e 
  • Carne bovina de primeira (0,63%).

Cenário nacional

O custo da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras e diminuiu em outras 13 entre janeiro e fevereiro de 2026. As maiores altas ocorreram em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%).

O maior custo foi o de São Paulo, onde a cesta básica chegou a custar R$ 852,87, seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).

Levando em conta o custo mais caro, de São Paulo, e a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas do trabalhador e de sua família, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas no Brasil deveria ter sido de R$ 7.164,94, valor 4,42 maior que o atual, de R$ 1.621. 

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