Economia

CRÉDITO AGRÍCOLA

MS espera por mais de R$ 2 bilhões do plano safra

MS espera por mais de R$ 2 bilhões do plano safra

ROSANA SIQUEIRA

17/06/2011 - 00h05
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Os produtores de Mato Grosso do Sul devem demandar mais de R$ 2 bilhões em recursos do Plano de safra que será lançado em Ribeirão Preto, agora pela manhã. A estimativa é da superintendência do Banco do Brasil. Na última safra o BB disponibilizou mais de R$ 1,4 bi para 15 mil agricultores e deve fechar este mês em R$ 1,6 bi.

Na avaliação do gerente de Agronegócios da superintendência na Capital, Edson Eugênio Senhorini, os bons preços da soja devem puxar a procura. “Os agricultores estão apostando em preços remuneradores para a safra', enfatizou. Os recursos do crédito agrícola tem juros subsidiados pelo Governo Federal que giram em torno de 6,75% ao ano.

Novidades

Entre as novidades do plano deve constar o fim do teto para crédito por cultura. Hoje, o produtor tem o limite condicionado ao tipo de lavoura - o maior teto é o da soja, de R$ 500 mil, com possibilidade de elevação de até 30%.
Também haverá maior apoio à pecuária, em plano que prevê linhas específicas para compra e manutenção de matrizes e para melhoramento genético do rebanho. Outro setor que terá atenção maior do plano é o sucroenergético. Será oferecida linha de financiamento para a renovação das lavouras de cana com o objetivo de aumentar a produtividade prejudicada pelo envelhecimento dos canaviais.

IBGE | IPCA

Comida mais cara e combustíveis são vilões na inflação de Campo Grande

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo foi de 1,02% em abril, com influência da alta no preço da batata-inglesa e pressões da gasolina e óleo diesel no grupo dos transportes

12/05/2026 12h41

Batata-inglesa foi o principal

Batata-inglesa foi o principal "vilão" da alimentação em domicílio, com alta acima de 20% Marcelo Victor / Correio do Estado

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Conforme atualização pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que mede a inflação de Campo Grande e demais localidades fechou em 0,67% nacionalmente e 1,02% na Cidade Morena em abril, com a batata-inglesa e combustíveis pressionando o bolso do campo-grandense durante o quarto mês de 2026.

Com o índice 0,37% acima da média nacional, esse valor de 1,02% fica também 0,09 ponto percentual (p.p.) acima do registrado em março (0,93%), sendo um acumulado de 2,63% neste ano e  3,08% nos últimos doze meses. 

Em um "raio-x" sobre os grupos que impactam o Índice, os maiores pesos para o IPCA de abril foram registrados em: 

  • Alimentação e bebidas (variação= 1,86%; impacto de 0,41 p.p.),
  • Saúde e cuidados pessoais (variação= 1,08%; impacto de 0,14 p.p.) 
  • Transportes (variação= 1,04%; impacto de 0,23 p.p). 

Após figurar com a 2ª menor inflação nacional em fevereiro deste ano, com esse valor do IPCA de abril Campo Grande fica na décima terceira colocação entre as localidades pesquisadas, atrás de: 

  1. Brasília - 0,16%
  2. São Paulo - 0,55%
  3. Vitória - 0,56%
  4. Rio Branco - 0,56%
  5. Belo Horizonte - 0,61%
  6. Salvador - 0,64%
  7. Curitiba - 0,66%
  8. Porto Alegre - 0,67%
  9. Rio de Janeiro - 0,73%
  10. Fortaleza - 0,81% 
  11. Recife - 0,82% e 
  12. Aracaju - 0,84

Inflação em CG

Dentro do principal impacto do IPCA de abril na Capital, "Alimentação e bebidas" já acumula alta de 3,21% no 1º quadrimestre de 2026, com as refeições em domicílio ficando 2,06% no registro mais recente. 

Nesse sentido, alguns itens aparecem como "vilões" do grupo, como os impactos das altas sobre:

  1. batata-inglesa (+23,81%);
  2. repolho (+19,41%); 
  3. cebola (+18,70%)
  4. tomate (+10,11%)

Enquanto a alimentação fora do domicílio também registrou alta, de 1,30% em abril na Capital - influenciada pelos saltos de 1,63% e 0,36% para 2,92% e 0,58% nos preços dos lanches e refeições, respectivamente -, do outro lado da balança, o campo-grandense viu o mamão (-9,96%), o café moído (-1,71%) e o pão francês (-1,26%) ficaram mais baratos no mês de maio. 

Aqui cabe esclarecer que, além da maior variação mensal, o grupo de "Alimentação e bebidas" também responde pelo maior peso na composição desse índice e, portanto, pode gerar maior impacto no cálculo da inflação em CG. 

O maior exemplo dessa base de cálculo, cabe citar, é observado junto ao grupo de Transportes, que não foi a segunda maior variação mensal mas possui peso o suficiente para ser o segundo maior impacto no IPCA de abril em Campo Grande. 

