Esportes

COPA DO BRASIL

Athletico-PR elimina Flamengo e vai encarar Grêmio na semifinal da Copa do Brasil

Partida foi decida nos pênaltis

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Diante de quase 70 mil torcedores, o Athletico-PR conquistou a vaga na semifinal da Copa do Brasil, ao eliminar o Flamengo, nesta quarta-feira à noite, no Maracanã. Depois de empate, por 1 a 1 (mesmo placar de Curitiba no primeiro jogo), o time paranaense venceu a disputa de pênaltis por 3 a 1 e agora vai enfrentar o Grêmio por uma vaga na decisão. O goleiro Santos foi o herói do jogo com duas defesas. 

Empurrado por um Maracanã lotado, o Flamengo começou o jogo imprimindo grande pressão. Jorge Jesus escalou Cuéllar no lugar de Willian Arão e Lincoln no ataque, ao lado de Gabriel. Sempre jogando pelas pontas, o time rubro-negro teve a chance de abrir o placar. Diego descobriu Gabriel na ponta-esquerda. O cruzamento encontrou Arrascaeta, mas Santos fez grande defesa.

O Athletico, como fez em Curitiba, apostou na velocidade de Marcelo Cirino e Rony. E ainda festejou a contusão de Arrascaeta, que deixou o campo, aos 12 minutos, com suspeita de lesão muscular na coxa direita.

O Flamengo deu a impressão de que não sentiria a falta de seus articulador das jogadas. Aos 15, Gabriel, desta vez pelo lado direito, tocou para Rafinha, que cruzou para Lincoln. Santos fez grande defesa e a bola ainda bateu na trave esquerda.

Na defesa, o time carioca e mostrou melhor posicionado e menos vulnerável. Jorge Jesus sempre deixou pelo menos quatro jogadores em seu campo para não ser surpreendido.

Aos poucos, Diego e Everton Ribeiro ficaram sobrecarregados e passaram a sofrer com a forte marcação paranaense. Aos 29, o Athletico assustou Diego Alves, quando Marcelo Cirino escapou pela direita e rolou para a bonita finalização de Rony. A bola saiu forte, mas por cima.

O Flamengo perdeu a força e o Athletico passou a ficar mais constante em seu campo de ataque, principalmente pelo lado esquerdo, com Marcio Azevedo. Marco Ruben travou belo duelo com Léo Duarte, com vantagem do zagueiro.

Nos últimos 15 minutos, o nível técnico caiu. Wellington e Diego travaram lances violentos, nos quais tapas foram dados de ambos os lados. O árbitro Wilton Pereira Sampaio aplicou três cartões amarelos, mas poderia ter usado ainda mais. Preferiu conversar com os jogadores, o que provocou muitas reclamações. Gabriel levou amarelo após o apito final do primeiro tempo.

O segundo tempo foi bastante disputado, mas apenas nas duas intermediárias. O Athletico claramente esperou por um erro do adversário, enquanto o Flamengo não conseguiu sair da marcação. Destaque para a disputa entre Robson Bambu e Berrío, que entrou no lugar de Lincoln.

Aos 16 minutos, Vitinho fez bela jogada pela esquerda e cruzou para o meio da área. Everton Ribeiro escorou de cabeça e Gabriel bateu de primeira para vencer Santos. 

O gol enlouqueceu o Maracanã e desconcentrou o Athletico. Aos 24, ao ser substituído, Nikão chutou o microfone que estava próximo ao banco de reservas da equipe paranaense.

O jogo estava controlado pelo Flamengo, mas, aos 31, Bruno Nazário fez grande lançamento para Rony. Em grande velocidade, o atacante bateu na saída de Diego Alves: 1 a 1. 

O Flamengo acusou o golpe e se desmantelou taticamente em campo. O Athletico ficou satisfeito com o empate, mas, devido à desconcentração do adversário, ainda teve chances de fazer o segundo gol com Lucho González e Rony. 

A disputa da vaga na final foi para os pênaltis. Diego, Vitinho e Everton Ribeiro falharam pelo Flamengo. Apenas Cuellar marcou. Do lado do Athletico, Jonathan, Lucho González e Bruno Guimarães converteram. Bruno Nazário errou, mas a vaga foi para Curitiba.

FICHA TÉCNICA:

FLAMENGO 1 (1) x (3) 1 ATHLETICO-PR

FLAMENGO - Diego Alves; Rafinha (Rodinei), Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar, Everton Ribeiro, Diego, Arrascaeta (Vitinho); Lincoln (Berrío) e Gabriel. Técnico: Jorge Jesus.

ATHLETICO-PR - Santos; Jonathan, Robson Bambu, Léo Pereira e Márcio Azevedo (Lucho González); Wellington, Bruno Guimarães, Nikão (Bruno Nazário) e Marco Ruben; Marcelo Cirino (Vitinho) e Rony. Técnico: Tiago Nunes.

GOLS - Gabriel, aos 16, e Rony, aos 31 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Renê, Gabriel, Léo Pereira, Bruno Guimarães, Rony.

ÁRBITRO - Wilton Pereira Sampaio (GO).

