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Em despedida de Fabi, Praia Clube conquista título inédito da Superliga

Em despedida de Fabi, Praia Clube conquista título inédito da Superliga

EDUARDO FREGATTO

22/04/2018 - 13h05
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O Dentil/Praia Clube-MG conquistou seu primeiro título da Superliga feminina de vôlei. Neste domingo (22), a equipe mineira levou a melhor sobre o Sesc-RJ, atual campeão e comandado pelo técnico Bernardinho, por 3 sets a 0 (25/19, 25/23 e 25/17), no ginásio do Sabiazinho, em Uberlândia (MG).

Na sequência, precisou encarar o Super Set – já que as cariocas haviam vencido o primeiro duelo, no Rio de Janeiro (RJ), por 3 a 1 – e também venceu, desta vez por 25/18, ficando com a medalha de ouro. 
Se para o clube de Minas Gerais a conquista foi inédita, para a central sul-mato-grossense Natasha Farinea, 32 anos, representou seu segundo título do campeonato na carreira.

A “gigante” de 1,87 metro de altura já havia faturado a Superliga pelo próprio Rio de Janeiro, na temporada 2013/14. A camisa 15 foi a única do banco de reservas do Praia Clube a ser utilizada por Paulo Coco durante a partida.

Natural de Porto Murtinho, Natasha começou sua carreira no voleibol atuando pelo Colégio Dom Bosco, de Campo Grande. Além dos dois títulos de Superliga, a central traz um vice no currículo, com o Praia Clube, na Superliga 2015/16.

A atleta de Mato Grosso do Sul tem passagem pela seleção brasileira. Em 2012, foi medalhista de prata do Grand Prix, convocada pelo técnico José Roberto Guimarães.

O JOGO

O Dentil/Praia Clube fez o primeiro ponto da partida. Bem no bloqueio, as cariocas abriram três pontos (5/2) e o treinador Paulo Coco pediu tempo. A paralisação fez bem as mineiras que viraram o marcador (6/5). As visitantes cresceram de produção e voltaram a liderar o marcador (8/7).

Com volume de jogo, as cariocas abriram dois pontos (10/8). Se aproveitando dos erros do Sesc-RJ, o time mineiro virou o placar (14/12). Bem no saque, o time do treinador Bernardinho voltou a empatar o marcador (14/14). O set ficou disputado ponto a ponto. Com Fernanda Garay bem no ataque, as mineiras fizeram 20/17. As donas da casa foram melhores até o final e venceram o primeiro set por 25/19.

O Sesc-RJ fez 2/1 no início do segundo set. Bem no bloqueio, as mineiras fizeram 5/3. Com volume de jogo, as cariocas empataram (6/6). A levantadora Claudinha conseguiu um ace e a diferença no placar voltou para dois pontos (8/6). 

Bem no bloqueio, o time carioca virou o marcador (10/9). A levantadora Roberta conseguiu uma boa sequência de saques e a diferença no placar subiu para três pontos (15/12).  Com Claudinha bem no saque, as mineiras encostaram (18/17) e o treinador Bernardinho pediu tempo. O final da parcial foi disputado ponto a ponto e o Dentil/Praia Clube levou a melhor na segunda parcial por 25/23.

O Sesc-RJ fez os três primeiros pontos do terceiro set. O Dentil/Praia Clube cresceu de produção e empatou (4/4). Quando as mineiras fizeram 8/6, o treinador Bernardinho pediu tempo.

O time mineiro seguiu melhor e abriu seis pontos (14/8). Bem no ataque, as mineiras fizeram 18/12. O bloqueio das mineiras era eficiente e o time do treinador Paulo Coco venceu o terceiro set por 25/17 e forçou a realização do super set.

