Energia elétrica e tomate são "vilões" do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na Cidade Morena, que empata com Aracaju na maior variação percentual no período
Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que Campo Grande lidera a alta da inflação no mês de maio, empatada com Aracaju como a maior variação percentual no período (1,31%).
Conforme divulgado pelo IBGE, o IPCA nacional para o mês de maio ficou em 0,58%, índice esse que aparece 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,67% registrada em abril. Esse valor indica ainda alta de 3,20% no ano e 4,72% nos últimos doze meses consecutivos.
Nacionalmente ainda, a maior variação e impacto vieram do grupo de alimentação e bebidas (1,33% e 0,29 p.p. respectivamente). Ou seja, a nível nacional, os principais "vilões" da inflação de maio foram representados pelas seguintes altas:
- 44,69% - batata-inglesa
- 20,62% - do tomate
- 16,80% - da cebola e
- 1,39% - das carnes
Até o mês de maio, a comida mais cara e os combustíveis figuravam como "vilões" da inflação local, com Campo Grande sentindo influência na inflação graças à alta no preço da batata-inglesa e pressões exercidas pela gasolina e óleo diesel no grupo dos transportes
Desde 1980 o IBGE realiza o cálculo do chamado Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede o rendimento monetário das famílias que recebem entre um e até 40 salários mínimos.
Cabe relembrar que, Campo Grande fechou 2025 com a menor inflação do País, porém, apesar de três meses consecutivos e a 4ª deflação anual registrada em outubro do ano passado, o índice voltou a subir em 2026.
Apesar de abrir o ano de 2026 com inflação de 0,48%, acima da média nacional, até fevereiro a Cidade Morena aparecia com o 2ª menor índice entre as capitais.
Inflação em CG
Empatada com Aracaju no topo das maiores variações, a Cidade Morena bateu alta de 1,31% na inflação de maio, segundo o IBGE, índice esse que aparece 0,29 ponto percentual acima do 1,02% registrado por Campo Grande em abril.
Sendo que o IPCA de maio de 2025 bateu 0,13%, o acumulado do IPCA no ano chega a 3,95%, enquanto o índice nos últimos doze meses chega à casa de 4,30%.
Neste recorte regional, oito dos nove grupos tiveram alta no último mês, com destaque para "habitação" e "alimentação e bebidas", com as seguintes variações e impactos: 4,88% (0,73 p.p.) e 2,09% (0,46 p.p.) respectivamente.
Com o maior peso mensal no índice local, os 2,09% de alta em "Alimentação e bebidas" foram influenciados principalmente pela refeição em domicílio graças aos diversos itens que compõem a mesa do campo-grandense e ficaram mais caros.
Entre os "vilões" deste subitem, aparecem as altas no preço dos seguintes itens:
- Tomate (22,61%),
- Batata inglesa (60,25%),
- Cebola (29,37%),
- Costela (2,16%) e
- Contrafilé (3,21%).
Já no sentido oposto, o campo-grandense viu quedas nos preços da banana d’água/nanica (-11,09%), café moído (-2,99%) e do ovo de galinha (-5,8%).
Também vale citar a influência do aumento da energia elétrica residencial (de 3,67% nacionalmente) na alta registrada em "habitação" no IPCA de maio.
Nesse sentido, desde 24 de abril passou a vigorar em Campo Grande o impacto de energia elétrica residencial no IPCA local. Para a Capital do MS, a alta neste subitem foi de 13,56%.
"Quando comparada às demais capitais e regiões metropolitanas que integram a pesquisa, Campo Grande registrou a maior alta no subitem energia elétrica residencial", cita a seção de disseminação de informações do IBGE em nota.