Esportes

SERRA DOURADA

Brasil enfrenta Panamá em primeiro amistoso com time da Copa

Brasil enfrenta Panamá em primeiro amistoso com time da Copa

gazeta esportiva

03/06/2014 - 12h54
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Pela primeira vez desde que iniciou os trabalhos com os 23 convocados para a Copa do Mundo, o técnico Luiz Felipe Scolari poderá observar o comportamento dos atletas em um amistoso. Nesta terça-feira, às 16 horas (de Brasília), a Seleção Brasileira enfrenta o Panamá, no Serra Dourada. Com o desfalque de dois titulares, Felipão tem esperança de encontrar um adversário que atue com características parecidas com as do México, segundo oponente dos anfitriões no torneio. No início dos trabalhos para o Mundial, Felipão não promoveu surpresas e levou a campo os 11 campeões da Copa das Confederações do ano passado. No decorrer da preparação, entretanto, algumas mudanças foram necessárias. O zagueiro e capitão Thiago Silva, em condições físicas ainda não ideais, foi sendo poupado de alguns trabalhos e não viajou para fazer trabalhos de força muscular. Caso diferente do volante Paulinho, que ficou fora do amistoso por conta de entorse no tornozelo esquerdo.

Para o meio-campo, o primeiro substituto testado foi Hernanes, mas o treino com o jogador da Inter de Milão recebeu tantas críticas do técnico que Ramires ganhou a posição. Na defesa, Dante tentará mostrar serviço. "Todos sabem quem são os titulares, mas, recebendo oportunidade, tenho que mostrar ao treinador que ele pode contar comigo cada vez mais. A gente nunca sabe o que se passa na cabeça do treinador", diz o zagueiro. Na cabeça do chefe passará o que for feito em Goiânia. Felipão quer saber em que estágio se encontra o time. “Precisaremos de seriedade para observar se estamos evoluindo ou, se não estivermos prontos para o jogo contra a Croácia, se estaremos em uma situação boa para vencer”, explicou Scolari, que já antecipou cobrança por evolução no amistoso contra a Sérvia, na sexta, no Morumbi.

Rival em Goiânia, a equipe panamenha, apesar de também ser filiada à Concacaf, não tem outras coincidências com o México, segundo adversário dos comandados de Felipão na Copa, além de nomes ou sobrenomes típicos latinos, como Rodríguez e Jiménez. O time treinado por Hernán Gómez chegou até a quarta e última fase das eliminatórias, mas ficou em quinto lugar entre os seis derradeiros e não se classificou. É verdade que o México também se credenciou apenas na repescagem, tendo ficado atrás de Estados Unidos, Costa Rica e Honduras, mas tradicionalmente sempre deu trabalho ao Brasil. Já o Panamá, que nunca disputou uma Copa, foi goleada por 5 a 0 nos dois únicos encontros entre as seleções, em 1952 e em 2001. 

“Independentemente de ter ou não semelhança com os adversários, acho que o mais importante é o nosso comportamento. Se ganharmos do Panamá, não quer dizer que vamos ganhar do México, assim também com a Sérvia em relação à Croácia. O mais importante é se preparar bem, ter concentração, pegar ritmo", analisa Dante, talvez o mais motivado, já que busca uma vaga entre os titulares. O último jogo do Panamá foi justamente contra a Sérvia, rival contra o qual Felipão fechará a preparação para a Copa. Se não tem tradição e mais uma vez não se classificou, o time da América Central, ao menos, dificultou para os sérvios. Em amistoso disputado nos Estados Unidos, o time do técnico Hernán Gómez saiu atrás no placar, mas buscou o empate no segundo tempo e segurou o resultado mesmo com um jogador a menos no final da partida.

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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