Economia

EQUILÍBRIO FISCAL

MS deve ter alívio fiscal este ano com adesão a programa de refinanciamento da dívida

Mais de 80% das unidades da Federação aderiram ao Propag; dívida de Mato Grosso do Sul com a União será corrigida pela inflação

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A adesão de 22 das 27 unidades da Federação ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag) consolida uma nova etapa da renegociação das dívidas estaduais com a União e reposiciona Mato Grosso do Sul no debate nacional sobre equilíbrio fiscal.

Apenas Distrito Federal, Mato Grosso, Pará, Paraná e Santa Catarina não protocolaram a intenção de participar do programa, que é considerado o mais vantajoso para os governos regionais.

Conforme reportagem publicada pelo jornal O Globo, os 22 estados – incluindo MS – formalizaram a entrada no novo modelo, apostando na redução dos encargos financeiros como instrumento para aliviar o caixa e ampliar a capacidade de planejamento orçamentário de longo prazo.

O programa estabelece prazo de até 30 anos para reestruturação das dívidas estaduais e permite três modalidades de pagamento: a inflação oficial, Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais zero, IPCA mais 1% ou IPCA mais 2% ao ano. Em substituição ao modelo anterior, que corrigia os contratos por IPCA mais 4%.

No caso de Mato Grosso do Sul, a decisão de aderir ao Propag ocorreu após meses de avaliação técnica.

Conforme mostrou o Correio do Estado no ano passado, o governo estadual chegou a segurar a adesão enquanto analisava os impactos fiscais do programa e aguardava a definição do comportamento dos estados mais endividados do País.

A cautela se deu apesar de o Estado apresentar uma situação fiscal mais equilibrada do que grandes devedores, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Conforme já noticiou o Correio do Estado, a dívida de MS com a União é estimada em cerca de R$ 9,6 bilhões, valor significativamente inferior ao dos estados que concentram a maior parte do estoque nacional, hoje superior a R$ 800 bilhões.

Ainda assim, o peso do serviço da dívida é relevante. Dados divulgados pelo governo estadual indicam que os desembolsos anuais giram em torno de R$ 676 milhões, comprometendo parcela importante da Receita Corrente Líquida (RCL).

ECONOMIA

Conforme estimativas do Centro de Política Fiscal e Orçamento Público do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), já publicadas pelo Correio do Estado, a adesão ao Propag poderia gerar uma economia de até R$ 450 milhões em juros ao longo de 30 anos.

O economista da FGV/Ibre Rafael Barros Barbosa disse à reportagem do Globo que o novo programa de renegociação dá condições muito confortáveis para o pagamento das dívidas.

“Vai ter um impacto fiscal para a União muito grande. Basicamente, a gente está transferindo uma dívida que era dos estados. E em muitos destes casos tivemos irresponsabilidade fiscal dos estados, eu acho que é muito latente o caso de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, que têm acumulado dívidas e têm problemas fiscais recorrentes”, avalia.

O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, pondera que as margens de negociação oferecidas aos estados vão permitir o crescimento da receita.

“Com o juro em zero, 1%, 2%, naturalmente vai haver crescimento médio da receita dos estados e uma redução do endividamento. Diferente do que aconteceu nas outras negociações, inclusive na última, os estados estavam pagando com IPCA mais 4%, e também era influenciado pela Selic, que subiu nos últimos anos”, informou à reportagem.

A dívida consolidada líquida de Mato Grosso do Sul é de R$ 5 bilhões. O valor desconsidera a receita corrente líquida e representa aproximadamente 24% do que o Estado arrecada.

No comparativo com outros estados brasileiros, a situação de Mato Grosso do Sul não é das piores, como as de São Paulo (R$ 372 bilhões), Minas Gerais (R$ 191 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 217 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 128 bilhões), mas é uma situação pior que a de Mato Grosso, que tem uma dívida de R$ 5 bilhões, por exemplo.

O novo modelo de renegociação prevê, além da redução dos juros reais, contrapartidas por parte dos estados. Os recursos economizados deverão ser direcionados a áreas como educação, segurança pública, infraestrutura, habitação e meio ambiente.

Também foi criado um fundo de equalização para compensar estados em melhor situação fiscal, mecanismo que pode beneficiar Mato Grosso do Sul justamente por seu menor grau de endividamento relativo.

O Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) sobre a adesão ao Propag e questionar sobre a economia estimada, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

CORTE DE GASTOS

A adesão de MS ao Propag ocorre em paralelo a um esforço interno de ajuste das contas públicas. Ao longo de 2025, o governo estadual anunciou medidas de contenção de despesas que, segundo projeções divulgadas pelo Correio do Estado, podem resultar em uma economia entre R$ 500 milhões e R$ 800 milhões.

O plano envolve revisão de contratos, controle de gastos de custeio e racionalização da máquina administrativa.

Esse contexto ganha relevância diante do debate nacional sobre os efeitos do Propag. Como mostrou O Globo, parte dos economistas avalia que o programa oferece condições muito confortáveis para os estados e pode transferir o peso das dívidas para a União, sem corrigir distorções estruturais.

Por outro lado, o Tesouro Nacional defende que a redução dos encargos permitirá crescimento da receita estadual e diminuição gradual do endividamento.

Para Mato Grosso do Sul, a adesão ao Propag não tem caráter emergencial, como ocorre em estados com alto grau de comprometimento da receita.

A estratégia do governo estadual é utilizar o novo modelo como ferramenta de gestão fiscal de longo prazo, reduzindo pressões sobre o orçamento e abrindo espaço para investimentos sem comprometer a disciplina fiscal.

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IMPORTAÇÕES

Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

Por outro lado, governo avalia improvável acordo para tarifa de 12,5%

07/06/2026 10h30

Crédito: Alan Santos/PR

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O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.

LOTERIA

Resultado da Lotofácil de ontem, concurso 3704, sábado (06/06): veja o rateio

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados

07/06/2026 08h54

Confira o resultado da Lotofácil

Confira o resultado da Lotofácil Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3704 da Lotofácil na noite deste sábado, 6 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Confira o resultado Lotofácil de ontem! 

Premiação

  • 15 acertos - Não houve acertador
  • 14 acertos - 323 apostas ganhadoras, R$ 1.442,42
  • 13 acertos - 10590 apostas ganhadoras, R$ 35,00
  • 12 acertos - 121084 apostas ganhadoras, R$ 14,00
  • 11 acertos - 625742 apostas ganhadoras, R$ 7,00

Os números da Lotofácil 3704 são:

  • 23 - 10 - 15 - 13 - 19 - 03 - 14 - 11 - 20 - 25 - 12 - 01 - 09 - 04 - 22

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

O valor da premiação está estimado em R$ 2 milhões.

Para participar dos sorteios da Lotofácil é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 15 dente as 25 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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