O aumento em Transportes (de 1,04%) resultou em um impacto de 0,23 ponto percentual no IPCA, influenciado pelas altas do: ônibus intermunicipal (7,27%), do óleo diesel (3,42%) e de gasolina (3,09%).

Esse cenário influenciado pela disparada nos preços  diesel e gasolina já vem sendo observado há algum tempo,  em um contexto de aumento recente dos combustíveis, influenciado pelo cenário internacional do petróleo

Em seguida, o 3° grupo com mais peso na medição do índice, Habitação (0,93%), apresentou a quarta maior variação no mês entre os grupos pesquisados, onde destacam-se os reflexos dos seguintes subitens:  cimento, que apresentou alta de 5,54%, e energia elétrica residencial (2,27%).

ECONOMIA

MS bate recorde de trabalhadores ocupados e alcança 7ª maior renda média do país

Estado chegou a 1,46 milhão de pessoas ocupadas em 2025, com massa salarial recorde de R$ 6,75 bilhões

12/05/2026 10h30

Mercado de trabalho sul-mato-grossense registrou crescimento de 4% no número de pessoas ocupadas em 2025, segundo levantamento do IBGE

Mercado de trabalho sul-mato-grossense registrou crescimento de 4% no número de pessoas ocupadas em 2025, segundo levantamento do IBGE Divulgação

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Mato Grosso do Sul atingiu em 2025 o maior número de pessoas ocupadas da série recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE. Ao todo, o Estado contabilizou 1,46 milhão de trabalhadores, crescimento de 4% em relação a 2024, quando havia 1,41 milhão de pessoas empregadas.

Os dados fazem parte do levantamento “Rendimento de Todas as Fontes 2025”, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também colocou Mato Grosso do Sul entre os estados com maior rendimento médio do país. A renda habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.727, a sétima maior do Brasil.

Outro indicador que chamou atenção foi a massa mensal de rendimentos, que alcançou R$ 6,75 bilhões, o maior valor já registrado no Estado pela pesquisa.

Do total de trabalhadores ocupados em Mato Grosso do Sul, 825 mil eram homens e 638 mil mulheres. Segundo o levantamento, a renda proveniente do trabalho também ganhou maior peso na composição financeira das famílias sul-mato-grossenses.

Em 2025, os rendimentos do trabalho passaram a representar 80,7% da renda domiciliar per capita, acima dos 79,5% registrados no ano anterior. Em contrapartida, aposentadorias, pensões e programas sociais perderam participação relativa.

Para o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, os resultados refletem o atual momento econômico do Estado.

“A PNAD mostra um Estado que cresce com geração de trabalho, renda e oportunidades. Quando a renda do trabalho ganha participação na composição das famílias, isso indica dinamismo econômico, atração de investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas”, afirmou.

O secretário destacou ainda que os números ajudam a explicar o desempenho de Mato Grosso do Sul no Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), no qual o Estado aparece com o segundo melhor índice do país na dimensão Capital Humano.

Conforme os dados do ranking, Mato Grosso do Sul saiu de nota 64,45 em 2023 para 67,73 em 2025, indicando crescimento contínuo em indicadores ligados à educação, qualificação e desenvolvimento social.

A pesquisa do IBGE também apontou avanço no nível de escolaridade da população trabalhadora. Entre os ocupados, 488 mil possuem Ensino Médio completo, enquanto 375 mil têm Ensino Superior completo.

A escolaridade segue diretamente ligada à renda. Pessoas com diploma universitário recebem, em média, R$ 6.632 mensais no Estado, mais de três vezes o rendimento médio de quem não possui instrução, estimado em R$ 1.824.

O rendimento domiciliar per capita médio em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 2.369, o oitavo maior do país. Já o Índice de Gini, utilizado para medir desigualdade social, permaneceu praticamente estável, passando de 0,454 em 2024 para 0,457 em 2025.

Outro dado destacado pela PNAD foi a redução no percentual de domicílios atendidos pelo Bolsa Família. Depois de atingir 13% em 2024, o índice caiu para 9,5% em 2025, equivalente a cerca de 102 mil residências.

Com isso, Mato Grosso do Sul passou a ter o quinto menor percentual de beneficiários do programa no país, abaixo da média nacional, de 17,2%.

Segundo o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho da Semadesc, Esaú Aguiar, o cenário é impulsionado principalmente pela expansão industrial e pela atração de novos investimentos privados.

“O resultado da PNAD reflete o momento de transformação econômica vivido por Mato Grosso do Sul, marcado pela expansão da agroindústria, novos investimentos privados e fortalecimento da economia verde e da inovação”, afirmou.

De acordo com ele, setores como celulose, bioenergia e proteína animal ampliaram a demanda por mão de obra qualificada, o que levou o governo estadual a reforçar programas de qualificação profissional e interiorização do emprego.

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