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Clubes rejeitam mudança, e CBV reprova sets de 21 pontos

Clubes rejeitam mudança, e CBV reprova sets de 21 pontos

folhapress

07/05/2014 - 22h00
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A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) não recomendará à Federação Internacional de Voleibol (FIVB) a adoção definitiva dos sets de 21 pontos. A pedido da entidade máxima da modalidade, a mudança foi testada na Superliga 2013/2014, mas acabou sendo amplamente rejeitada pelos clubes em pesquisa realizada após o término da temporada.

A redução do número de pontos por set foi um dos caminhos encontrados pela FIVB para tentar reduzir o tempo médio de jogo, medida que visa tornar o vôlei um produto cada vez mais atrativo para TVs, potenciais patrocinadores e torcedores de todo o mundo. Os resultados do teste feito na Superliga já foram analisados e serão enviados à entidade internacional.

Três meses após a criação da nova contagem, o levantamento feito a pedido da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) mostrava que, em média, jogos da Superliga masculina tiveram redução de 27 minutos, e da feminina, de 17.

Por um lado, a experiência cumpriu seu objetivo de reduzir o tempo de partida. Ao final da Superliga masculina, a duração média dos jogos caiu de 2h06 para 1h43 minutos, em comparação com a temporada 2012/2013. Os números foram similares na feminina: queda de 1h51 para 1h40 minutos.

A quantidade de jogos que ultrapassaram 2 horas de duração também caiu significativamente. Na Superliga masculina 12/13, 56% das partidas ultrapassaram esta marca, enquanto na edição passada o número caiu para 30%. Na feminina, a variação foi de 44% para 28%.

"A adoção da nova regra cumpriu seu papel. Os jogos de fato ficaram mais rápidos, porém isso exigiu uma adaptação na maneira dos clubes administrarem suas equipes e no estilo de jogo dos atletas. A percepção é de que este benefício não compensa para o desenvolvimento da modalidade", explicou o diretor de Competições Quadra, Renato D´Avila.

Apesar da redução do tempo de jogo, a experiência dos 21 pontos não agradou à maioria de clubes e atletas. Todas as equipes que disputaram da Superliga 13/14 foram convidadas a participar de pesquisa sobre o teste e, em geral, manifestaram rejeição à mudança.

Dos 26 times, 15 responderam o questionário elaborado pela FIVB. Eles foram unânimes ao apontar que, com a mudança, caíram as chances de se recuperar de um começo de set difícil. Também indicaram que a nova regra foi a causa para determinados atletas terem pouco tempo de jogo na competição.

A maioria também não enxergou os benefícios esperados pela FIVB: 93% entende que a regra não ofereceu mais ritmo ao jogo nem deixou os atletas mais focados em quadra. Já 73% afirmou que o jogo tampouco se tornou mais dinâmico.

"A CBV se propôs a fazer o teste e, em paralelo, fazer o estudo dos resultados e a pesquisa junto aos clubes. Os dados mostram que a iniciativa não trouxe os ganhos esperados ao esporte. Cabe à CBV ouvir os clubes em relação ao teste. Se a maioria acha que não vale a pena recomendar a adoção da regra para a FIVB, não há porque recomendar", disse D'Avila.
O executivo esclareceu ainda que a próxima temporada da Superliga voltará a ter sets de 25 pontos.

"Os sets de 21 pontos foram adotados em caráter experimental na última Superliga, a pedido da FIVB. Na próxima temporada, voltaremos ao sistema de pontuação normal, de 25 pontos, a não ser que a FIVB adote a regra testada para todo o voleibol mundial", concluiu.

valorização

Arthur Dias é o segundo jogador que mais valorizou no Brasil em 2026

O zagueiro sul-mato-grossense teve uma valorização de 14,5 milhões de euros

23/10/2026 11h10

Arthur Dias em treino da Seleção Brasileira

Arthur Dias em treino da Seleção Brasileira Foto: Reprodução / Instagram

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Em levantamento feito pelo site especializado em valor de mercado Transfermarkt, elencou os jogadores que mais valorizaram no Brasil em 2026. O zagueiro sul-mato-grossense, Arthur Dias, que joga no Athletico Paranaense, é o segundo atleta com maior valorização, passando de um valor de mercado de 600 mil euros, para 15 milhões de euros, uma valorização de 14,4 milhões. 

