Esportes

COPA DO MUNDO

Brasil dá a largada em busca do hexa com postura ofensiva contra a Sérvia

Seleção brasileira deve ir a campo com Lucas Paquetá, Neymar, Raphinha, Richarlison e Vinícius Júnior na frente; formação coloca o time avançado logo no primeiro jogo da competição mundial

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A seleção brasileira tenta, a partir das 15h (de MS) de hoje, dar fim a uma fila que já dura mais de 20 anos. Em Lusail, no Catar, o Brasil inicia sua busca pelo hexa encarando a Sérvia, em sua estreia na Copa do Mundo. 

E Tite, que ganhou nova chance à frente do time após fracassar em 2018, apostará em uma seleção que mistura jogadores tarimbados em mundiais, como Neymar e Thiago Silva, com debutantes na competição, casos de Raphinha e Vinícius Jr.

O treinador vai para a sua segunda Copa do Mundo mais sereno. “Estou um pouco mais leve, em paz, um pouco mais Adenor”, afirmou Tite ontem, em referência ao mundial de quatro anos atrás, quando o Brasil foi eliminado pela Bélgica nas quartas de final. 

Na avaliação dele, as chances da seleção são melhores do que na Rússia. “A possibilidade de sucesso é maior, diferentemente do outro estágio, que foi de recuperação”.

Ainda assim, Tite ressaltou que sua equipe não pode carregar uma pressão adicional de duas décadas sem um título de Copa do Mundo 

“Não me coloca responsabilidade de 20 anos, são só quatro”, disse o treinador. “A história [da seleção brasileira] é linda e traz pressão, sim, mas a pressão que um País todo vive, apaixonado, está nas ruas”, completou.

Para chegar ao hexa, Tite apostou na formação de um elenco que une jogadores experientes com jovens atacantes em grande fase. Thiago Silva será o capitão, mas é Neymar, mais uma vez, quem terá a missão de liderar o time em campo.

E o principal jogador da seleção brasileira chega em uma condição melhor do que a de 2018, quando foi à Rússia ainda tentando recuperar a melhor forma após fraturar um dedo do pé. 

“O Neymar chega para uma competição tão importante em um nível muito bom. Ele teve uma preparação diferenciada, diferentemente de outras copas”, apontou Thiago Silva. 

“Em 2018, ele chegou de uma forma diferente, porque teve uma lesão importante, e isso com certeza abalou um pouco. Não chegou no melhor modo Neymar de ser. Nesta, com uma preparação diferenciada, sem lesão e sem preocupação nenhuma, com certeza chega um Neymar bem melhor preparado”, disse.

MISTÉRIO

Além de Neymar, a seleção terá Raphinha e Richarlison no ataque contra a Sérvia. Outro provável nome é Vinícius Jr., que vive grande fase no Real Madrid. A escalação dele, contudo, não foi confirmada por Tite. O volante Fred é a alternativa.

De qualquer forma, o time já está definido e treinou três vezes com a formação que vai estrear no Lusail.

“Eu faço escolhas que agradam uns e não agradam outros, mas os atletas se escolheram também”, desconversou o técnico. 

“Fizemos treinos bem didáticos aqui. A partir da chegada em Doha, passamos a trabalhar em cima das qualidades e defeitos da Sérvia. Sabemos o time que vai jogar e sabemos as mudanças que possivelmente vamos fazer. Nos sentimos seguros. Agora é levar para o campo”, assegurou o auxiliar Cleber Xavier.

A única certeza é que, no time que vai a campo, quatro jogadores enfrentaram a Sérvia na vitória, por 2 a 0, na Copa do Mundo da Rússia – Alisson, Thiago Silva, Casemiro e Neymar.

Gabriel Jesus, hoje no banco, também estava naquele time. E Marquinhos, agora companheiro de zaga de Thiago Silva, era reserva.

ZEBRAS

Arábia Saudita e Japão, as duas maiores zebras da Copa do Mundo nos quatro dias de torneio até agora, estiveram no caminho da seleção brasileira durante o ciclo de preparação para o Catar. Curiosamente, o time de Neymar, Vini Jr., Paquetá e companhia venceu os algozes de Argentina e Alemanha.

