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Arena encerra 104 anos de espera e promessas

Arena encerra 104 anos de espera e promessas

TERRA

18/05/2014 - 11h30
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A Arena Corinthians não está 100% pronta para este domingo, mas o jogo contra o Figueirense, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, será mesmo assim um marco histórico para os torcedores alvinegros. Após 104 anos de existência do clube e seis décadas de promessas, eles verão com os próprios olhos um jogo de seu time naquela que promete ser a sua casa definitiva, na zona leste de São Paulo.

O Corinthians foi fundado em 1910, mas data de 1953 o primeiro registro da necessidade de superar os limites do Parque São Jorge. O terreno no Tatuapé havia sido adquirido em 1926, por 750 contos de réis, pelo presidente Ernesto Cassano, e foi decisivo no progresso preto e branco com a ampliação e reinauguração da Fazendinha dois anos mais tarde. Porém, já tinha ficado pequeno para o clube.

"Nosso campo, sejamos sinceros, não está à altura do Corinthians. É inadiável a construção de um estádio de verdade, do qual possamos nos orgulhar", dizia o editorial publicado na Revista Corinthians, órgão oficial do clube. O texto falava em uma equipe de engenheiros destacada para trabalhar no "espetacular estádio", em uma amostra do que viria nas décadas seguintes.

Presidente entre 1961 e 1971, Wadih Helu apresentou um dos vários projetos de arena. O esboço tinha até uma cobertura para o campo, algo então revolucionário. Depois, o dirigente mudou de ideia e falou em comprar o Pacaembu, plano que seria revisitado em várias oportunidades - até pela gestão de Andrés Sanchez, que acabou dando o passo final em Itaquera.

Na década de 1970, foi a vez de Vicente Matheus lançar novos planos de construção da casa própria. Seu devaneio inicial, um palco para mais de 100 mil pessoas no lugar da Fazendinha, acabou sendo trocado por outro ainda maior: uma arena de 200 mil espectadores, para a qual um enorme terreno foi cedido pela prefeitura em 1978. Até o presidente Ernesto Geisel esteve presente na cerimônia de entrega do terreno, mas o projeto ficou só na maquete.

Pouco depois, ressurgiu o plano de reforma da Fazendinha, que chegou a ser reinaugurada no início dos 1990, para um público inferior a 15 mil pessoas. Após a conquista do Campeonato Paulista de 1982, por exemplo, um comercial de TV tinha até Sócrates convidando o torcedor para o lançamento da pedra fundamental, "dia 25 de janeiro, às 10h". Mais uma vez, nada saiu do papel.

Seguindo o ciclo, na extensa gestão Alberto Dualib (1993-2007), o Corinthians passou por três parcerias na gestão do clube e todas repetiram a promessa de um novo e grandioso estádio. Andrés Sanchez sucedeu Dualib e teve algumas frustrações até que, com habilidade política, conseguisse começar a construção no espaço obtido por Matheus. A partida deste domingo, contra o Figueirense, representará o fim de uma espera longa.

Primeira casa
O Corinthians equipe já nasceu inquilino em 1910, alugando por dois anos "o campo do lenheiro", um terreno na Rua dos Imigrantes (atual José Paulino) pertencente a um vendedor de lenha. No ano seguinte, Neco e seus companheiros passaram a disputar a Liga Paulista de Futebol (LPF), com jogos frequentes no Parque Antártica - que viria a ser do seu principal rival.

Foi em 1918 que o Corinthians teve a sua primeira casa. O campo da Ponte Grande, onde hoje fica a Ponte das Bandeiras, foi erguido em mutirão pelos próprios jogadores, então (muito) amadores. Lá, eles conquistaram 70 vitórias em 92 jogos, entre eles o que lhes rendeu o título de 1923, e ficaram até 1928, quando a Fazendinha foi inaugurada como sua casa.

Decisiva para o crescimento do clube como um todo - foi ali que surgiram a âncora e os remos do símbolo, menção ao remo praticado no Rio Tietê -, a sede na zona leste não foi suficiente. A partir da abertura do Pacaembu, em 1940, o estádio municipal foi aos poucos adotado como casa - alugada - dos alvinegros, agora de mudança definitiva para Itaquera.

Calendário

Campeonato Sul-Mato-Grossense começará dia 9 de janeiro

Cronograma divulgado pela CBF levou em consideração a paralisação para a Copa do Mundo Feminina

11/10/2026 18h15

Confronto entre Pantanal e Ivinhema, em março deste ano

Confronto entre Pantanal e Ivinhema, em março deste ano Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Conforme o calendário do futebol profissional divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Campeonato Sul-Mato-Grossense tem o início previsto para o dia 9 de janeiro e segue até 7 de março. 

O cronograma foi feito seguindo o planejamento da entidade para o ciclo 2026-2029 e levou em consideração a paralisação para a Copa do Mundo Feminina, exigência da FIFA para os países-sede.

A competição, com dez clubes, tem reunião do Conselho Técnico no próximo dia 9 de novembro, para definir formato de disputa, regulamento e outros detalhes.

Finalistas do Campeonato Estadual deste ano, Operário FC e AA Bataguassu conseguiram vaga para disputa da Série D do Campeonato Brasileiro.

A competição começa no dia 4 de abril e segue até 12 de setembro, com paralisação entre 19 de junho a 10 de julho, durante a primeira fase da Copa do Mundo Feminina.

A novidade do calendário está na extensão do período para disputa da Copa do Brasil, que em 2027 começa logo no dia 6 de janeiro, com 128 clubes.

Seis datas serão em fins de semana, entre elas as cinco últimas da competição, das quartas de final à decisão, dia 5 de dezembro.

Além de Operário e Bataguassu, respectivamente campeão e vice, Mato Grosso do Sul terá um terceiro representante, o campeão da Copa MS, que acontece entre os dias 28 de outubro e 6 de dezembro.

Os campeões estaduais de 2026 entram na competição na segunda fase, desde que não sejam da Série A, que é o caso do Galo. Estes seguem com a vaga direta para a quinta fase, atendendo a pedidos de clubes e federações.

Competições regionais, as Copas (Verde, Sul-Sudeste e do Nordeste) serão disputadas de 24 de março a 13 de junho. Campeão estadual, o Operário disputa mais uma vez a Copa Verde como único representante do Estado.

Séries A e B do Brasileiro

A Copa do Mundo Feminina acontecerá entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano, período durante o qual não haverá partidas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. A Série B será realizada de 20 de março a 27 de novembro, com os playoffs de acesso nos dias 23 e 27.

Calendário do Futebol do Brasil profissional masculino de 2027

  • Copa do Brasil - 6 de janeiro a 5 de dezembro
  • Campeonatos Estaduais - 9 de janeiro a 7 de março
  • Supercopa Rei - 24 de janeiro
  • Série A - 27 de janeiro a 1º de dezembro
  • Série B - 20 de março a 27 de novembro
  • Copas Regionais (Copa Verde, Sul-Sudeste e do Nordeste) - 24 de março a 13 de junho
  • Série C - 4 de abril a 31 de outubro
  • Série D - 4 de abril a 12 de setembro

 

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

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