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Unanimidade

Anderson Silva resiste, mas
é derrotado por Daniel Cormier

Anderson Silva resiste, mas
é derrotado por Daniel Cormier

G1

10/07/2016 - 09h29
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Ao se oferecer para substituir Jon Jones e enfrentar Daniel Cormier com apenas dois dias de antecedência, Anderson Silva tinha consciência de que esse seria talvez o maior desafio de sua carreira. Apesar de estar invicto contra lutadores da divisão dos meio-pesados (venceu James Irwin, Forrest Griffin e Stephan Bonnar), desta vez ele enfrentou o campeão da categoria, que é vindo dos pesos-pesados. A diferença de categoria dos rivais das lutas anteriores para a do deste sábado no UFC 200 não intimidou o brasileiro, que buscou a luta e chegou a ser superior em alguns momentos do combate, mas acabou derrotado por decisão unânime dos juízes (triplo 30-26) após o volume de luta do campeão - e a falta de um treinamento apropriado - fazerem a diferença contra ele.

- Eu treinei para um cara específico por oito semanas, e o cara saiu da luta e eu tive que enfrentar Anderson Silva, que é o maior lutador de todos os tempos. Eu estava nervoso no começo, mas fiz o que tive que fazer. Ele é muito duro e eu lutei para vencer - disse Cormier, que foi muito vaiado.

Vindo de episódios ruins para sua imagem, como uma suspensão por doping e a postura diante de Michael Bisping em Londres, Anderson Silva conseguiu dar a volta por cima e melhorar a sua imagem junto aos fãs não só ao se colocar à disposição do UFC para lutar contra Cormier, como por mostrar que estava disposto a dar um espetáculo em Las Vegas. Com o público a seu favor durante todo o combate, o brasileiro falou sobre a luta após o anúncio oficial.

- Eu encarei um desafio pessoal, para colocar em prática tudo que eu desenvolvi nesses anos todos. Estou sem treinar por muito tempo, mas é a prova que você pode fazer o que quiser, desde que você ponha na cabeça que é possível. Eu estou acostumado a trenar com meio-pesados, como Rogério Minotouro, meu mestre Minotauro, Jacaré, que é o próximo campeão do UFC. Eu senti um pouco por estar sem treinar pesado, para luta mesmo. Para mim foi uma vitória. O Daniel é um campeão, vim aqui não para desrespeitá-lo, mas para me desafiar pessoalmente - disse o brasileiro, que foi longamente aplaudido pelo público presente à arena.

A luta

A luta começou com Anderson circulando pelo octógono e Cormier buscando o brasileiro e tentando encurralá-lo na grade. O campeão lançou dois chutes altos e cinturou Anderson e o derrubou. O brasileiro montou a guarda e tentou duas vezes escalá-la para buscar a chave de braço ou o triângulo. Usando seu wrestling apurado e tirando vantagem da maior força física, Cormier amassava Anderson na grade. O brasileiro tentava se defender, mas não conseguia se livrar da pressão do rival. O americano usava os cotovelos e dava socos seguidos em Anderson, que buscava a defesa agarrando a nuca do campeão. Cormier manteve a pressão na montada, com meia-guarda passada, até o intervalo. Anderson se manteve agachado alguns momentos antes de ir para o córner, com um pequeno ferimento acima do nariz.
Anderson começou o segundo round surpreendendo Cormier com um chute e uma joelhada, mas o campeão devolveu os golpes com um soco de esquerda que acertou em cheio o rosto do brasileiro.

Anderson sentiu, mas voltou a chutar. Cormier bloqueou o golpe e jogou o brasileiro no chão, ficando por cima novamente. Os fãs vaiavam a estratégia do campeão, que buscava a luta de chão ao invés da trocação aberta. Com a meia-guarda passada e montado no Spider, o americano pressionava e usava os cotovelos no rosto de Anderson Silva, que buscava evitar os golpes, mas não conseguia sair da posição de desvantagem. A 1m30s do intervalo, o árbitro John McCarthy ordenou que a luta recomeçase de pé, sendo aplaudido pelo público. Cormier partiu para o ataque e acertou um golpe. Anderson saiu da grade e devolveu dois socos que incomodaram o campeão. Cormier voltou a presionar o brasileiro na grade, e as vaias voltaram ensurdecedoras na arena. Anderson foi para o intervalo mais inteiro que no primeiro round, e recusou-se a sentar no banco para relaxar as pernas.