SUPER SET

O Dentil/Praia Clube fez os dois primeiros pontos do Super Set. O Sesc-RJ cresceu de produção e empatou (3/3). A parcial ficou disputada ponto a ponto. Com um ponto de bloqueio, as cariocas voltaram a empatar o marcador (7/7). O time carioca se aproveitou dos erros das mineiras e abriu dois pontos (13/11).

Bem no saque, as donas da casa voltaram a virar o placar (15/13). A ponteira Drussyla conseguiu um ace e as cariocas empataram (15/15). O time mineiro voltou a abrir no marcador (18/15) e o treinador Bernardinho pediu tempo. O Dentil/Praia Clube foi melhor até o final da parcial e venceu o Super Set por 25/18.

Postura

Marquinhos defende geração da seleção e cita aprendizado com derrotas

Quem está vivendo uma Copa pela primeira vez pode aprender muito com isso", disse Marquinhos

03/06/2026 23h00

Marquinhos, zagueiro da seleção brasileira

Marquinhos, zagueiro da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Aos 32 anos, Marquinhos será o capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em sua terceira participação em um Mundial, o zagueiro do PSG, recém-campeão da Liga dos Campeões, afirmou que ainda não considera justo classificar sua geração, da qual fazem parte Neymar e Casemiro, como fracassada em Copas do Mundo.

"Vejo muitas reportagens com antigos campeões que fizeram parte de ciclos que não conseguiram vencer e depois participaram de campanhas vencedoras. Eles usam essa experiência de não ter conquistado o título, de sentir a dor da eliminação, como motivação. Quem está vivendo uma Copa pela primeira vez pode aprender muito com isso", disse Marquinhos.

O defensor admitiu que o momento em que o Brasil chega à Copa de 2026, disputada na América do Norte, é diferente das edições de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, quando a seleção figurava entre as principais favoritas ao título.

"Não faz sentido comparar com outras Copas. Chegamos bem em outras edições, com grandes expectativas, e não conseguimos vencer. Este é um momento muito diferente. O futebol entrega surpresas. Os últimos campeões mostraram isso. Souberam crescer durante a competição. Já vivi isso na Champions League: começamos sem estar tão bem e acabamos campeões. O importante não é como se começa, mas como se termina", afirmou.

Líder do elenco ao lado de Danilo, Casemiro, Alisson e Vinícius Júnior, Marquinhos defendeu que os jogadores mais experientes não devem assumir o papel de donos da verdade dentro do grupo. Enquanto ele concedia entrevista, os atacantes Rayan e Endrick, ambos de 19 anos, acompanhavam a coletiva na sala de imprensa do hotel onde a delegação brasileira está hospedada.

"Talvez não caiba apenas aos veteranos pensar que são os donos da verdade e que, por terem mais experiência, precisam ensinar tudo aos mais jovens. Todos nós temos responsabilidades. Eu falo muito da minha experiência no clube. Lá também temos um elenco com média de idade baixa, mas preparado para grandes desafios", disse.

O ABRAÇO EM GABRIEL MAGALHÃES

Viralizou no sábado, 30, o abraço que Marquinhos deu em Gabriel Magalhães após o zagueiro do Arsenal desperdiçar o pênalti que garantiu o título da Liga dos Campeões ao PSG. O capitão da seleção lembrou imediatamente do pênalti que perdeu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, na eliminação para a Croácia

"Acho que não cabe a mim falar sobre como ele está se sentindo. Não sei a dimensão exata do que ele viveu. Perder um pênalti em uma Copa do Mundo tem um peso muito grande. É uma cicatriz que eu também carrego. O melhor é que ele responda por si mesmo", disse.

"Na minha opinião, ele foi o melhor zagueiro do mundo nesta temporada. Não merecia carregar esse peso sozinho. Todos querem fazer o melhor, mas nem sempre conseguimos. Nada daquele momento apaga a temporada que ele fez. Vamos precisar muito dele aqui, e espero que consiga assimilar isso o mais rápido possível", afirmou.