Na temporada de 2026, Arthur Dias se consolidou na defesa do clube paranaense e tornou-se titular indiscutível da equipe. Aos 19 anos, o zagueiro passou a ser considerado uma das principais promessas da posição no futebol brasileiro. 

Suas boas atuações também ultrapassaram as fronteiras do futebol brasileiro, em setembro, o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, convocou o jovem pela primeira vez.

A valorização do atleta também é notada por clubes do exterior. No final de setembro Arthur recebeu uma proposta de 21 milhões de euros do Tottenham da Inglaterra, mas foi recusada pelo Furacão, que pede por volta de 30 milhões de euros pelo atleta. 

TOP 10 

O levantamento do Transfermarkt apontou que seis jogadores tiveram uma valorização de pelo menos 10 milhões de euros. Kevin Viveros, atacante do Athletico-PR, lidera a lista, com um aumento de 16,5 milhões de euros em seu valor de mercado. Arthur Dias aparece na segunda colocação, valorizando 14,4 milhões de euros.

Na terceira posição está o meio-campista Breno Bidon, do Corinthians, que teve uma valorização de 11 milhões de euros. Em quarto lugar aparece Danilo Santos, do Botafogo. O meio-campista, que esteve presente na Copa do Mundo, valorizou 10 milhões de euros.

Com a mesma valorização, Flaco López, do Palmeiras, e Andrés Gómez, do Vasco, ocupam a quinta e a sexta colocações, respectivamente.

Completam a lista o goleiro Otávio, do Cruzeiro, que valorizou 9,7 milhões de euros; o zagueiro Jonathan Jesus, também do Cruzeiro, com uma valorização de 9,5 milhões; e os meio-campistas Evertton Araújo, do Flamengo, e Gabriel Bontempo, do Santos, que tiveram aumentos de 9 milhões e 7 milhões de euros, respectivamente.
 

Equiparação

Fifa iguala premiações de participação na Copa feminina e CBF receberá R$ 12,6 milhões

Além do reforço financeiro, a entidade confirmou que as jogadoras terão os mesmos níveis de serviço oferecidos aos atletas do Mundial masculino de 2026

22/10/2026 23h00

Espanha é atual campeã mundial da categoria

Espanha é atual campeã mundial da categoria Cameron Spencer / Getty Images

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A Fifa anunciou nesta quinta-feira, 22, um aumento na premiação às seleções que disputarão a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil. Cada equipe classificada receberá US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,6 milhões) para a preparação para o torneio, igualando o valor oferecido às seleções participantes da Copa do Mundo masculina de 2026. A decisão faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao desenvolvimento do futebol feminino.

Além do reforço financeiro, a entidade confirmou que as jogadoras terão os mesmos níveis de serviço oferecidos aos atletas do Mundial masculino de 2026. A Fifa também estabeleceu que eventuais excedentes financeiros gerados pela competição feminina serão distribuídos às associações nacionais participantes, com uma parcela reservada exclusivamente às jogadoras.

A edição de 2027 será realizada entre 24 de junho e 25 de julho, com o Brasil como país-sede. O sorteio dos grupos está marcado para 11 de dezembro de 2026, às 13h30, no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.

Por ser o anfitrião, a seleção brasileira será cabeça de chave do Grupo A e fará a partida de abertura no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 24 de junho. A competição será a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul.

Além das mudanças financeiras para o Mundial de seleções, a Fifa anunciou novidades sobre a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes Feminina. Os Estados Unidos foram escolhidos como sede do torneio, que será disputado entre 5 e 30 de janeiro de 2028 e contará com 19 equipes de todas as seis confederações continentais.

Sete clubes já tiveram suas vagas confirmadas: Arsenal (Inglaterra), Club América (México), Barcelona (Espanha), Gotham FC (Estados Unidos), Naegohyang Women’s FC (Coreia do Norte), Wuhan Jiangda (China) e Corinthians.

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