RENDA - R$ 4.106.610,40.

PÚBLICO - 64.884 pagantes (69.980 no total). 

LOCAL - Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

AUTOMOBILISMO

Copa Truck tem primeira etapa em Campo Grande

Próximo domingo (08) será marcado por disputa de corrida de caminhões na pista do autódromo Orlando Moura

06/03/2026 12h00

Divu

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Mais uma vez palco da Copa Truck, as pistas sul-mato-grossenses dão largada à temporada de 2026 da competição. No próximo domingo, 8 de março, a disputa inicia no autódromo Orlando Moura em Campo Grande (MS).

Ao todo, são cinco construtoras, 14 equipes e 37 pilotos que disputarão o campeonato em 9 etapas, todas em cidades diferentes - o que não acontece desde a criação da categoria em 2017.

Entre os nomes da temporada, Felipe Giaffone, Danilo Dinarani e Raphael Abbate encerraram a temporada passada da Super Truck Pro em primeira, segunda e terceira colocação, respectivamente. Além de Pedro Perdoncini, Djalma Pivetta e Maurício Arias, que estiveram na Super Truck Elite em 2025.

Nesta temporada, os dois melhores colocados da Elite subirão para a Pro, o que também aplica ao grid o "rebaixamento" para os pilotos que ficaram nas duas últimas colocações.

Com isso, Pedro Perdoncini e Arthur Scherer, primeiro e segundo lugar, sobem para disputar ao lado de Felipe Giaffone (R9 Competições), campeão, e Danilo Dinarani (Usual Racing), vice-campeão da última temporada.

Na Super Truck Pro, a classe principal da categoria, Danilo Dinari e Raphael Abbate correm pela tradicional equipe Usual Racing da Iveco e, na última temporada, garantiram o segundo e terceiro lugar. Neste ano, ambos os pilotos seguem na equipe com promessa de disputa acirrada pelo campeonato.

Usual Racing Iveco

Entre as mais tradicionais equipes do grid, a Usual Racing Iveco foi criada em 2019 e desde então participou de mais de 100 corridas com pódios e resultados expressivos ao longo dos anos. O mais recente foi com o piloto Danilo Dirani, que conquistou o vice-campeonato da Categoria Pro em 2025 e também em 2024.

Danilo Dirani usa o número #28 - Foto: Divulgação

O piloto é atualmente um dos principais da Copa Truck e, quando pequeno, o ex-piloto ídolo do automobilismo, Ayrton Senna, o convidou para correr em sua pista de Kart, em Tatuí. Foi então que a paixão pelas corridas entrou em suas veias.

Com mais de 900 troféus e 30 títulos, o piloto é um dos maiores campeões de Kart Profissional. Danilo ainda correu profissionalmente na Fórmula 3 Sul-americana em 18 corridas disputadas, apenas não ganhou 4, acumulando: 14 vitórias, 14 pole positions e 18 melhores voltas.

Além dessas, o piloto de 43 anos também disputou a Fórmula 3 Inglesa, Fórmula Atlantic nos EUA e testou na GP2 e World Series. Com um pézinho na Fórmula 1, Danilo também integrou o programa de desenvolvimento de jovens pilotos da British American Racing (BAR) Honda, atual equipe Mercedes, da F1.

O outro nome que se destacou na temporada passada e integra a Usual Racing, equipe da vice-campeã de construtoras, a Iveco, é Raphael Abbate. Com mais de 26 anos de história no automobilismo, o piloto também carrega o número 26.

Raphael Abbate começou sua história com a Usual Racing em 2022, quando começou a pilotar na categoria de caminhões, e retorna à equipe neste ano, após ficar 3 anos na ASG Motorsport por três temporadas.

Para encerrar, o time de pilotos da Usual Racing, Djalma Pivetta, chefe e piloto da equipe, disputa a Super Truck Elite.

Djalma Pivetta é chefe e piloto da Usual Racing - Foto: Divulgação

Iniciando a carreira em 2015, o piloto entrou para o automobilismo com 44 anos, no Kart, diferente da maioria dos pilotos que iniciam no esporte desde pequenos, e logo depois integrou a Copa Truck, criando a própria equipe, com a marca "Usual", que já empreendia.

Em 2026, Djalma Pivetta vem para buscar o título da Super Truck Elite e subir para a classe Pro.

Copa Truck

Criada há 9 anos, a Copa Truck é a categoria de automobilismo de caminhões e consiste em duas categorias que correm juntas, a Pro, classe principal, e a Elite, que são pilotos com menos experiências na modalidade da corrida.

Porém, não há diferenciação de equipamentos de uma para a outra, ambas as categorias possuem os mesmos caminhões.

Apesar de os treinos acontecerem separados, a corrida é realizada com todos os pilotos ao mesmo tempo. O único momento em que são separados durante a corrida é na largada, em que os pelotões são separados por 200 metros de distância, mas todos largam em velocidade constante de 80 km/h.

Cada etapa da Copa Truck é formada por duas corridas, e ao final da corrida 1, os oito primeiros pilotos que chegaram primeiro das duas categorias fazem a inversão do grid. Ou seja, os pilotos que chegaram em primeiro largam em oitavo na corrida 2, de ambas as categorias, e os últimos largam das primeiras posições.

