Esportes

Seleção brasileira

Com Éderson, MS volta a ter um jogador na Copa após 32 anos

Nascido em Campo Grande e com raízes indígenas Terena, volante Éderson é convocado por Carlo Ancelotti e recoloca Mato Grosso do Sul na seleção brasileira em um Mundial após mais de três décadas.

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O volante Éderson, 27 anos, será o segundo jogador sul-mato-grossense a defender a seleção brasileira em uma Copa do Mundo. Antes dele, o atacante Mueller - também nascido em Campo Grande - participou das copas de 1990 e de 1994. 

Éderson também vestirá o uniforme da seleção brasileira com um diferencial: ele não nega suas raízes indígenas, e se orgulha de ter o sangue Terena correndo em suas veias. A avó dele é da aldeia Bananal, localizada no distrito de Taunay, em Aquidauana, e mesmo depois de conquistar projeção no futebol internacional, já voltou as aldeias daquele município para visitar e prestar solidariedade a seus patrícios. 

Quando foi convocado às pressas para se juntar ao grupo de Carlo Ancelotti no lugar de Wesley, cortado após sentir uma lesão no amistoso contra o Egito, no próximo sábado, Éderson estava em Campo Grande. 

Ele passava uns dias em sua terra natal antes de viajar para a Manchester, na Inglaterra, onde se apresentará para disputar a próxima temporada no gigante do futebol inglês. Ele foi contratado neste ano por 39 milhões de libras (mais de R$ 260 milhões) pelo United. Até a última temporada, estava na Atalanta, equipe do futebol italiano que o deixou famoso no futebol Europeu, sobretudo depois de conquistar a Liga Europa temporada 2023-2024. 

Na noite de sábado, Éderson foi a um casamento com familiares. Na tarde, manteve a forma física, e foi a uma academia da Capital para treinar. 

O contato da CBF veio nas primeiras horas deste domingo. Éderson deixou a capital de Mato Grosso do Sul ontem para se integrar à seleção brasileira. A expectativa é que nesta segunda-feira ele já esteja com o grupo comandado por Carlo Ancelotti. 

Com a convocação de Éderson, Ancelotti muda sua estratégia ao convocar Éderson, um meia de origem. Com isso, os laterais-direitos do Brasil na Copa serão Danilo e Ibañez, que pode atuar na posição improvisado.

História do jogador

Criado no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, Éderson José dos Santos Lourenço da Silva deixou a cidade onde nasceu rumo ao interior de São Paulo no início da década passada, onde treinou no Desportivo Brasil, time pelo qual participou das divisões de base. 

Éderson foi apresentado à elite do futebol brasileiro em 2019. Enquanto o volante campo-grandense se destacou com a camisa do Cruzeiro - time pelo qual jogou emprestado naquela temporada - a equipe mineira acabou rebaixada. Éderson, contudo, foi um dos melhores jogadores do time mineiro naquela temporada, e acabou tendo uma oportunidade no Corinthians. 

Em fevereiro de 2020, Éderson assinou com o Corinthians. Defendeu a camisa do Timão apenas na temporada daquele ano. No ano seguinte foi transferido para o Fortaleza, mediante empréstimo. 
Éderson foi campeão cearense em 2021, e também fez uma boa temporada pelo clube no Campeonato Brasileiro. 

No ano seguinte, foi vendido pelo Corinthians ao Salernitano por 6,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 30 milhões). Depois de seis meses na Salernitana, Ederson foi vendido para o Atalanta por 15 milhões de euros (pouco mais de R$ 80 milhões)

Futebol

Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

Em São Paulo, seleção masculina derrota Costa Rica pelas semifinais

10/09/2026 20h00

Taba Benedicto

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Maior vencedor da Copa América de futebol de cegos entre os homens, o Brasil vai em busca do sétimo título. Nesta quinta-feira (10), a seleção verde e amarela derrotou a Costa Rica por 2 a 0 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, pelas semifinais da competição.

Os brasileiros não encontraram dificuldades e abriram vantagem sobre os costarriquenhos antes da metade da primeira etapa - cada tempo tem 20 minutos de duração. Aos seis, Maicon conduziu a bola após cobrança de falta, arrastou a marcação de três adversários e chutou rasteiro para abrir o placar. Aos 12, Nonato recebeu na área e bateu forte, no alto, sem chances para o goleiro Rony Madrigal.

No segundo tempo, o técnico Cesinha aproveitou para rodar o elenco. Mesmo assim, a equipe da casa manteve o jogo sob controle e até criou algumas chances, parando em boas defesas do goleiro costarriquenho.

Em 11 edições, o Brasil sempre foi à final, com seis conquistas e quatro vices. O último na edição de 2022, quando perderam nos pênaltis para a anfitriã Argentina.

Os Murciélagos (morcegos, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), aliás, ficaram fora da decisão continental pela primeira vez. Mais cedo nesta quinta, os hermanos, atuais campeões mundiais e vice paralímpicos foram superados pela Colômbia por 1 a 0 nas penalidades, após empate sem gols com bola rolando.

A final diante dos colombianos será neste sábado (12), às 17h30 (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa) no YouTube transmite a partida ao vivo.

Esta será a segunda final do Brasil neste ciclo da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Em julho, os brasileiros conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar (Colômbia), superando os argentinos na decisão.

Apesar da queda nas semifinais, a Costa Rica se garantiu no Campeonato Mundial do ano que vem, assim como Argentina e Colômbia. O Brasil, como país-sede, já tinha vaga assegurada. Pentacampeã paralímpica, a seleção verde e amarela é também cinco vezes campeã do mundo, sendo a maior vencedora nos dois principais eventos da modalidade.

Decisão

Brasília vai receber a primeira final única da Copa do Brasil

Estádio sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio

10/09/2026 13h45

Foto: Divulgação

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O Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da primeira final única da Copa do Brasil, marcada para o dia 6 de dezembro. A CBF vai anunciar nesta quinta-feira, 10, após o sorteio do mando das semifinais.

Palmeiras, Vasco, Atlético Mineiro e Grêmio seguem na disputa e se enfrentam pelas semifinais no início de novembro.

O Mané Garrincha sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio em uma edição com semifinalistas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em agosto, o governo do Distrito Federal enviou um ofício à CBF em oferecendo o Mané Garrincha como sede da final. No documento, o governo exaltou as "condições estruturais, logísticas e institucionais" do estádio, "plenamente compatíveis com a dimensão esportiva, econômica e simbólica da principal competição eliminatória do futebol brasileiro".

Como não recebe regularmente partidas da Série A do Brasileirão, o estádio não conta com a tecnologia do sistema de impedimento semiautomático, o que demandará algum tempo para a instalação. Precisará, então, passar pelas adequações necessárias de infraestrutura para que os equipamentos funcionem, além da realização de testes.

A opção por Brasília tem sido bastante utilizada pela CBF para os jogos da Supercopa, confronto entre os campeões da Série A e da Copa do Brasil, principalmente pelo fator neutralidade. Das sete edições do confronto desde a retomada do formato, em 2020, quatro foram disputadas no Mané Garrincha.

Disputada desde 1989, a Copa do Brasil terá pela primeira vez uma final realizada em jogo único, repetindo o modelo adotado pela Uefa com a Champions League, e pela Conmebol com Libertadores e Sul-Americana.

O torneio com a maior premiação do País vai render R$ 78 milhões só ao campeão só pela vitória na final e R$ 34 milhões ao vice.

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