Economia

Balanço

Preço dos produtos da cesta básica varia 180% em Campo Grande; confira pesquisa

Procon/MS divulgou um levantamento com a variação do valor de produtos da cesta básica de mercados varejistas e atacados da Capital

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Na manhã desta quinta-feira (9), o Setor de Pesquisas da Secretaria Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS) divulgou um levantamento que indicou variação de pouco mais de 180% nos preços da cesta básica nos mercados varejistas e atacadistas de Campo Grande.

O levantamento verificou os preços de 21 estabelecimentos, sendo cinco atacadistas e 16 varejistas, do dia 25 de janeiro ao dia 3 de fevereiro. 

Nos estabelecimentos de atacado, a equipe dos pesquisadores do Procon/MS elencou 150 produtos diferentes, mas apenas 105 produtos foram divulgados e, nos varejistas, a mesma quantia de produtos foi estudada e 140 foram divulgados.

Segundo o Procon/MS, a diferença entre a quantidade pesquisada e a divulgada ocorre porque alguns produtos não estariam disponíveis em alguns dos estabelecimentos visitados pelos pesquisadores.

VAREJISTAS

Conforme o levantamento, nos mercados varejistas (onde o fluxo de pessoas é considerável maior) a variação dos preços ultrapassou a casa dos 180%.

E é possível observar essa variação no creme dental Closeup tiple menta (70g), que chega a custar R$ 4,99 em um supermercado do Loteamento Bela Laguna e R$ 1,78 no bairro Santa Fé.

Em contrapartida, a menor variação foi encontrada no preço do açúcar Cristal Doce Sucar (embalagem 2kg), onde o maior valor era de R$ 7,99 em um supermercado do Parque Residencial Azaleia, ao passo que o menor valor encontrado pelos pesquisadores do Procon/MS foi de R$ 7,79, no bairro Jardim Paraíso.

É possível acessar todos os produtos pesquisados e suas respectivas virações neste link dos mercados varejistas, neste link.

Atacadistas

Segundo o Procon/MS, nos mercados atacadistas a maior variação de preço encontrada foi no fósforo (pacote com 10 caixas da marca Paraná), que chegou a 115,83%. A equipe do levantamento encontrou o mesmo produto custando R$ 5,59 em um atacadista, do bairro Nova Lima e, R$ 2,59 em outro atacadista, do bairro Vilas Boas.

Ainda sobre os atacadistas, a menor variação encontrada foi de 0,22% e se trata da farinha de trigo (embalagem de 1kg da marca Anaconda), onde o maior preço que a pesquisa elencou foi de R$ 4,59, no bairro Santo Antônio e R$ 4,58, na avenida Duque de Caxias.

A lista completa da variação dos atacadista está disponível neste link.

Uma das cestas básicas mais caras do país

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o último levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos de 2022, divulgado nesta segunda-feira (9) mostrou que Campo Grande ocupou a terceira posição entre as capitais, com a cesta básica mais cara do ano, com acumulado de 16,03%.  

Em relação às altas mais expressivas do ano, ficou atrás apenas de Goiânia (17,98%) e Brasília (17,25%).  

Os resultados de dezembro mostram que em comparação a novembro, a alta da cesta básica na Capital foi de 0,77%, custando R$744,21. A pesquisa é realizada mensalmente em 17 capitais, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Em comparação a novembro, alguns alimentos tiveram retração mais expressiva, como a banana (-7,30%), batata (-2,16%), manteiga (-1,82%), café em pó (-1,76%) e pão francês (-0,31%). (Colaborou Bianka Macário)

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SOBERANIA

Sanções dos EUA contra o Irã ameaçam exportações de MS

Iranianos estão na lista dos dez principais parceiros comerciais de Mato Grosso do Sul e neste ano as vendas para o país persa já superam os US$ 130 milhões

25/08/2026 12h51

Milho é um dos principais produtos que MS venda para o Irã, que também compra soja e carne bovina

Milho é um dos principais produtos que MS venda para o Irã, que também compra soja e carne bovina

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Se o governo de Donald Trump cumprir as ameaças e impuser sanções a países, bancos e empresas que mantenham relações comerciais com o Irã, a economia de Mato Grosso do Sul, que até aqui havia escapado praticamente ilesa dos tarifaços impostos pelos Estados Unidos ao Brasil, tende a sofrer sérios danos, já que em julho o Irã foi sexto maior parceiro comercial do Estado, ficando à frente de países como Argentina e Chile, por exemplo.

