Economia

SITUAÇÃO LOCAL

Juros altos e endividamento contrapõe aumento de 2% na intenção de consumo na Capital

Menos de 15% dos campo-grandenses - até com renda alta - acham que o acesso ao crédito está mais fácil, um dos fatores que limitam capacidade de consumo

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Campo Grande, apesar do aumento de 2% na Intenção de Consumo das Famílias (ICF) permanece abaixo dos 100 pontos em junho, figurando ainda na "zona negativa", conforme análise da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Medindo o que as famílias fazem com seu orçamento - além dos níveis atuais e de curto prazo do consumo -, o ICF avalia sete itens junto aos consumidores, sendo: 

  • Emprego Atual, 
  • Perspectiva Profissional, 
  • Renda Atual, 
  • Facilidade de Compra a Prazo,
  • Nível de Consumo Atual, 
  • Perspectiva de Consumo no curto prazo e Oportunidade para compra de bens duráveis.

 

Reprodução/Fecomércio

Atualmente, Campo Grande mediu 97,5 pontos nesse mês de junho, apontando ainda uma concentração de bom desempenho entre famílias que recebem na faixa de até 10 salários mínimos. 

Numa análise geral da situação da Capital, o gráfico mostra que apenas o acesso ao crédito, representando pela "Compra a Prazo", indicou declínio (-1,1%) em junho. 

Ainda assim, a economista Regiane Dedé de Oliveira, do Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS, faz questão de frisar os desequilíbrios dessa balança, que afetam uma impulsão pungente no consumo familiar, que por um lado sente a queda da inflação, mas esbarra justamente num crédito caro e juros altos. 

"Embora mais otimistas, o endividamento em nível elevado e os juros altos limitam a capacidade de consumo e os efeitos benéficos da maior renda disponível. Com isso, as vendas do varejo e dos serviços têm desacelerado", comenta ela, com base nos dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. 

Bens duráveis

Analisados ponto a ponto, um olhar curioso de se lançar é sobre o ponto "Momento para Duráveis", que englobam a intenção de compra de itens como televisões e outros eletrodomésticos. 

Há dois meses, a pesquisa já indicava um comportamento das faixas de renda, que em comum tinham o ponto de que ninguém estava com intenção de comprar TVs e eletrodomésticos nos próximos meses. 

No público geral, 70,9% classificavam o período como "mau" para aquisição desses bens, índice que ficou em 71,5% para quem recebe até 10 salários mínimos e 68% para os que estão acima dessa faixa salarial. 

Atualmente, no geral, 68% classificam o momento como "mau" para aquisição de bens duráveis, sendo 68,3% (na faixa até 10 s.m.) e 66,3% (para mais de 10 s.m.). 

 

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tarifaço

Exportadores veem motivação eleitoral e criticam abertura do processo de reciprocidade

Líderes de entidades industriais entendem que o acionamento da lei de reciprocidade não deve servir como pressão adicional para forçar o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, a negociar o tarifaço

16/08/2026 23h00

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A abertura do processo de reciprocidade em resposta ao tarifaço do governo norte-americano sobre produtos brasileiros está sendo lamentada por setores exportadores da indústria. A percepção é de que a medida atende mais ao propósito do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de fortalecer o discurso de soberania nacional, visando à reeleição em outubro, do que aos interesses das empresas que tiveram embarques ao mercado americano atingidos por sobretaxas comerciais.

Líderes de entidades industriais consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) entendem que o acionamento da lei de reciprocidade não deve servir como pressão adicional para forçar o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, a negociar o tarifaço.

Também apontam que os efeitos práticos da iniciativa dificilmente ocorrerão em menos de três meses, devido às etapas do processo - aprovação de relatório, consulta pública e deliberações finais - até a eventual aplicação de contramedidas

Por isso, nos bastidores, exportadores avaliam que a abertura do processo decorreu mais de cálculos políticos do que econômicos. "Estamos em ano eleitoral, e a reciprocidade vem ao encontro do discurso de soberania. Pode ser usada nesse aspecto", comentou, em off, um dirigente da indústria.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, concorda que a medida pode ter sido influenciada pelas eleições. Segundo ele, a decisão do governo tende a gerar mais transtorno do que benefício nas negociações com os Estados Unidos.

"Eu preferiria que essa medida não tivesse sido tomada porque, neste momento, não estamos em condição de igualdade com os Estados Unidos. Pelo contrário, somos coadjuvantes, enquanto o outro lado é protagonista", comenta Castro.

87ª edição

Acrissul divulga datas da realização da Expogrande 2027; confira

Tradicional feira agropecuária ocorrerá no mês de maio, o Parque de Exposições Laucídio Coelho

16/08/2026 17h30

Expogrnde 2027 será realizada em maio

Expogrnde 2027 será realizada em maio Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A 87ª edição da Expogrande já tem data marcada. A Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) divulgou que a tradicional feira agropecuária será realizada de 6 a 16 de maio do próximo ano, no Parque de Exposições Laucídio Coelho.

"A Expogrande reúne produtores, animais, genética, tecnologia, negócios, empresas, conhecimento, inovação, cultura e entretenimento, conectando o campo à cidade e mostrando a força e a diversidade do agro sul-mato-grossense", diz o anúncio nas redes sociais.

A programação musical ainda não foi divulgada e as atrações costumam ser confirmadas em datas mais próximas ao evento.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Edição de 2026

Neste ano, a Expogrande foi realizada de 9 a 19 de abril e a edição encerrou com movimentação financeira de R$ 854,5 milhões, crescimento de quase 34% em relação a 2025. Segundo a Acrissul, a feira reuniu cerca de 250 expositores.

"O crescimento da Expogrande é fruto de um trabalho construído ao longo dos anos, com cada vez mais confiança do público e dos produtores. Hoje, a feira se consolidou como um ambiente real de negócios, com boas condições comerciais, qualidade dos animais ofertados e um momento positivo da pecuária, que impulsiona os resultados", disse na ocasisão o presidente da Acrissul, Guilherme de Barros Bumlai.

Ao todo, foram realizados 24 leilões, que movimentaram R$ 51,2 milhões, com a comercialização de 9.153 animais.

Participaram da feira este ano as raças bovinas nelore, tabapuã, girolando e gir leiteiro, além das raças equinas quarto de milha, pantaneiro, crioulo e árabe.

Neste ano, 130.054 pessoas passaram pelos portões da feira, que contou com 7 dias de entrada gratuita. Só no dia de abertura, 9 de abril, cerca de 39 mil pessoas estiveram na Expogrande.

As atrações musicais foram Zezé Di Camargo, Gusttavo Lima, Daniel, Diego & Victor Hugo e Luan Santana. O cantor Thiaguinho se apresentaria no encerramento, mas o show foi cancelado após um temporal destruir parte da estrutura.

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