Economia

PROJETO NO SENADO

Reforma em impostos municipais e estaduais pode prejudicar empresários

Mudanças no Imposto de Renda caíram e abriram espaço para debate na esfera regional

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Com a reforma do Imposto de Renda fora do caminho, propostas que mudam a cobrança de tributos estaduais e municipais ganham espaço no Congresso. Contudo, o setor serviços e os pequenos empresários assistem receosos a tramitação do projeto.

Inicialmente, a PEC que tramita no Senado previa que a IBS (como passaria a ser chamado o imposto no lugar do ISS e ICMS) reunisse nove cobranças feitas aos cidadãos: PIS, Cofins, Pasep, IOF, Cide Combustíveis, Salário – Educação, ICMS, ISS e Imposto de Renda da Pessoa Jurídica.

O texto passou por uma comissão mista e chegou a ter relatório produzido e apresentando em maio.

Contudo, o Governo Federal fez um acordo com os congressistas para fatiar a reforma tributária, encaminhando da sua parte projeto que trata apenas das cobranças federais. 

Dessa forma, deve ser apresentado texto que trata exclusivamente dos tributos estaduais e municipais.

Roberto Oshiro, primeiro secretário da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), afirma que a ideia de simplificar os tributos é válida, mas da forma como está prevista no projeto do Senado pode trazer prejuízos.

“Para o setor de serviços e os pequenos empresários, que são do lucro presumido, ainda não está se falando no Simples e isso gera um receio muito grandea. Médias empresas e as que estão crescendo e já têm dificuldades ao deixar o sistema simplificado, terão aumento de 3,65% para 12%”, explica.

Dessa forma, as prestadoras de serviço devem ser as mais impactadas, embora sejam as que mais gerem empregos atualmente.

Segundo Oshiro, são as grandes redes de varejo e a indústria que mais saem ganhando com essa proposta em questão. 

Para o primeiro secretário da ACICG, que também é advogado tributarista, o país perde em não buscar consenso para mudanças mais arrojadas.

“Acho que precisamos tirar o pré-conceito, o estigma que foi colocado na cabeça das pessoas de um imposto único sobre movimentação financeira”, afirma.

Oshiro se refere ao fato dessa cobrança ter sido apelidada de “nova CPMF” no passado.

A questão, segundo Oshiro, é que esse tributo poderia substituir todos os outros, até mesmo IPTU e IPVA, sendo único. 

”Seria um um imposto que poderia arrecadar muito mais, porque atingiria todo esse PIB informalque alguns estudos dizem que chega a 40%”, pontua.

ARTICULAÇÃO 

Representantes dos estados se reuniram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir os pontos de divergência da PEC-110, que versa sobre esse tema, segundo noticiou O Globo.

Os entraves entre as esferas administrativas giram em torno do fundo de compensação regional e o comitê gestor.

Com relação ao primeiro, as conversas teriam avançado no sentido de isentar o Governo Federal de bancá-lo. 

Já em relação ao comitê gestor, ele seria composto apenas por representantes dos estados e dos municípios. 

Feira Agropecuária

Expogenética vira vitrine para negócios além do agro

Exposição reúne empresas de máquinas, bancos, seguros, imóveis e serviços e aposta no fluxo de público para gerar vendas e novos clientes

18/09/2026 15h30

Edição do ano passado levou milhares de pessoas ao Parque de Exposições

Edição do ano passado levou milhares de pessoas ao Parque de Exposições Reprodução/Expogenética

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A Expogenética MS chega à sua terceira edição como uma vitrine comercial que vai além da pecuária e da genética bovina. Com expectativa de superar 100 mil visitantes e movimentar mais de R$ 200 milhões em negócios, a feira aposta na concentração de público e na presença de diferentes segmentos para aproximar empresas de potenciais clientes, fechar vendas e também prospectar negócios que podem ser concretizados depois do evento.

Realizada de 29 de outubro a 8 de novembro, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, a feira terá aproximadamente 25 leilões, exposição e julgamento de animais, provas equestres, rodada de negócios e participação de empresas de diferentes áreas.

A organização projeta negócios não apenas com animais, mas também envolvendo máquinas e equipamentos, consórcios, serviços e operações financeiras.

Segundo o presidente da Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore (Nelore-MS), Paulo César de Matos Oliveira, a estrutura da feira funciona como uma oportunidade para empresas apresentarem produtos e serviços a um público diversificado, formado tanto por produtores rurais quanto por consumidores interessados nas demais atrações.

Entre os expositores estão empresas de maquinário, automóveis, insumos, bancos, seguros, consórcios e até o setor imobiliário. 

A estratégia, segundo o dirigente, não se limita à venda durante os 11 dias da programação. A feira também é utilizada para formação de carteira de clientes, de olho nos negócios que podem ser fechados posteriormente. 
“É uma vitrine para o empreendedor também. É uma forma de fazer o negócio dele ser visto e transformar isso em resultado”, afirmou Paulo de Matos em entrevista ao Correio do Estado.

A possibilidade de concretizar negócios é reforçada por condições comerciais criadas especificamente para o período da feira. Conforme o presidente da associação, instituições financeiras podem oferecer condições diferenciadas, enquanto empresas de insumos e outros segmentos lançam campanhas e descontos exclusivos para os dias do evento, o que costuma render bons frutos.

