Economia

Pró-Trilhos

Governo Lula quer alterar marco legal das ferrovias; investimentos em MS podem ser afetados

Governo federal quer rever programa 'Pró-Trilhos de Bolsonaro sobre concessões e criar novo marco legal de ferrovias

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A malha ferroviária de Mato Grosso do Sul almeja há mais de dois anos a retomada de suas operações para o escoamento de produtos. O programa Pró-trilhos criado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2021, daria a concessão das ferroviárias as empresas interessadas, no entanto, o atual presidente, Lula, anunciou que está elaborando um novo marco legal para o transporte ferroviário em todo o Brasil.

Desde 2021, foram 76 projetos submetidos a autorização pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). Destes, 46 contratos foram assinados sendo que quatro são de Mato Grosso do Sul para a construção de ferroviárias em Três Lagoas, Aparecida do Taboado, Maracaju e Dourados. 

Em nota enviada ao Correio do Estado, a ANTT destaca que "somadas, essas quatro autorizações para o Estado totalizam 301 km de trilhos, R$ 4,50 bilhões em investimentos" e a geração de "31.668 empregos diretos e indiretos.".

O programa de Bolsonaro criou a figura da autorização ferroviária, que deu aos empreendedores autonomia para sugerir trechos à ANTT.  Visto com bons olhos pelo setor, o Pró-Trilhos garante à iniciativa privada a possibilidade de construir suas próprias ferrovias, de acordo com o interesse de cada empreendedor.

No entanto, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elabora um novo marco legal para o transporte ferroviário no Brasil, com foco em concessões de chamados "trechos estruturantes", que pode afetar os investimentos já firmados pelo Estado para os próximos 99 anos.

Apesar desta incerteza, o Ministério dos Transportes, que já esperava alguma mortandade de projetos deste setor, garante que apenas os projetos dedicados a cargas específicas ou de conexão com a malha existente terão mais chance de sair do papel. Sendo Mato Grosso do Sul uma destas exceções.

Praticamente 95% da produção estadual é transportada por rodovias, um modal que gera mais gasto com o transporte. No projeto da construção da malha ferroviária estariam, por exemplo, o trecho ligando produção de celulose de Mato Grosso do Sul à malha ferroviária em São Paulo. Nestes casos, o governo Lula diz que pretende manter o atual modelo de autorização.

A ideia do Ministério, é diferenciar ferrovias estruturantes de linhas mais curtas. "Ferrovias mais curtas terão regulação mais simplificada, similarmente ao modelo americano. Por outro lado, as estruturantes precisam passar por uma carga regulatória mais convencional, similar às concessões", diz.

Essa última classificação, o Ministério alega que se assemelha aos corredores estruturantes da União Europeia. "Por exemplo, trechos estratégicos, de grande porte ou que dão acesso a porto organizado seriam obrigados a compartilhar a malha."

Em todo o Brasil, foram contemplados projetos dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Bahia, Tocantins, Pará e Roraima.

Andamento das obras

Cabe destacar que somente um projeto iniciou processos de desapropriação, uma das etapas mais complicadas na construção de uma ferrovia no país, segundo os investidores. Outros 14 projetos deram início ao processo de licenciamento ambiental, segundo relatório divulgado pela ANTT.

"O principal efeito da Medida Provisória conhecida como Pró-Trilhos foi o de criar uma desordenada corrida de pedidos de autorizações ferroviárias", avalia o Ministério dos Transportes, que promete mudanças no modelo.

"As empresas apresentavam ao governo projetos que preenchiam requisitos mínimos sem necessariamente ter condições ou real intenção de levar o empreendimento adiante", continua. "Isso gerou a falsa ilusão de que o setor passava por uma revolução."

Lei das Ferrovias e Programa Pró-Trilhos

Em razão da promulgação Lei nº 14.273, de 23 de dezembro de 2021, denominada "Lei das Ferrovias", foi instituído o novo regime regulatório de autorização voltado à exploração indireta do serviço de transporte ferroviário federal, mediante outorga em regime de direito privado, a ser formalizado por meio de contrato de adesão junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT.

Desse modo, a ANTT prosseguirá as avaliações dos processos requeridos, incluindo os requerimentos realizados no âmbito do Programa de Autorizações Ferroviárias - Pro Trilhos criado por meio da Medida Provisória n° 1.065, de 30 de agosto de 2021, cuja vigência expirou na data de 06 de fevereiro de 2022.

Já o Programa de Autorizações Ferroviárias, Pró-Trilhos, foi criado por meio da Medida Provisória nº 1.065/21, que instaura o instituto da outorga por autorização para o setor ferroviário, permitindo a livre iniciativa no mercado ferroviário. Permitindo, assim, que o setor privado possa construir e operar ferrovias, ramais, pátios e terminais ferroviários.

O programa visa aumentar a atratividade do setor privado para realizar investimentos em ferrovias, sejam elas greenfields (novos empreendimentos – ferrovias executadas a partir do “zero”) ou brownfields (empreendimento que utilizará ferrovia já existente, pelo menos em parte da extensão desejada). Desse modo, há a liberdade de transportadores, operadores logísticos e indústria em requisitar autorização ferroviária para construção e operação.