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Equiparação

Fifa iguala premiações de participação na Copa feminina e CBF receberá R$ 12,6 milhões

Além do reforço financeiro, a entidade confirmou que as jogadoras terão os mesmos níveis de serviço oferecidos aos atletas do Mundial masculino de 2026

22/10/2026 23h00

Espanha é atual campeã mundial da categoria

Espanha é atual campeã mundial da categoria Cameron Spencer / Getty Images

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A Fifa anunciou nesta quinta-feira, 22, um aumento na premiação às seleções que disputarão a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil. Cada equipe classificada receberá US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,6 milhões) para a preparação para o torneio, igualando o valor oferecido às seleções participantes da Copa do Mundo masculina de 2026. A decisão faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao desenvolvimento do futebol feminino.

Além do reforço financeiro, a entidade confirmou que as jogadoras terão os mesmos níveis de serviço oferecidos aos atletas do Mundial masculino de 2026. A Fifa também estabeleceu que eventuais excedentes financeiros gerados pela competição feminina serão distribuídos às associações nacionais participantes, com uma parcela reservada exclusivamente às jogadoras.

A edição de 2027 será realizada entre 24 de junho e 25 de julho, com o Brasil como país-sede. O sorteio dos grupos está marcado para 11 de dezembro de 2026, às 13h30, no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.

Por ser o anfitrião, a seleção brasileira será cabeça de chave do Grupo A e fará a partida de abertura no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 24 de junho. A competição será a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul.

Além das mudanças financeiras para o Mundial de seleções, a Fifa anunciou novidades sobre a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes Feminina. Os Estados Unidos foram escolhidos como sede do torneio, que será disputado entre 5 e 30 de janeiro de 2028 e contará com 19 equipes de todas as seis confederações continentais.

Sete clubes já tiveram suas vagas confirmadas: Arsenal (Inglaterra), Club América (México), Barcelona (Espanha), Gotham FC (Estados Unidos), Naegohyang Women’s FC (Coreia do Norte), Wuhan Jiangda (China) e Corinthians.

futebol

Bola de Ouro abre votação para escolher maior de todos os tempos sem Pelé e Maradona

Entre os candidatos, Ronaldo Fenômeno é o único brasileiro

20/10/2026 22h00

Foto: Divulgação

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A revista France Football abriu uma votação popular para eleger o maior vencedor da história da Bola de Ouro. Batizada de B.O.A.T. (Ballon d’Or of All Time, ou Bola de Ouro de todos os tempos), a iniciativa reúne dez lendas do futebol que conquistaram o prêmio pelo menos duas vezes. Entre os candidatos, Ronaldo é o único brasileiro.

A eleição faz referência à expressão G.O.A.T. (Greatest of All Time), utilizada mundialmente para definir o maior atleta de todos os tempos em determinada modalidade. A proposta da revista é permitir que os torcedores escolham seu favorito entre alguns dos nomes mais marcantes da história da premiação.

Para participar, é necessário pagar 1 euro, cerca de R$ 5,60. A contribuição dá direito a uma fotografia icônica relacionada à Bola de Ouro e habilita o torcedor a concorrer a dois ingressos para a cerimônia da premiação em 2027. A votação será encerrada em 27 de outubro de 2026, e o resultado oficial está previsto para o dia seguinte.

Além de Ronaldo Fenômeno, a lista conta com outros nove nomes que marcaram diferentes gerações do futebol mundial. Lionel Messi, com oito conquistas oficiais da Bola de Ouro, e Cristiano Ronaldo, com cinco, estão entre os principais destaques da seleção.

Confira os dez candidatos e o número de Bolas de Ouro conquistadas:

  • Lionel Messi (Argentina): 8 títulos
  • Cristiano Ronaldo (Portugal): 5 títulos
  • Johan Cruyff (Holanda): 3 títulos
  • Michel Platini (França): 3 títulos
  • Marco van Basten (Holanda): 3 títulos
  • Ronaldo Fenômeno (Brasil): 2 títulos
  • Alfredo Di Stéfano (Argentina/Espanha): 2 títulos
  • Franz Beckenbauer (Alemanha): 2 títulos
  • Kevin Keegan (Inglaterra): 2 títulos
  • Karl-Heinz Rummenigge (Alemanha): 2 títulos

Apesar de reunir grandes nomes da história do futebol, a lista não contempla lendas como Pelé, Diego Maradona e Garrincha. A ausência está relacionada aos critérios históricos de elegibilidade da Bola de Ouro e às regras utilizadas para definir os candidatos desta votação.

Durante décadas, a premiação teve restrições que impediram jogadores de fora da Europa de concorrer. A elegibilidade foi ampliada em 1995 para incluir atletas de qualquer nacionalidade que atuassem em clubes europeus e, em 2007, passou a abranger jogadores de todo o mundo.

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