Economia

FECHANDO O ROMBO

Para aposentados de MS, mudanças na previdência são boas, ainda que tardias

Ampliação da isenção da faixa de contribuição foi aprovada ontem na Alems; grupo diz que empresa contratada pelo governo sugeriu ampliar a contribuição dos servidores para 17%, mas governo acabou ampliando a contribuição patronal para 28%

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O Movimento dos Aposentados e Pensionistas de Mato Grosso do Sul afirma que os projetos enviados pelo governo do Estado para salvar a previdência – aumentando os aportes patronais e isentando da contribuição mensal de 14% os aposentados e pensionistas com comorbidades que ganham até três salários mínimos – representam uma vitória do grupo.

No entanto, eles destacam que elas são tardias, pois o combinado era que os projetos fossem enviados no início do ano, e que ainda é necessário fazer mais para garantir a saúde financeira da previdência.

O grupo questiona, sobretudo, a auditoria realizada pela Brasilis Consultoria e alega que, se não fosse a atuação ativa de seus representantes junto à administração do governador Eduardo Riedel, o plano proposto pela consultoria poderia ser ainda mais nocivo para os aposentados e pensionistas.

Após a publicação de parte do estudo, que mostra que os servidores em atividade ganham menos do que os aposentados em Mato Grosso do Sul, o grupo organizado de aposentados procurou o Correio do Estado para dar sua versão sobre o estudo previdenciário e apontar duas falhas de contexto.

A primeira delas é que é natural que os servidores em atividade, que ainda estão em início de carreira, tenham uma carga salarial menor. A segunda é que aposentados de carreiras como magistratura, Ministério Público, Polícia Civil, Fisco, entre outras, cujo salário se aproxima do teto do serviço público, com vencimentos acima de R$ 30 mil, elevam a média dos gastos com a folha da previdência.

O estudo da Brasilis Consultoria, encomendado pelo governo estadual, apontava que, em setembro do ano passado, a folha dos 32.030 servidores ativos custava R$ 286,3 milhões por mês aos cofres públicos, resultando em uma remuneração média de R$ 8.955,31 para cada um em atividade.

A folha mensal dos 24.685 aposentados de MS totalizava R$ 276.388.200,33, com uma idade média de 69 anos e um rendimento médio de R$ 11,1 mil. Já a folha dos 4.336 pensionistas era de R$ 40.844.355,66, enquanto o rendimento médio desse grupo, segundo o estudo, era de R$ 9.419,82.

Deficit

O mesmo estudo identificou, em dezembro do ano passado, um deficit atuarial de R$ 11,6 bilhões. Agora, o governo do Estado elevará de 23% para 28% sua contribuição patronal para a Agência Estadual de Previdência (Ageprev).

Nesse ritmo, o deficit atuarial estaria zerado em 2065. O plano de amortização entraria em vigor em janeiro do ano que vem, sendo reajustado gradativamente até 2028, quando seria fixado até 2065. O projeto ainda tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

O movimento dos aposentados lembra que o estudo contratado pelo governo para “salvar” a previdência estabelecia um aumento na contribuição dos trabalhadores e pensionistas para 17%, e não um aumento na contribuição patronal para pôr fim ao deficit atuarial.

No ano que vem, o aporte anual será de R$ 168,1 milhões, somando 12 parcelas de R$ 14,01 milhões que começarão a ser pagas à Ageprev a partir de janeiro. Em 2026, as parcelas subirão para R$ 21,7 milhões, totalizando R$ 261 milhões ao fim daquele ano.

Em 2027, as parcelas aumentarão para R$ 33,5 milhões, resultando em um aporte final de R$ 402,3 milhões. Entre 2028 e 2065, as parcelas mensais serão de R$ 52,4 milhões, totalizando aportes anuais de
R$ 629,6 milhões.

Projeto aprovado

Na mesma linha de atuação dos aposentados, o projeto que isenta os aposentados e pensionistas com comorbidades que ganham até três salários mínimos da contribuição de 14% foi aprovado em primeira votação ontem na Alems. A matéria será submetida a uma segunda votação e, posteriormente, seguirá para a sanção do governador Eduardo Riedel (PSDB).

Após a aprovação e sanção desse projeto de lei, estarão isentos da contribuição de 14% os aposentados e pensionistas com as seguintes doenças: moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget, contaminação por radiação e síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), mesmo que a doença tenha sido contraída após a aposentadoria ou reforma.

O movimento informou ao Correio do Estado que mantém sua luta pela redução da contribuição de 14%, instituída por lei estadual de 2019, mesmo ano em que a Reforma da Previdência foi aprovada no País.

Até então, a contribuição do beneficiário era de 11%. Há uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) em que, por enquanto, a maioria dos ministros considera inconstitucional tal aumento no porcentual de contribuição nas leis estaduais. O julgamento da ação ainda não terminou.

R$ 11,6 bi deficit atuarial

O deficit atuarial da previdência dos servidores de Mato Grosso do Sul está em R$ 11,6 bilhões. A expectativa é de que, no fim do ano que vem, quando o plano de salvação for implementado, esse deficit caia para aproximadamente R$ 9 bilhões. O plano é zerá-lo até 2065. 

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IMPORTAÇÕES

Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

Por outro lado, governo avalia improvável acordo para tarifa de 12,5%

07/06/2026 10h30

Crédito: Alan Santos/PR

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O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.

LOTERIA

Resultado da Lotofácil de ontem, concurso 3704, sábado (06/06): veja o rateio

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados

07/06/2026 08h54

Confira o resultado da Lotofácil

Confira o resultado da Lotofácil Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3704 da Lotofácil na noite deste sábado, 6 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Confira o resultado Lotofácil de ontem! 

Premiação

  • 15 acertos - Não houve acertador
  • 14 acertos - 323 apostas ganhadoras, R$ 1.442,42
  • 13 acertos - 10590 apostas ganhadoras, R$ 35,00
  • 12 acertos - 121084 apostas ganhadoras, R$ 14,00
  • 11 acertos - 625742 apostas ganhadoras, R$ 7,00

Os números da Lotofácil 3704 são:

  • 23 - 10 - 15 - 13 - 19 - 03 - 14 - 11 - 20 - 25 - 12 - 01 - 09 - 04 - 22

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

O valor da premiação está estimado em R$ 2 milhões.

Para participar dos sorteios da Lotofácil é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 15 dente as 25 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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