Economia

Possíveis abusos

Preço dos combustíveis dispara e Procon vai fiscalizar postos em Campo Grande

Órgãos do município e do Estado entrarão em campo, depois da ANP, para fiscalizar preço e qualidade dos combustíveis

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Em meio à escalada no preço dos combustíveis nos postos, o poder público estadual e municipal ensaia uma reação para tentar impedir aumentos abusivos nos preços de derivados de petróleo, como o óleo diesel e até mesmo a gasolina.

Para esta quinta-feira, as duas superintendências de proteção ao consumidor em atividade em Campo Grande, os Procons estadual e municipal, programam ações conjuntas em postos de combustível. Nas vistorias, irão analisar desde amostras dos combustíveis, para identificar possíveis adulterações, até verificar notas fiscais de entrada e saída, a fim de apurar eventuais aumentos abusivos.

Os sinais já estão por aí. O preço da gasolina subiu, em média, R$ 0,40 nos postos de Campo Grande. Ontem, a equipe do Correio do Estado não encontrou um posto sequer com o litro da gasolina abaixo de R$ 6. Até o fim do mês passado, antes da escalada da guerra no Oriente Médio, havia gasolina nas bombas por menos de R$ 6.

Para piorar a situação, as refinarias da Petrobras não aumentaram o preço da gasolina no atacado, o que dificulta a justificativa por parte das distribuidoras e dos donos de postos.

Mesmo no caso do diesel, há uma guerra de narrativas: de um lado, donos de postos e distribuidoras; de outro, a Petrobras e órgãos governamentais. Na semana passada, o governo federal zerou os tributos PIS e Cofins do óleo diesel, derivado mais vulnerável às oscilações de preço em razão da guerra no Oriente Médio.

O impacto da medida foi de R$ 0,32 no preço final do diesel. No dia seguinte, porém, a Petrobras, para acompanhar a alta do preço do petróleo, elevou o litro do óleo diesel nas refinarias em R$ 0,38.

Ainda assim, o preço do combustível segue em alta nos postos. Em Campo Grande, há diesel S-10 custando mais de R$ 7,50 o litro, valor superior em mais de R$ 1 ao preço médio da semana anterior.

O Correio do Estado procurou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência, Edson Lazarotto, para comentar as oscilações. Ele atribui o aumento ao preço praticado pelas distribuidoras e à influência do combustível importado no mercado internacional.

“Os postos recebem o preço das distribuidoras conforme o mercado se comporta. Estamos em um cenário de guerra, com a importação cada vez mais cara. O barril de petróleo, que antes era US$ 65, agora passa dos US$ 100. Os fretes encareceram e tudo isso reflete no último elo da cadeia, que é o posto”, explicou Lazarotto.

Fiscalização

Por enquanto, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tem atuado de forma mais incisiva na fiscalização dos postos, ocupando um protagonismo que já foi dos Procons.

O órgão federal fiscalizou 13 postos de combustíveis e distribuidoras de gás de cozinha em Mato Grosso do Sul neste mês, conforme apuração do Correio do Estado. As visitas resultaram em três autuações e uma interdição parcial, todas em Campo Grande.

Durante as inspeções, os fiscais da ANP visitaram 12 postos de combustíveis nas cidades de Campo Grande, Terenos e Jaraguari, além de uma distribuidora de gás na Capital.
Nesses trabalhos, um posto de combustível de Campo Grande sofreu interdição cautelar, sendo reaberto após cumprir os parâmetros exigidos.

O Correio do Estado apurou que o posto interditado cautelarmente é o ZZ Igor Ltda., estabelecimento de bandeira Shell, localizado na Avenida Redentor, no Jardim Panorama, próximo à Avenida Ministro João Arinos (BR-262), na saída para Três Lagoas.

ICMS

O aumento no preço do petróleo em ano eleitoral tem levado os governos a tentarem reduzir o impacto dos combustíveis em suas respectivas popularidades e, claro, na inflação.

Na semana passada, o governo federal zerou os tributos sobre o óleo diesel e, na ocasião, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu aos governadores que reduzissem os impostos sobre o produto.

Na terça-feira (17), o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz), presidido pelo secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César Mendes de Oliveira, afirmou que a redução não seria possível. Em nota, os estados disseram que já perderam demais com o corte do imposto estadual, imposto pelo governo Jair Bolsonaro (PL), e acusaram distribuidoras e postos de não repassarem as quedas de preços ao consumidor.

“Não é razoável agravar, mais uma vez, com perdas de receita pública relativas ao ICMS estadual, o ônus principal de uma política de contenção de preços cujo resultado final depende de múltiplas variáveis alheias à atuação dos estados”, diz o texto, assinado pelo Comsefaz.

Ontem, o Ministério da Fazenda propôs aos estados a isenção de ICMS sobre a importação de diesel, mediante compensação federal que cobriria 50% do impacto da medida. O custo é estimado em R$ 3 bilhões para a União e igual valor para os estados, considerando dois meses de duração.

