Esportes

Brasil na Copa

Coutinho e Miranda podem ser surpresas

Coutinho e Miranda podem ser surpresas

Terra

14/04/2014 - 15h15
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Luiz Felipe Scolari tem "90% ou 95%" do grupo que disputará a Copa do Mundo definido, como ele mesmo afirma, ainda resta esperança para um ou outro jogador em grande fase receber uma convocação inesperada para a principal competição do futebol mundial. E no momento, são dois os atletas que mais se credenciam a uma "aparição surpresa" na lista final de 23 nomes da Seleção, tanto pela fase individual quanto pelo momento de seus clubes: Philippe Coutinho e Miranda.

Tanto o meio-campista do Liverpool quanto o zagueiro do Atlético de Madrid fazem temporadas excelentes, recebem elogios constantes na imprensa europeia e veem suas equipes na briga por títulos importantes. Felipão não tem dado chances a nenhum dos dois, mas esteve recentemente no jogo de ida entre Atlético e Barcelona, enquanto Parreira acompanhou o triunfo do Liverpool sobre o West Ham no domingo passado. Haverá oportunidades de última hora para a dupla?

Philippe Coutinho: posição nova e concorrência mais pesada

Titular e camisa 10 de um Liverpool que tem grandes chances de ser campeão inglês pela primeira vez desde 1990, Coutinho mudou sua maneira de jogar na Inglaterra. Depois de um início de 2013 promissor, mas irregular, foi só na temporada 2013/14 que o jovem de 21 anos se tornou peça fundamental do time vermelho: teve sua posição modificada pelo técnico Brendan Rodgers e amadureceu seu jogo para contribuir mais com a equipe.

Armador por natureza, capaz de passes precisos e enfiadas de bola, Coutinho raramente é escalado como meia ofensivo no Liverpool: seu posicionamento atual é mais recuado, pouco à frente do volante e capitão Gerrard. Nesta função, Coutinho ajuda na marcação e na pressão característica do time inglês – mais importante, porém, é que ele vê o jogo mais de trás, com menos contato físico com os volantes adversários e mais tempo para distribuir passes.

Na Seleção, porém, Coutinho enfrenta concorrência pesada, seja qual for a posição. No sistema com dois volantes de Felipão, o camisa 10 do Liverpool não deverá encontrar espaço em uma função mais recuada. E como um dos meias-atacantes da Seleção, ele compete com nomes que parecem certos na Copa, como Oscar, Bernard, Hulk, Willian e Neymar. Uma lesão de um destes atletas parece o meio mais provável para abrir espaço a Coutinho. Porém, em teoria existe uma última vaga em aberto no meio-de-campo, na qual Hernanes é favorito e Robinho e Lucas seriam opções. Ele tem até o dia 7 de maio, data em que Felipão anunciará os convocados para o Mundial, para manter o nível de atuações como a da vitória contra o Manchester City, no último domingo, e ser a surpresa de última hora.

Miranda: regularidade na melhor defesa da Europa

O Atlético de Madrid está nas semifinais da Europa e briga por um heroico título espanhol contra os gigantes Real Madrid e Barcelona. E muito disso se deve ao eficientíssimo sistema defensivo da equipe, que sofreu apenas 22 gols em 33 jogos no Campeonato Espanhol e cinco em dez partidas na Liga dos Campeões – a melhor retaguarda de ambas as competições. No centro da defesa alvirrubra, um brasileiro: Miranda.

Aos 29 anos, o ex-são-paulino vive a melhor fase da carreira e se consolidou como um nome de respeito no futebol europeu. Sua parceria com o uruguaio Diego Godín está entre as melhores do mundo, e sua qualidade para sair jogando é importante para iniciar os contra-ataques mortais de que o Atlético depende para marcar seus gols. Com Felipão, porém, o defensor foi convocado apenas em fevereiro de 2013, na derrota por 2 a 1 para a Inglaterra, na reestreia do treinador, entrando no segundo tempo.

É verdade que o empenho coletivo do Atlético na marcação, com meio-campistas e atacantes pressionando ferozmente o adversário ou recuando para formar um bloco compacto à frente da área, é essencial para o ótimo desempenho defensivo da equipe treinada por Simeone. Mas quando a bola chega à área, Miranda tem dado conta do recado ao lado de Godín e do goleiro belga Courtois. Com Thiago Silva, David Luiz e Dante garantidos na Copa, a quarta vaga na zaga da Seleção ainda está indefinida – e se depender da fase atual, Miranda tem tudo para acreditar que está na frente de nomes como Dedé, Marquinhos, Henrique e Réver. Dos quatro, apenas o cruzeirense tem jogado com frequência. Réver está contundido, Henrique virou lateral direito do Napoli e Marquinhos é reserva do PSG. 

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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