Esportes

COPA VERDE 2019

Costa Rica também garante classificação e MS faz história

Times do estado avançaram à segunda fase

RAFAEL RIBEIRO

02/08/2019 - 07h22
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Após começar a partida perdendo por 2 a 0, o Costa Rica conseguiu segurar a vantagem adquirida no jogo de ida para avançar na Copa Verde. Na noite desta quinta-feira (1), jogando no Estádio Aluizão, em Porto Velho (RO), o time sul-mato-grossense ficou no empate por 2 a 2 com o Genus, com direito a gol no final do jogo.

Resultado histórico para o futebol do Estado que pela primeira vez em seis edições consegue classificar seus dois representantes à próxima fase da competição. 

Na quarta (31/7), o União ABC venceu o Galvez (AC) por 2 a 1, fora de casa, e já havia obtido sua classificação.

Na partida de ida de seu duelo, o Costa Rica havia feito jus ao fator casa e vencido por 2 a 0. Agora nas oitavas de final, o time sul-mato-grossense irá enfrentar o Sinop (MT), que já estava pré-classificado por conta do ranking da CBF. As datas do confronto ainda serão definidas. 

O campeão da Copa Verde leva prêmio de R$ 2,5 milhões e vaga direta nas oitavas-de-final da Copa do Brasil do ano que vem. É a sexta edição da competição criada para preencher o calendário de times de locais fora dos grandes centros do futebol brasileiro, apesar deste ano times das séries A e B do Brasileirão, como o Goiás, confirmarem participação.

O JOGO

Precisando do resultado, após ter perdido o jogo de ida, o Genus aproveitou que estava jogando em casa e começou a partida fazendo pressão na área adversária. Porém apesar de todas as investidas, a equipe rondoniense pouco assustava o goleiro Rodolfo. Enquanto isso, o Costa Rica tentava responder em contra-ataque rápidos.

Apesar disso, o placar saiu do zero em uma bola parada. Aos 38 minutos, Neto invadiu a área e foi derrubado na área pelos zagueiros. Ligado no lance, o árbitro marcou pênalti. Rodrigão foi para a cobrança e não desperdiçou, colocando o Genus em vantagem. Depois disso não houve tempo para mais nada e o primeiro tempo terminou com a vitória magra dos donos da casa.

Na volta do intervalo, a partida continuou bastante movimentada, com os dois times buscando espaço para chegar ao gol adversário e o Genus buscando mais um gol para levar a decisão para os pênaltis. Depois de tanto tentar, aos 11 minutos, o time da casa marcou o segundo gol. Cabelo e Washigton tabelaram e deram um toque açucarado para Paulinho, que só bateu na saída do goleiro para o fundo das redes.

Porém, em um contra-ataque, o Costa Rica deu um banho de água fria no Genus ao diminuir o placar e voltar a ficar em vantagem. Aos 34 minutos, após um escanteio, a bola ficou viva na área e Julinho apareceu livre para mandar a bola para o gol. Na sequência, o Fast foi para o tudo ou nada, mas sem sucesso. Enquanto isso, ainda deu tempo do time visitante marcar o gol de empate, mas uma vez com Julinho. Com isso, o duelo terminou com o placar de 2 a 2.

VÔLEI

Brasil bate favorita Itália e terá Turquia na final da Liga das Nações

Seleção feminina decide título inédito às 8h30 deste domingo (26)

25/07/2026 20h00

Comemoração das jogadoras ao baterem a Itália no tie-break

Comemoração das jogadoras ao baterem a Itália no tie-break Foto: Divulgação/Volleyball World

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A seleção brasileira feminina de vôlei despachou a Itália, atual campeã mundial e olímpica, com vitória de virada por 3 sets a 2 (25/21, 21/25. 24/26, 25/21 e 12/15) e vai disputar o título inédito da Liga das Nações contra a Turquia neste domingo (26), a partir das 8h30 (horário de Brasília), em Macau (China). Após amargar dois vice-campeonatos com revés para as italianas na final do torneio (2025 e 2022), as brasileiras não se abalaram em quadra, mesmo saindo atrás do placar no primeiro set. Uma das protagonistas foi a ponteria Ana Cristina, maior pontuadora do jogo com 23 acertos.

“É até difícil falar. São muitas emoções. No ano passado, eu não estava nas finais. Agora tento me divertir dentro de quadra, chamar o time. Acreditamos que podíamos bater a Itália. Estou muito feliz, muito orgulhosa das meninas. Nunca é fácil jogar contra as italianas, ainda mais nas condições em que estamos. O campeonato é muito longo, desgastante. Muitas meninas estão com dores. Mas temos um objetivo em comum e queremos chegar lá”, analisou Ana Cristina, que no ano passado ficou fora da final devido a uma lesão no joelho sofrida na primeira fase do torneio.