Marquinhos disse ter se surpreendido com a repercussão do gesto, que considerou natural. Assim que Gabriel perdeu a cobrança, em vez de comemorar o título com os companheiros, correu em direção ao colega de seleção para confortá-lo.

"Ele me mandou uma mensagem agradecendo pelo apoio e pelo abraço Posso dizer que a maior vitória daquela noite foi justamente a repercussão que isso teve. Minha mãe ficou orgulhosa, minha esposa, meus irmãos, toda a minha família. Essa foi a minha maior vitória naquela noite. Nós, jogadores, precisamos seguir em frente rapidamente. Quando ganhamos um título, também não podemos comemorá-lo para sempre", concluiu.

De malas prontas

Campo-grandense Ederson fecha acordo de R$ 262 milhões com Manchester United

Sul-mato-grossense é apontado como substituto ideal de Casemiro nos Red Devils

03/06/2026 15h30

Éderson também foi especulado em vários times grandes europeus, como Inter de Milão e Liverpool

Éderson também foi especulado em vários times grandes europeus, como Inter de Milão e Liverpool Foto: Atalanta

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Atualmente na Atalanta, da Itália, o meio-campista campo-grandense Éderson, de 26 anos, fechou um acordo de R$ 262 milhões com o Manchester United, da Espanha, informação apurada nesta terça-feira (2) pela ESPN. 

Conforme apurado, os Red Devils vão pagar 40 milhões de euros (R$ 233 milhões, na cotação atual) mais bônus pelo sul-mato-grossense, aguardado na Inglaterra nos próximos dias para fazer exames médicos e assinar contrato.

A contratação de um meio-campista era uma prioridade do clube, uma vez que Casemiro saiu sem custos de transferência e Manuel Ugarte segue sem definição sobre novo contrato. Além de Éderson, o time inglês deve trazer mais um meia na próxima janela de transferências.

Na pré-lista da seleção brasileira de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, foi um dos principais jogadores da Atalanta na última temporada, mas tinha contrato apenas até junho de 2027. Ele soma passagens por Corinthians, Cruzeiro e Fortaleza.

De origem Terena, o volante fez 41 jogos na atual temporada, na qual marcou três gols e distribuiu duas  assistência. Foi convocado para a disputa da Copa América, em junho de 2024. Valorizado no mercado, também foi sondado outras vezes por Manchester City e Manchester United, Barcelona, Atlético de Madrid e Liverpool. 

Com mãe e avó de origem indígena, inclusive com vários familiares na Aldeia Bananal, em Aquidauana, o jogador tem uma tatuagem em homenagem à sua ascendência terena.

No braço direito ele traz tatuada a data de nascimento da avó materna, apontada por ele como uma de suas inspirações e que inclusive fala a língua dos terenas.

Trajetória

Aos 13 anos, Éderson começou a ser construído como jogador na escolinha de futebol do bairro Tiradentes, na região leste de Campo Grande. Pouco tempo depois, foi levado para o clube Desportivo Brasil (SP), para então seguir a sua carreira profissional.

Em julho de 2019, o Cruzeiro se interessou pelo jogador e pagou cerca de R$ 1,6 milhão pelo futebol do volante. Em apenas sete meses no clube mineiro, Éderson se transferiu para o Corinthians a custo zero. 

No clube alvinegro, atuou em 25 jogos e marcou 3 gols, fazendo parte do elenco vice-campeão do Campeonato Paulista em 2020. Em março de 2021, foi emprestado ao Fortaleza , sendo um dos destaques do Campeonato Brasileiro naquele ano.

Em janeiro do ano seguinte, por necessidade financeira, o Corinthians deu fim ao empréstimo e acertou a venda do atleta ao Salernitana (Itália) por 6,5 milhões de euros. 

No clube italiano, se destacou rapidamente e em menos de seis meses no clube, despertou o interesse da Atalanta, também da Itália, que pagou cerca de 22,9 milhões de euros pelo jogador. 

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