Neste ano, serão nove etapas em cidades diferentes, passando por oito estados, além do Distrito Federal. A Copa Truck vai de março a novembro, e conta com uma pausa em junho e julho, além do mês de outubro, que também não há corridas.

Nesta temporada, a categoria irá pela primeira vez para Cuiabá, além de retornar à Goiânia, após uma temporada.

Confira as datas das etapas e estados:

> 1ª etapa 8 de março - Campo Grande-MS,

> 2ª etapa 12 de abril - Santa Cruz do Sul-RS;

> 3ª etapa 03 de maio - Cascavel-PR;

> 4ª etapa 31 de maio - Interlagos-SP;

> 5ª etapa 02 de agosto - Cuiabá-MT;

> 6ª etapa 23 de agosto - Goiânia-GO;

> 7ª etapa 20 de setembro - Curvelo-MG;

> 8ª etapa 01 de novembro - Chapecó-SC;

> 9ª etapa 29 de novembro - Brasília-DF.

*Saiba

Nas temporadas de 2024 e 2025, Danilo Dirani, da Usual Racing, terminou o ano como principal adversário de Felipe Giaffone, atual tricampeão pela R9 Competições, devido ao vice-campeonato nos dois anos seguidos e promete reviver o duelo dentro das pistas para ver quem levará o título.

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Suspenso

Zagueiro do Bragantino pega gancho de 12 jogos após fala machista contra árbitra de MS

Gustavo Marques atacou Daiane Muniz após a eliminação do clube nas quartas de final do Campeonato Paulista

05/03/2026 13h45

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida Foto: Divulgação

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O zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, foi suspenso por 12 partidas pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) por declarações machistas contra a árbitra sul-mato-grossense Daiane Muniz. A fala ocorreu após a eliminação do clube interiorano nas quartas de final do Campeonato Paulista no último dia 21. 

A decisão foi tomada em julgamento realizado na tarde de quarta-feira (4). Além da suspensão, válida apenas para competições dentro do estado de São Paulo, o defensor também recebeu multa de R$ 30 mil. A denúncia teve como base  denunciado os artigos 243-G e 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de atos discriminatórios e ofensas à honra.

O caso

Natural de Três Lagoas, no leste do Estado, a árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos, sofreu ataques machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, resultado que eliminou a equipe do interior do Campeonato Paulista.

Revoltado com o resultado, o jogador concedeu entrevista em campo após a partida e direcionou críticas agressivas à arbitragem, questionando a capacidade profissional de Daiane com base em seu gênero.

Em tom ofensivo, afirmou que "não acha que ela tem capacidade de apitar um jogo desse tamanho" e sugeriu que partidas decisivas não deveriam ser comandadas por mulheres, declarações que repercutiram negativamente dentro e fora do futebol.

Após a repercussão das falas, o Red Bull Bragantino divulgou nota oficial repudiando as declarações do atleta e pedindo desculpas públicas à árbitra e às mulheres.

Segundo o clube, Gustavo Marques, acompanhado do diretor esportivo Diego Cerri, foi até o vestiário da arbitragem para se desculpar pessoalmente ainda no estádio.

De acordo com a direção do "Massa Bruta", Daiane aceitou o pedido de desculpas, mas alertou o jogador sobre a gravidade das palavras utilizadas e a necessidade de maior responsabilidade, mesmo em momentos de emoção após uma eliminação. O Bragantino informou ainda que estuda a aplicação de punições internas ao atleta.

Depois do ocorrido, o time de Bragança divulgou uma nota oficial. Confira abaixo:

"O Red Bull Bragantino vem a público reforçar o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra Daiane Muniz. O clube não compactua e repudia a fala machista do zagueiro Gustavo Marques, dita após a partida. Ainda no estádio, o jogador e o diretor esportivo do clube, Diego Cerri, se dirigiram até o vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente em nome da instituição e reconhecer o erro.

Ambos também atenderam a imprensa no local. Sabemos que o peso de uma eliminação é frustrante, mas nada justifica o que foi dito. Seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade. O clube vai estudar nos próximos dias a punição que será aplicada ao atleta."

Carreira

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida Árbitra Daiane Muniz nasceu em Três Lagoas, interior de MS / Foto: Marcelo Zambrana 

O episódio contrasta com a trajetória da árbitra de 38 anos, que construiu carreira marcada por pioneirismo. Em 2020, ela se tornou a primeira mulher a atuar como árbitra principal em uma partida do Campeonato Sul-Mato-Grossense masculino.

Posteriormente, transferiu-se para a Federação Paulista e passou a integrar o quadro de árbitros de vídeo (VAR) em competições nacionais.

A árbitra também tem experiência internacional. Atuou como árbitra assistente de vídeo na Copa do Mundo Feminina Sub-20, realizada na Costa Rica, em 2022, e repetiu a função na Copa do Mundo Feminina de 2023, consolidando seu nome entre as profissionais de maior projeção da arbitragem brasileira.

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