Quem também sobressaiu com a Amarelinha foi a ponteira Júlia Bergman, que anotou 15 pontos. Um deles de bloqueio, ao final da terceira parcial, quando o Brasil cravou 26/24 e virou o placar em Macau para 2 sets a 1.

“Muito feliz de estar numa final da Liga das Nações com esse time que trabalhou tanto para estar aqui e luta todos os dias. Ganhar desse [time] da Itália só mostra o trabalho que fizemos o tempo todo. É comemorar, descansar um pouco e trabalhar para buscar esse ouro”, disse Bergmann, de 25 anos.

Mesmo desfalcada de titulares como a ponteira Gabi (desconforto na região lombar), a oposta Tainara e a central Julia Kudiesse – ambas por lesões -, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães deu um nó tático no poderoso ataque italiano, com bloqueio impecável sobre as opostas Paola Egonu e Ekaterina Antropova.

No quarto set as italianas reagiram e arrancaram o empate em 2 sets a 2 ao fechar a parcial em 25 a 21, levando a definição do jogo para o tie-break. O Brasil se valeu de erros das adversárias para abrir vantagem de 7 a 4, mas as italianas se recuperaram e empataram em 9 a 9. Determinadas, as brasileiras reforçaram o bloqueio e o ataque, e selaram a vitória na parcial (15/12) e a classificação.

“Foi um resultado muito positivo. Estou muito orgulhoso do time. Ganhamos um jogo como esse, com algumas jogadoras jovens se apresentando muito bem, com personalidade. Infelizmente estamos sem jogadoras importantes como a Gabi, a Julia Kudiess e a Tainara, além da Nyeme. Esse é o time que precisamos desenvolver, pensando no futuro, pois o nosso principal objetivo é chegar na melhor maneira possível nos Jogos Olímpicos. Vamos jogar para vencer a Liga das Nações, mas temos que pensar no próximo jogo. Ainda falta o degrau mais alto que precisamos atingir. É uma grande chance e vamos precisar de muita luta, dedicação e atitude”, projetou o treinador.

Neste domingo (26), a seleção terá pela frente a Turquia, que derrotou a China na outra semi deste sábado (25), por 3 set a 0 (25/21, 25/15 e 25/20), em menos de 1h20 de confronto. Quarta colocada na primeira fase da Liga das Nações, a equipe turca busca o bicampeonato – o primeiro foi obtido em 2023.

Futebol

CBF negocia levar amistoso da seleção brasileira para a Índia

O jogo, caso confirmado, será durante a Data Fifa mais longa do ano, entre 21 de setembro e 6 de outubro

24/07/2026 23h00

brasil

brasil Reprodução

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A CBF está perto de fechar um amistoso da seleção brasileira masculina em Calcutá, na Índia, conforme informado inicialmente pela ESPN e confirmado pelo Estadão.

A proposta partiu do próprio país asiático e agradou a cúpula da entidade máxima do futebol nacional.

Segundo apurou o Estadão, Bangladesh e Singapura, nações que assim como a Índia são conhecidas por reunir uma base sólida de torcedores do Brasil, também negociaram com a CBF, porém não conseguiram um acordo.

O jogo em território indiano, caso confirmado, será durante a Data Fifa mais longa do ano, entre 21 de setembro e 6 de outubro, para a qual já estão agendados amistosos contra a Austrália, nos dias 25 e 29, nas cidades australianas de Townsville e Brisbane.

Ainda não há definição sobre qual seria o adversário da excursão pela Índia.

Neste período de setembro a outubro, que abrange 16 dias, seria possível disputar até quatro partidas, mas a CBF escolheu jogar apenas três.

Chegou-se a considerar um quarto jogo, em Bangladesh, possibilidade descartada porque, mesmo com as duas semanas disponíveis, a avaliação foi de que o calendário ficaria apertado, levando em consideração o tempo de descanso e deslocamento necessário entre um compromisso e outro.

Calcutá, contudo, é próxima da fronteira entre Índia e Bangladesh, portanto os fãs fervorosos do Brasil que residem no país vizinho podem ter a oportunidade de assistir ao time que tanto apoiam.

O maior desafio, contudo, será encontrar adversários de alto nível. Enfrentar seleções europeias está absolutamente descartado, afinal as duas Datas Fifa do final de ano serão utilizadas para o início da nova edição da Liga das Nações da Uefa.

Além de atingir o público do exterior apaixonado pela seleção brasileira na Ásia, a CBF planeja colocar em prática o plano de realizar mais jogos no Brasil em amistosos futuros.

Já há em curso a procura por estádios no País que possam receber partidas ao longo do próximo ciclo.

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