E, se forem computados os dados relativos aos sete primeiros meses do ano, conforme o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, o país persa aparece na lista dos dez principais parceiros comerciais do Estado, com US$ 131,1 milhões, o equivalente a cerca de R$ 680 milhões. Somente em julho as vendas para os iranianos somaram em torno de R$ 190 milhões.

Embora longe atrás da importância da China, que responde por 49,2% das exportações de Mato Grosso do Sul, o Irã comprou o equivalente a 1,8% de tudo aquilo que o Estado exportou nos primeiros sete meses deste ano. Neste mesmo período, os Estados Unidos, compraram 6,3% daquilo que o Estado vendeu, o equivalente a US$ 454 milhões.

E a importância do Irã, que importou principalmente milho, está em frança expansão, com crescimento de quase 98% na comparação com igual período de 2025. Dentre os dez principais parceiros comerciais de MS, o Irã foi o que teve o maior crescimento percentual em 2026. No ano passado inteiro as importações dos iranianos somaram US$ 171,1 milhões e já foram 88% maiores que no ano anterior.

Em 2025, quando o Irã representou 1,6% das vendas externas do Estado, as maiores vendas ocorreram nos últimos meses do ano e são estas que agora podem ser prejudicadas se o Governo brasileiro acatar as determinações dos Estados Unidos. 

As ameaças norte-americananas são uma tentativa de ampliar o isolamento financeiro do Irã e acelerar o fim da guerra que já se aproxima de seis meses. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que Washington está entrando em contato com governos de diferentes países para apresentar exigências específicas de redução ou encerramento dos vínculos econômicos com o Irã. 

Segundo ele, os parceiros comerciais de Teerã receberão um prazo para se adequar. Quem não cumprir poderá ser alvo de punições unilaterais dos Estados Unidos.

Nos sete primeiros meses do ano, Mato Grosso do Sul exportou o equivalente US$ 7,2 bilhões, o que representa aumento de 12,8% na comparação com igual período do ano passado. 


 

RESTITUIÇÃO

Último lote de restituição do IR injeta R$ 17 milhões na economia de MS

7.615 contribuintes sul-mato-grossenses já podem consultar o valor da restituição

25/08/2026 11h05

Sul-mato-grossense terá alívio no bolso neste fim de mês com pagamento da restituição do Imposto de Renda

Sul-mato-grossense terá alívio no bolso neste fim de mês com pagamento da restituição do Imposto de Renda Foto: divulgação

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Quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF 2026 - ano base 2025) vai injetar R$ 17.280.747,2 na economia de Mato Grosso do Sul, neste mês de agosto de 2026.

7.615 contribuintes sul-mato-grossenses podem consultar o valor da restituição neste site. A quantia será paga na próxima segunda-feira (31).

No Brasil, 521.935 contribuintes serão contemplados, em um lote que soma R$ 1,24 bilhão.

O pagamento é realizado na conta bancária informada na declaração de Imposto de Renda, de forma direta ou por meio de chave pix.

COMO CONSULTAR?

Veja o passo a passo de como consultar a restituição:

  1. Acesse este site
  2. Clique em "Consultar restituição de Imposto de Renda"
  3. Clique em "Iniciar"
  4. Informe o CPF e data de nascimento
  5. Clique em "Consultar"

CALENDÁRIO

Veja as datas de restituição de cada lote:

  • 1° lote: 29 de maio
  • 2° lote: 30 de junho
  • 3° lote: 31 de julho
  • 4° lote: 31 de agosto

* Vale ressaltar que o número de lotes foi reduzido de cinco para quatro

Confira a ordem de prioridades nas restituições:

  1. Idade igual ou superior a 80 anos;
  2. Idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave;
  3. Pessoa que tenha maior fonte de renda vinda do magistério;
  4. Quem utilizou conjuntamente a declaração pré-preenchida e optou pela restituição no Pix;
  5. Quem utilizou exclusivamente a declaração pré-preenchida ou optou pela restituição no Pix; e
  6. Demais contribuintes

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