A isenção valeria até 31 de maio, com o objetivo de reduzir barreiras e garantir o abastecimento do mercado interno, diante de relatos de falta de diesel em alguns estados. A medida seria direcionada apenas aos importadores.

A proposta foi apresentada pelo secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, aos secretários de Fazenda durante reunião realizada na manhã desta quarta-feira (18).

Também ontem, em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), os secretários se comprometeram a enviar à Receita Federal listas de devedores contumazes — contribuintes que utilizam a sonegação como modelo de negócios. Uma nova lei concede à administração pública instrumentos mais rigorosos de cobrança nesses casos.

O Confaz também aprovou um acordo com a ANP para que os estados disponibilizem, em tempo real, as notas fiscais de venda de combustíveis, facilitando a fiscalização. Mato Grosso do Sul aderiu ao acordo.
 

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economia

Novo Desenrola pode retomar relação entre renda e consumo e impulsionar inflação

Novo Desenrola pode restabelecer a relação entre alívio no orçamento das famílias e aumento da demanda por bens e serviços, com potencial de pressionar a inflação no curto prazo e voltar a exigir atenção do Banco Central

17/05/2026 10h45

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Em meio à inadimplência recorde, os bancos têm adotado postura mais conservadora na concessão de crédito, o que contribuiu para um descasamento entre o crescimento da renda e do consumo. Especialistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) avaliam, porém, que o Novo Desenrola pode restabelecer a relação entre alívio no orçamento das famílias e aumento da demanda por bens e serviços, com potencial de pressionar a inflação no curto prazo e voltar a exigir atenção do Banco Central (BC).

O programa reduz o comprometimento da renda com o serviço da dívida, ampliando a capacidade de pagamento e a renda disponível "Isso pode se traduzir em maior consumo ou na contratação de novos empréstimos, a depender do conservadorismo dos bancos", afirma Alexandre Albuquerque, vice-presidente e analista sênior da Moody’s Ratings.

Segundo ele, considerando a dinâmica dos últimos 18 a 24 meses, a tendência é que as instituições financeiras mantenham cautela, sobretudo em linhas de maior risco, como crédito pessoal. Albuquerque ressalta que, embora o tomador deixe de constar como negativado, a dívida não desaparece: "Ela diminui, mas continua existindo".

Na mesma direção, Luis Otavio Leal, economista-chefe da G5 Partners, observa que o crescimento da renda já aponta para aumento do consumo e avalia que o programa é desfavorável ao BC. "Acho o Desenrola ruim para o Banco Central, pois impacta a inflação", resume.

Antes mesmo do início do Novo Desenrola, a renda disponível bruta das famílias - renda do trabalho somada a transferências fiscais e benefícios, líquida de impostos - cresceu 11,1% em março, após alta de 9,5% em fevereiro, segundo cálculos do Goldman Sachs. Em relatório, Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para a América Latina do banco, atribui o resultado a uma postura creditícia e fiscal/parafiscal "altamente ativista", que manteria o hiato do produto em território positivo, pressionaria a inflação (especialmente a de serviços) e reduziria a eficácia da política monetária.

No comunicado da reunião de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) também destacou como risco de alta "uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada, em função de um hiato do produto mais positivo".

Para Roberto Padovani, economista-chefe do Banco BV, como o programa ainda não opera plenamente, os efeitos inflacionários permanecem mais teóricos. Ele aponta, contudo, um conflito de objetivos: o governo busca estimular a economia por instrumentos fiscais e parafiscais, enquanto o BC tenta conter a inflação e as expectativas. "No fim, acho que teremos juros elevados por mais tempo, o que contraria o objetivo do Novo Desenrola", diz.

Ainda assim, Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, considera que, no curto prazo, fatores como o conflito no Irã, o câmbio e os preços de commodities - especialmente alimentos e petróleo - devem ter peso maior na condução da política monetária do que o programa. "O Banco Central vai acompanhar e estimar os impactos, mas acreditamos que esse efeito tende a ser muito baixo", afirma.

Enquanto isso, a inadimplência vem batendo recordes desde janeiro de 2025. O número de pessoas com o CPF registrado em cadastros de inadimplência atingiu 82,8 milhões em março, segundo a Serasa Experian.

LOTERIA

Resultado da Mega-Sena de ontem, concurso 3009, sábado (16/05): veja o rateio

A Mega-Sena realiza três sorteios semanais, terça, quinta e sábado, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

17/05/2026 08h15

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3009 da Mega-Sena na noite deste sábado, 16 de maio de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$65 milhões.

Confira os detalhes das apostas ganhadoras:

6 acertos
Não houve ganhadores

5 acertos
136 apostas ganhadoras, R$ 19.052,37

4 acertos
6.714 apostas ganhadoras, R$ 636,14

Confira o resultado da Mega-Sena!

Os números da Mega-Sena 3009 são:

  • 21 - 06 - 04 - 08 - 18 - 30

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3010

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 19 de maio, a partir das 20 horas, pelo concurso 3010. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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