Economia

ANÁLISE

Inflação corrói poder de compra do consumidor e desafia a economia

Cenário de alta do IPCA pode gerar fenômeno da estagflação no Brasil

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a inflação de abril no dia 11 e, apesar de os números terem mostrado sinais de desaceleração em relação a março, esta é a maior marca para o mês desde 1996 no Brasil e de toda a série histórica em Campo Grande.  

O indicador aponta alta de preços em diversos produtos e serviços, com destaque para combustíveis e alimentos. 

Com isso, os especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o consumidor tem o poder de compra mais reduzido. E tem se tornado uma equação difícil até mesmo para os economistas.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Campo Grande para o mês ficou em 1,21%, a terceira marca entre as cidades pesquisadas. No compilado nacional, a inflação chegou a 1,06%, abaixo da taxa de março (1,62%).  

Segundo o mestre em Economia Eugênio Pavão, o cenário econômico está desafiando as leis da teoria. “De acordo com os monetaristas, o excesso de moeda seria responsável pela inflação, devendo ser combatida por instrumentos monetários. Entretanto, apesar das seguidas altas, a economia se vê em uma cilada da demanda após a pandemia, que provocou a queda do consumo, e agora a demanda represada está levando ao aumento de preços”, explica.

Doutor em Economia, Michel Constantino é categórico. “A inflação veio para ficar”. Segundo ele, as forças inflacionárias persistentes são resultado do desequilíbrio nas economias mundiais.  

Além dessa pressão já citada, o professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) Mateus Abrita comenta que a inflação atual dá todos os indícios de ser relacionada aos custos.  

“A taxa básica de juros é usada para conter a inflação de demanda, e, com a guerra na Ucrânia, a desregulação das cadeias produtivas e o fechamento de portos chineses, estamos vivendo uma inflação de custos, e não de demanda”, analisa.  

O professor ainda diz que isso cria tendência de elevação nos preços de combustíveis, que impactam nos produtos mais básicos.  

“Estamos sentindo a alta dos combustíveis chegando ao consumidor de forma direta, no caso da gasolina e do diesel, e de forma indireta porque impacta o custo de produção, frete e transportes. Infelizmente, isso acaba prejudicando ainda mais o poder de compra da população, que já está sofrendo”, resume.  

CUSTOS

Em Campo Grande, a inflação ficou em 1,21%, maior do que a média nacional, porém, com queda forte em relação a março (1,72%). Entre os produtos que puxaram a alta do mês estão principalmente os alimentos e bebidas e combustíveis, como gasolina, etanol, diesel e gás de cozinha.  

Como noticiado anteriormente, o preço da gasolina na comparação de abril de 2022 com o mesmo mês do ano passado apresenta aumento de 24,82%, ou de R$ 1,41. E um novo reajuste deve ser anunciado nos próximos dias.  

Na última quinzena, a Petrobras anunciou aumento no gás de cozinha e no diesel. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média da gasolina está em 17% (R$ 0,78 por litro).  

Analistas de casas de investimentos conceituadas dizem que esse número pode chegar a até 33%, por causa do aumento do dólar e da pressão da oferta internacional do barril de petróleo que esteve em queda, além da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.  

Michel Constantino avisa que a instabilidade ainda pode durar um bom tempo.  

“Enquanto tivermos a descontinuidade da logística de oferta de produtos pelo mundo, todos os países continuarão sentindo esses efeitos, e os preços ficarão em patamares altos”.  

O economista ressalta que, mesmo com o indicador da inflação sendo considerado alto, é possível notar pequena retração. “O efeito do aumento da taxa Selic já deu um pequeno sinal de diminuição da taxa de variação na inflação entre março e abril, mas é muito pouco para diminuir como esperado”.

“Alguns setores importantes diminuíram os preços e outros continuam aumentando, esse vai e vem é resultado da falta de oferta e, por outro lado, uma demanda aquecida no comércio, varejo e serviços”, ressalta.  

A principal estratégia usada pelo Banco Central para tentar frear a inflação é aumentando a taxa Selic. O juro básico da economia saiu de 2% em março de 2021 e já chegou a 12,75% ao ano em maio. A estratégia é que aumentando os juros o consumo diminua.

Para o economista Fábio Nogueira, o fato de diminuir a quantidade de moeda na mão dos brasileiros pode não reduzir a inflação.  

