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CBF promete processar juíza que deu liminar à Portuguesa

CBF promete processar juíza que deu liminar à Portuguesa

terra

19/04/2014 - 20h00
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O escritório de advocacia de Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo, prepara o contra-ataque da CBF. A entidade promete uma série de medidas contra a juíza Adaísa Bernardi Isaac Halpern, da 3ª Vara Cível do Foro Regional da Penha, em São Paulo, por contrariar decisão do Superior Tribunal de Justiça e oferecer liminar ao torcedor Renato de Britto Azevedo, da Portuguesa.

Em entrevista ao Terra, o advogado Alfredo Zucca confirmou que a CBF tinha conhecimento da ação movida por Renato Azevedo, mas não a reconhecia. Em fevereiro, afirma Zucca, o STJ determinou que apenas a 2ª Vara Cível do Foro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, estava habilitada a julgar sobre o tema Portuguesa.

"Existe uma decisão do ministro (Sidnei Agostinho) Beneti sobre o conflito de competência, onde ele diz que todas as ações existentes e futuras são da 2ª Vara da Barra da Tijuca", explicou Zucca. "Essa ação da juíza da Penha já fazia parte do conflito nessa época e estava listada entre as ações que ele analisou naquele momento. Ela foi relacionada entre as ações do conflito e incluída", continuou.

"É uma decisão inovadora, sem precedentes, onde ele inclui ações passadas e futuras (para serem julgadas apenas pela 2ª Vara). Posterior a essa decisão, o juiz diz que a Portuguesa está na Série B e é obrigada a cumprir a tabela. Pode existir outra decisão sobre o tema, mas não tem eficácia. Ela nasce morta, como chamamos", disse Alfredo Zucca.

De acordo com Carlos Miguel Aidar, advogado que representa a CBF, a juíza Adaísa Bernardi Isaac Halpern foi notificada sobre a impossibilidade de julgar o processo movido por Renato de Britto Azevedo, mas ainda assim seguiu adiante. Em função disso, a entidade deverá tomar providências contra Adaísa.

"A CBF vai entrar no STJ com pedido de reclamação pela juíza descumprir uma ordem. Com o descumprimento dela, causou um dano financeiro presente e futuro à CBF. A juíza agiu além das prerrogativas dela como magistrada. A CBF vai entrar com ação de indenização civil contra a juíza, vai fazer representação na corregedoria do Tribunal de Justiça de São Paulo e vai encaminhar ofício ao Ministério Público para apurar eventual conduta criminosa", enumerou Zucca.

O advogado ainda justificou a decisão do STJ para que as decisões que envolvem o caso Portuguesa ocorram sempre no Rio de Janeiro, na Vara citada. "Foi a primeira Vara que decidiu, que recebeu processo envolvendo essa matéria e o processo segue ativo. E também por fazer parte do Foro da Barra da Tijuca, onde é a sede da CBF".  

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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