Na volta para o terceiro e último round, os dois lutadores se cumprimentaram no centro antes de voltarem a duelar. Anderson acertou um chute na linha de cintura de Cormier, e tentou uma cotovelada de baixo para cima. O campeão partiu novamente para a derrubada, e mais uma vez ficou por cima do brasileiro, usando seu wrestling e sua maior força física. Anderson se defendia no chão, evitando ser golpeado ou ser posto em posição de finalização. Cormier cozinhava a luta, usando os cotovelos e golpeando o brasileiro na linha de cintura. O público vaiava impiedosamente o campeão e gritava "stand them up", ou "levante-os", e vibrou como se fosse um gol quando o árbitro os atendeu. De volta à luta em pé, os dois atletas circulavam pelo octógono sem se agredir muito, até que Anderson acertou uma joelhada na costela de Cormier, que sentiu. O campeão recuou até as grades e o brasileiro tentou atacá-lo, mas o americano se defendeu até o fim da luta. Levantado nos ombros por Katel Kulbis, seu treinador de muay thai, Anderson foi ovacionado pelo público antes do anúncio do resultado final, e foi abraçado calorosamente por Cormier no centro do octógono, em um gesto de respeito e agradecimento.

UFC 200
9 de julho de 2016, em Las Vegas (EUA)


CARD PRINCIPAL
Amanda Nunes venceu Miesha Tate por finalização aos 3m16s do R1
Brock Lesnar venceu Mark Hunt por decisão unânime (triplo 29-27)
Daniel Cormier venceu Anderson Silva por decisão unânime (triplo 30-26)
José Aldo venceu Frankie Edgar por decisão unânime (49-46, 49-46, 48-47)
Cain Velásquez venceu Travis Browne por nocaute técnico aos 4m57s do R1

CARD PRELIMINAR
Julianna Peña venceu Cat Zingano por decisão unânime (triplo 29-28)
Johny Hendricks venceu Kelvin Gastelum por decisão unânime (29-28, 30-27, 30-27)
TJ Dillashaw venceu Raphael Assunção por decisão unânime (triplo 30-27)
Sage Northcutt venceu Enrique Marin por decisão unânime (triplo 29-28)
Joe Lauzon venceu Diego Sanchez por nocaute técnico a 1m26s do R1
Gegard Mousasi venceu Thiago Marreta por nocaute aos 4m32s do R1
Jim Miller venceu Takanori Gomi por nocaute técnico aos 2m18s do R1

Fortalecimento

Com hino e nova campanha, time pantaneiro aposta em identidade regional para ampliar vôlei em MS

Equipe lançou uma campanha de fortalecimento institucional para a temporada 2026

18/05/2026 15h46

Time pantaneiro aposta em identidade regional para ampliar apoio

Time pantaneiro aposta em identidade regional para ampliar apoio Foto: Divulgação

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A equipe masculina de voleibol Pantanal God’s, que representa Corumbá e Ladário em competições estaduais e regionais, lançou uma campanha de fortalecimento institucional para a temporada 2026. A principal ação é a criação de um hino oficial, desenvolvido para acompanhar o time nas competições e ações de divulgação, além de reforçar a identidade regional ligada ao Pantanal e à onça-pintada.

A iniciativa ocorre em meio à sequência de resultados obtidos pela equipe nos últimos anos, o que inclui o bicampeonato da fase regional da Liga MS de Vôlei e títulos em torneios realizados em cidades do interior, como Jardim e Aquidauana, além de competições disputadas na Bolívia.

A partir deste ano, o projeto também passa a contar com parceria da Associação Integra Pantanal (Assinp), que deve atuar nas ações de mobilização e divulgação da equipe durante a temporada.

Segundo os organizadores, a campanha busca ampliar o vínculo com moradores da região para atrair patrocinadores e aumentar o engajamento da torcida para as etapas decisivas da Liga MS deste ano.

A letra e a melodia do hino fazem referência ao Pantanal e ao conceito de “vôlei de fronteira”, expressão utilizada pela equipe para destacar a representação esportiva da região. A composição também cita a onça-pintada, animal símbolo do bioma pantaneiro e estampado no uniforme do time.