“Quando a mesma [inflação] não é de demanda, [os preços] não se ajustarão com a redução do consumo local. Ou seja, os custos com logística e com a produção pressionarão o preço do produto final”, analisa.  

Segundo Constantino, Mato Grosso do Sul sofre com a dependência de suprimento de alimentos e vários itens de consumo de outros estados.

“Com um mercado aquecido e um estado dependente de outros estados para as compras de alimentos da cesta básica, os custos ligados a transporte, logística e energia impactam diretamente nos preços finais”, explica.  

ESTAGFLAÇÃO

Apesar de o Estado conseguir ser movido pela força das commodities e projetar um dos maiores crescimentos do País em 2022, em nível nacional surge um outro fenômeno.

De acordo com relatório do Instituto de Finanças Internacionais (IIF) divulgado em 19 de abril de 2022, o Brasil e outros países emergentes estão vivendo um processo de estagflação.

No relatório, o IFF aponta que a crise da Covid-19 somada à guerra entre Rússia e Ucrânia devem derrubar a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) mundial de 6,6% para 3,8% em 2022. 

Para o Brasil, a expectativa é de que o País cresça 0,8% neste ano e 1,4% em 2023.  Com a inflação de 10,06% em 2021 inserida nesse bojo e projeções de instabilidade para todo o restante do ano, os fenômenos de estagnação econômica e de alta de preços aceleram paralelamente. 

O resultado disso é um cenário de instabilidade e pouco crescimento nacional.  

Em contrapartida, Mato Grosso do Sul aparece com certo alívio, afirma Fábio Nogueira. 

“Em curto prazo, a inflação alta tem um efeito inverso na taxa de desemprego. A relação em curto prazo de desemprego e inflação caberia somente aos produtos produzidos e consumidos no mesmo lugar. Como exemplo, serviços e produtos médicos e hospitalares, alimentação fora de casa, serviços domésticos, entre outros”, explica.  

Com isso, o economista considera que a produção local é o principal gerador de empregos e crescimento econômico. Como o Estado está projetando um crescimento acima da média nacional, a geração de empregos deve permanecer positiva no curto e médio prazo.  

12,13% no acumulado de 12 meses

No Brasil, a inflação acumulada em 12 meses chega a 12,13%. Mais do que o dobro da meta do Banco Central, que é de 3,50% com o teto chegando a 5%. Em Campo Grande, a inflação acumulada é ainda maior do que a brasileira, de 12,85%.

LOTERIA

Resultado da + Milionária de hoje, concurso 361, sábado (06/06)

A + Milionária tem dois sorteios semanais, às quartas e sábados, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

06/06/2026 20h13

Confira o resultado da +Milionária

Confira o resultado da +Milionária Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 361 da + Milionária na noite deste sábado, 6 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorre no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 61 milhões.

Confira o resultado da + Milionária de hoje!

Os números da + Milionária 361 são:

  • 22 - 35 - 10 - 31 - 33 - 21
  • Trevos sorteados: 1 e 2

O sorteio da + Milionária é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: + Milionária 362

Como a + Milionária tem dois sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 10 de junho, a partir das 20 horas, pelo concurso 362. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da + Milionária é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher de 6 a 12 números dentre as 50 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

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LOTERIA

Resultado da Timemania de hoje, concurso 2400, sábado (06/06)

A Timemania realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

06/06/2026 20h11

Confira o resultado da Timemania

Confira o resultado da Timemania Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2400 da Timemania na noite deste sábado, 6 de junho de 2026. A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 34 milhões.

Confira o resultado da Timemania de hoje!

Os números da Timemania 2400 são:

  • 51 - 58 - 22 - 73 - 64 - 57 - 47 
  • Time do Coração: Ypiranga/RS (80)

O sorteio da Timemania é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Timemania 2401

Como a Timemania tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 9 de junho, a partir das 20 horas (horário local), pelo concurso 2401. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Timemania é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,50 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 10 dente as 80 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de três a sete números, ou o time do coração;

Como jogar a Timemania

A Timemania é a loteria para os apaixonados por futebol. Além de o seu palpite valer uma bolada, você ainda ajuda o seu time do coração.

Você escolhe dez números entre os oitenta disponíveis e um Time do Coração. São sorteados sete números e um Time do Coração por concurso. Se você tiver de três a sete acertos, ou acertar o time do coração, ganha.

Você pode deixar, ainda, que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9, ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 10 dezenas, a probabilidade de acertar sete números ganhar o prêmio milionário é de 1 em 26.472.637, segundo a Caixa.

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