“O banco cria uma taxa de juros específica e prazo diferenciado para o evento, por exemplo. Empresa de insumos faz desconto especial para aquele período. Isso tudo ajuda a movimentar”, explicou.

A expectativa é de que a combinação entre circulação de público, presença de compradores de outras regiões e condições comerciais específicas transforme parte desses contatos em negócios durante e depois da feira.

SHOWS E ATRAÇÕES


A programação reúne shows, etapa oficial da Professional Bull Riders (PBR), festival cultural, queima do alho, provas equestres e outras atividades ao longo da feira. Entre as atrações já confirmadas estão apresentações musicais e o circuito mundial da PBR. 
Os shows confirmados até o momento incluem a dupla Jads & Jadson, no dia 30 de outubro, Leonardo, no dia 31 de outubro, Léo & Raphael e Fiduma & Jeca, no dia 1º de novembro, Japa NK, no dia 6 de novembro) e Mari Fernandez e CountryBeat, no dia 7 de novembro.
A organização ainda prepara o anúncio de mais uma atração de peso, que será confirmada em breve.

AÇÕES DE INCLUSÃO


A Expogenética também manterá a proposta de promover uma programação inclusiva. A edição de 2025 contou com atividades voltadas a crianças atípicas, salas sensoriais e parcerias com instituições sociais. Para este ano, a organização afirma que pretende manter as iniciativas e ampliar a participação de pessoas com deficiência e mães atípicas.
Também está previsto um leilão beneficente no dia 7 de novembro, além de ações sociais durante a programação. A ideia, segundo a organização, é fazer com que a feira vá além dos negócios e permita que a população conheça diferentes aspectos do agronegócio, desde a produção e melhoramento genético até a cultura e as tradições ligadas ao campo.

SAIBA


Empresas interessadas em espaços comerciais, estandes e oportunidades de patrocínio na Expogenética MS deste ano podem entrar em contato com a Nelore-MS pelo telefone (67) 99949-8817 ou pelo e-mail [email protected]. A feira será realizada de 29 de outubro a 8 de novembro, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande. A entrada no parque será gratuita durante todos os dias do evento. Para informações sobre ingressos dos setores pagos, o contato é (67) 98206-9232.

Janeiro à agosto

Industria de MS bate recorde com US$ 5,39 bilhões em exportações

Em agosto, indústria respondeu por 72% das exportações do Estado

18/09/2026 14h30

Foto: Álvaro Rezende / Arquivo Correio do Estado

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As exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul alcançaram US$ 5,39 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, segundo o Observatório da Indústria da Fiems.

Este é o maior valor já registrado para o período na série histórica das exportações industriais do Estado, com crescimento de 5% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

Em agosto, a indústria respondeu por 72% das exportações de Mato Grosso do Sul, reafirmando seu papel como principal motor do comércio exterior estadual.

No mês, as exportações de produtos industriais somaram US$ 704,4 milhões, indicando crescimento de 3% na comparação com igual mês do ano passado e configurando o maior valor já registrado para um mês de agosto em toda a série histórica. Já no acumulado do ano, a indústria respondeu por 66% das exportações estaduais.

Grupos industriais que apresentaram maior participação nas receitas de exportação (janeiro a agosto/2026):

  • Celulose e papel - US$ 2.155.504.374
  • Complexo frigorífico - US$ 1.897.814.035
  • Óleos vegetais e demais produtos de sua extração - US$ 580.541.370
  • Açúcar e Álcool - US$ 272.403.882
  • Extrativo Mineral - US$ 159.490.294
  • Siderurgia, Metalurgia e Metalmecânica - US$ 125.265.289
  • Couros e Peles - US$ 53.926.249
  • Alimentos e Bebidas - US$ 45.433.990
  • Demais produtos industriais - US$ 99.780.149
  • Total - US$ 5.390.159.632

Participação dos principais grupos nas exportações da indústria de MS em 2026 (janeiro a agosto/2026):

Celulose e papel - 40%
Complexo frigorífico - 35%
Óleos vegetais e demais produtos de sua extração - 11%
Açúcar e Álcool - 5%
Extrativo Mineral - 3%
Siderurgia, Metalurgia e Metalmecânica - 2%
Alimentos e Bebidas - 1%
Couros e Peles - 1%
Demais produtos industriais - 2%

Principais compradores dos produtos industrializados de MS (janeiro a agosto/2026):

China - US$ 1.830.891.213
Estados Unidos - US$ 499.645.695
Países Baixos (Holanda) - US$ 333.452.843
Itália - US$ 291.951.721
Turquia - US$ 173.241.621
Índia - US$ 146.799.468
Chile - US$ 141.358.910
Argentina - US$ 121.682.962
Uruguai - US$ 110.665.269
Arábia Saudita - US$ 110.027.310

Principais grupos de produtos industriais exportados por MS (janeiro a agosto/2026):

Celulose e Papel

Pastas químicas de madeira (99,4%)

Complexo Frigorífico

Carnes desossadas congeladas de bovino (60%)
Carnes desossadas refrigeradas de bovino (17%)
Coxas com sobrecoxas de frango desossadas e congeladas (4%)

Óleos vegetais e demais produtos de sua extração

Bagaços e resíduos da extração do óleo de soja (43%)
Óleo bruto de soja (24%)
Farinhas e pellets da extração do óleo de soja (21%)

Açúcar e Álcool

Outros açúcares de cana (77%)
Álcool etílico com teor de água inferior a 1% (14%)

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