Considerada o maior felino das Américas, a onça foi incorporada à identidade visual do projeto como representação de força, resistência, coragem e intensidade, características associadas pelos integrantes ao desempenho dos atletas em quadra.

Responsável pelo projeto e atleta da equipe, Leonardo Cabral afirmou que o hino busca consolidar a identidade do Pantanal God’s dentro e fora das quadras.

“O Pantanal God’s não é só um time, é a representação de duas cidades que respiram esporte. Ter uma trilha sonora própria eleva o patamar profissional do projeto e fortalece a torcida”, disse.

Além da disputa esportiva, o grupo mantém ações de arrecadação para custear viagens, inscrições e estrutura da equipe. Atualmente, o projeto é mantido por meio de associativismo, rifas colaborativas, venda de camisetas oficiais e apoio de colaboradores.

O hino oficial será utilizado na abertura das transmissões digitais da equipe, em conteúdos publicados nas redes sociais e na entrada dos atletas em quadra durante partidas estaduais, incluindo jogos no Ginásio Guanandizão, em Campo Grande.

Serviço

A música está disponível na página oficial do Pantanal God’s no Facebook, onde também são divulgados os cronogramas de treinos e jogos da temporada.

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futebol

Como a IA Convocaria a seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026

A IA sugere uma formação tática que privilegia a posse de bola, a pressão pós-perda e a capacidade de desequilíbrio individual

18/05/2026 14h10

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Uma análise fria e precisa dos talentos brasileiros

Em um cenário onde a tecnologia avança a passos largos, a inteligência artificial (IA) surge como uma ferramenta capaz de revolucionar diversas áreas, inclusive o futebol.

Ao invés de paixões e preferências pessoais, a IA baseia suas decisões em dados concretos, estatísticas de desempenho e projeções táticas.

Com isso em mente, propusemos à IA a tarefa de convocar a Seleção Brasileira para a próxima Copa do Mundo, considerando apenas jogadores brasileiros e nacionalizados que se destacaram nas temporadas 2024/25 e 2025/26.

Critérios rigorosos para uma convocação impecável

A IA utilizou um conjunto de critérios rigorosos para montar a lista final. Foram analisadas métricas avançadas de desempenho, como notas médias em plataformas especializadas (Sofascore, WhoScored), participações diretas em gols (gols e assistências), consistência defensiva, capacidade de criação de chances, e o impacto tático dos atletas em ligas de alto nível, tanto na Europa quanto no Brasil.

A prioridade foi dada a jogadores que demonstraram alta regularidade e que se encaixam em um modelo de jogo moderno, caracterizado por transições rápidas, pressão alta e criatividade no terço final do campo.

Os Escolhidos: uma mistura de experiência e juventude promissora

A convocação da IA revela uma equipe equilibrada, com a solidez de nomes já consagrados e a efervescência de jovens talentos que despontam no cenário mundial. A lista final de 23 jogadores é a seguinte:

 

A Formação Ideal: 4-3-3 com Dinamismo e Pressão

A IA sugere uma formação tática que privilegia a posse de bola, a pressão pós-perda e a capacidade de desequilíbrio individual. A escalação titular ideal, em um 4-3-3, seria:

  •  Goleiro: Alisson
  •  Defesa: Yan Couto, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Guilherme Arana
  •  Meio-Campo: Bruno Guimarães, Douglas Luiz, Lucas Paquetá
  •  Ataque: Raphinha, Vinícius Jr, Rodrygo (atuando como um falso 9 ou flutuando pelas pontas)

Essa formação busca explorar a velocidade e o drible de Vinícius Jr e Raphinha, a capacidade de criação de Paquetá e Douglas Luiz, e a solidez defensiva de Bruno Guimarães e da linha de zaga. A presença de Rodrygo oferece versatilidade, podendo atuar em diversas posições no ataque.

O Veredito da IA: Um Time para o Futuro

A convocação da IA reflete uma abordagem pragmática e orientada por dados, focando no momento técnico e na saúde física dos atletas.

A ausência de jogadores naturalizados de grande destaque (como Rodrigo Garro, que optou por não se naturalizar brasileiro) demonstra que a base de talentos natos do Brasil ainda é vasta e suficiente para formar um elenco de elite mundial.

Este é um time que, na teoria da IA, estaria pronto para competir em alto nível na Copa do Mundo, combinando experiência, juventude e um futebol dinâmico e ofensivo.

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