Novo Pac

O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) traz 15 projetos de novas concessões em estudo, entre eles a Ferrogrão, trecho que levaria a produção agrícola do Centro-Oeste ao Pará e é alvo de resistência de organizações ambientalistas e povos indígenas.

Empreendedores com projetos já autorizados pela ANTT sob o modelo do Pró-Trilhos não veem risco de reversão das autorizações.  A ANTT destaca que a partir das autorizações, "cabe a cada empresa conduzir as tratativas para tirar o projeto do papel, assumindo todos os riscos do negócio" e a responsabilidade de obter desenvolver o projeto, obter licenças e financiamento.

Por fim, o programa institui prazos para o cumprimento de etapas, como a obtenção de licenças prévia (três anos), de instalação (cinco anos) e de operação (dez anos). Caso não haja justificativa para atrasos, a ANTT pode cassar as autorizações.

***Com informações da Folhapress

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Economia

Leilões de petróleo em outubro terão recorde de áreas em disputa

Só no pré-sal, 13 blocos serão licitados, detalha ANP

06/08/2026 22h00

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmou nesta quinta-feira (6) que as licitações de exploração de petróleo no país marcadas para outubro terão número recorde de áreas em disputa. A Agência é a responsável por organizar esses leilões.

Dois certames estão marcados para 7 de outubro: o chamado 4º Ciclo de Partilha, que abrange áreas do pré-sal, vai ofertar 13 blocos. O do 6º Ciclo de Concessão, que licita as demais áreas de exploração, tem 22 setores em disputa.

A relação completa das áreas de partilha e de concessão foi publicada no Diário Oficial da União.

Foram incluídos setores ou blocos que receberam declaração de interesse de pelo menos uma empresa de petróleo, desde que a companhia também tenha manifestado garantia de oferta.

Os 22 setores do leilão de concessão receberam, até o momento, declaração de interesse com garantia de oferta de 12 empresas. Os 13 blocos do leilão de partilha têm a manifestação de seis empresas.

Próximos passos
A ANP explica que, até 31 de agosto, empresas que ainda não tenham ou que já tenham declarado interesse podem ainda demonstrar interesse em outros setores ou blocos, ampliando a participação nos leilões.

As que não cumprirem esse procedimento até o fim do prazo podem participar da disputa por meio de consórcio com empresas que se habilitaram.

Leilões anteriores

Em outubro do ano passado, o 3º Ciclo da Oferta de Partilha terminou com cinco dos sete blocos em disputa arrematados. Na ocasião os bônus de assinatura chegaram a quase 104 bilhões e previsão de investimento mínimo na fase de exploração de R$ 451,5 milhões.

O leilão do 5º Ciclo da Oferta de Concessão ocorreu em junho de 2025, com assinatura de 34 contratos de concessão de blocos. A arrecadação de bônus de assinatura foi de cerca de R$ 989 milhões, com investimentos mínimos estimados em R$ 1,5 bilhão na fase de exploração.

Partilha x concessão
Descoberto há 20 anos, o petróleo do pré-sal mostrou-se tão significativo para o potencial de produção brasileiro que levou o governo a mudar, em 2010, o regime que autorizava as empresas a explorar a riqueza submersa.

Dessa forma, nas áreas de pré-sal vigora o regime de partilha. Nesse modelo, a produção de óleo excedente (saldo após pagamento dos custos) é dividida entre a empresa e a União.

Quando ocorre leilão emuma área, a companhia vencedora é aquela que oferece a maior parcela do óleo à União.

Essa regra édiferente do modelo de concessão, válido nos demais blocos de óleo e gás. No modelo tradicional,o risco de investir e encontrar, ou não, petróleo é da concessionária, que se torna dona de todo o óleo e gás que venham a ser descobertos.

Em contrapartida, além do bônus de assinatura ao arrematar o leilão, a petrolífera pagaroyaltiese participação especial (no caso de campos de grande produção) ao governo.

Junto com o modelo de partilha, foi criada uma estatal, a Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que representa a União no recebimento das receitas. Ou seja, a PPSA vende o petróleo entregue pelas petroleiras à União.

O Polígono do Pré-Sal, no litoral do Sudeste, concentra os principais campos de produção do petróleo no país. Em junho de 2026, dado mais recente da ANP, os campos do pré-sal – sob uma espessa camada de sal, que pode chegar a 7 mil metros de profundidade – responderam por 82% da produção nacional de petróleo e gás.

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de hoje, concurso 1265, quinta-feira (06/08)

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

06/08/2026 20h16

Confira o resultado do Dia de Sorte

Confira o resultado do Dia de Sorte divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1265 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 100 mil.

Confira o resultado da Dia de Sorte de hoje!

Os números da Dia de Sorte 1265 são:

  • 06 - 18 - 01 - 04 - 11 - 14 - 12
  • Mês da sorte: 05 - Maio

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1266

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na sexta-feira, 6 de agosto, a partir das 21 horas, pelo concurso 1266. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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