Esportes

SUB-17

Garotada perde para o Uruguai e está fora da final

Garotada perde para o Uruguai e está fora da final

GLOBOESPORTE.COM

07/07/2011 - 18h42
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A Seleção Brasileira sub-17 pressionou, acertou o travessão e parou várias vezes nas mãos do goleiro Cubero, mas não conseguiu balançar a rede e está fora da final do Mundial da categoria no México: o Uruguai venceu a garotada do técnico Émerson Ávila por 3 a 0 nesta quinta-feira (07), em Guadalajara, e se classificou para decidir o torneio pela primeira vez em sua história.

A final será no próximo domingo, às 20h (de Brasília), contra o vencedor de Alemanha x México, confronto que será realizado às 20h (de Brasília) desta quinta. O Brasil, que lutava pelo quarto título da competição, disputará o terceiro lugar no domingo às 17h (de Brasília), na Cidade do México.

Desfalcada do camisa 10 Adryan, meia do Flamengo que marcou três vezes no torneio e estava suspenso, a Seleção fez uma boa partida e criou muitas chances, mas o Uruguai contou com um dia inspirado do goleiro Cubero, responsável por parar o ataque brasileiro. Alvarez,  de pênalti aos 20 minutos do primeiro tempo, San Martin, aos 27 do segundo, e Mendez, já aos 50 da etapa final, marcaram para a Celeste.

Celeste aposta no contra-ataque e marca

 Logo no primeiro minuto de jogo, o Uruguai acertou um belo contra-ataque e quase abriu o placar em linda jogada de Moreira: após chute do goleiro Cubero para a frente, o camisa 6 deu um chapéu em Emerson, entrou na área brasileira e chutou cruzado rente à trave esquerda de Charles. 

O Brasil só “acordou” aos 13. Lucas Piazon tabelou com o colega são-paulino Ademilson, driblou um rival e ficou cara a cara com Cubero, mas demorou demais para concluir, cruzou e a defesa tirou. Três minutos depois, Ademilson também quase fez um golaço: deu um chapéu em Velázquez e chutou por cima, perto do travessão.

Em mais um contra-ataque, a Celeste abriu o placar. Charles deu rebote na área após chute de fora da área, se atrapalhou ao tentar afastar o rebote e fez pênalti em Aguirre. O goleiro poderia ter sido expulso, mas nem recebeu cartão. Aos 20, Alvarez cobrou no meio do gol e o goleiro brasileiro ainda tocou na bola, mas ela entrou: 1 a 0 para os uruguaios.

Dois minutos depois, Wallace cobrou falta com categoria no travessão, assustando Cubero. Aos 26, Lucas Piazon tentou de cabeça e o goleiro defendeu. Aos 33, Velázquez deu uma entrada violenta em Léo, que saiu de maca do gramado (retornou pouco depois), mas o árbitro nem deu cartão amarelo. O Brasil pressionava, mas não conseguia balançar a rede.

 Brasil pressiona, pressiona... e Uruguai faz o segundo gol

A Seleção retornou para o segundo tempo com o meia-atacante Nathan no lugar do volante Misael e continuou na pressão. Aos dois minutos, Ademilson tabelou com Lucas e chutou de longe com perigo, mas Cubero defendeu.

Aos 11, um lance inusitado: Aguirre quebrou a bandeira do escanteio e o jogo ficou alguns minutos parados até o conserto. Com a bola rolando, mais pressão da garotada brasileira e trabalho para Cubero.

A decisão da vaga na final acirrou a rivalidade e aos 18 os jogadores quase brigaram após uma falta para o Brasil. Depois do empurra-empurra, Guilherme fez a cobrança e Ademilson quase marcou, chutando por cima da baliza.

 Cubero voltou a brilhar aos 23, quando Nathan subiu sozinho na marca do pênalti e tocou forte de cabeça para a defesa do uruguaio. Um minuto depois, Wallace arriscou de longe e obrigou o camisa 1 da Celeste a pegar em dois tempos, no susto.

A pressão brasileira não intimidou o Uruguai, que conseguiu ampliar aos 28: Mendez entrou trombando pela defesa brasileira, tentou o chute e foi bloqueado, a bola ficou com San Martin, que bateu cruzado da direita sem defesa para Charles. Uruguai 2 x 0 Brasil.

Tendo que marcar duas vezes para levar para os pênaltis, a garotada brasileira continuou pressionando, mas o Uruguai se fechou bem. Aos 41, jogada polêmica: a bola bateu na mão de um defensor da Celeste dentro da área e o árbitro não marcou pênalti, para reclamação geral da Seleção. Era a última chance de uma reação, que ainda sofreu outro golpe: já nos acréscimos, aos 50, Mendez recebeu sozinho na área após mais um contra-ataque rápido uruguaio e fechou a vitória em 3 a 0. O fim do sonho do tetra para a garotada brasileira.

Futebol

Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

Em São Paulo, seleção masculina derrota Costa Rica pelas semifinais

10/09/2026 20h00

Taba Benedicto

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Maior vencedor da Copa América de futebol de cegos entre os homens, o Brasil vai em busca do sétimo título. Nesta quinta-feira (10), a seleção verde e amarela derrotou a Costa Rica por 2 a 0 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, pelas semifinais da competição.

Os brasileiros não encontraram dificuldades e abriram vantagem sobre os costarriquenhos antes da metade da primeira etapa - cada tempo tem 20 minutos de duração. Aos seis, Maicon conduziu a bola após cobrança de falta, arrastou a marcação de três adversários e chutou rasteiro para abrir o placar. Aos 12, Nonato recebeu na área e bateu forte, no alto, sem chances para o goleiro Rony Madrigal.

No segundo tempo, o técnico Cesinha aproveitou para rodar o elenco. Mesmo assim, a equipe da casa manteve o jogo sob controle e até criou algumas chances, parando em boas defesas do goleiro costarriquenho.

Em 11 edições, o Brasil sempre foi à final, com seis conquistas e quatro vices. O último na edição de 2022, quando perderam nos pênaltis para a anfitriã Argentina.

Os Murciélagos (morcegos, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), aliás, ficaram fora da decisão continental pela primeira vez. Mais cedo nesta quinta, os hermanos, atuais campeões mundiais e vice paralímpicos foram superados pela Colômbia por 1 a 0 nas penalidades, após empate sem gols com bola rolando.

A final diante dos colombianos será neste sábado (12), às 17h30 (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa) no YouTube transmite a partida ao vivo.

Esta será a segunda final do Brasil neste ciclo da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Em julho, os brasileiros conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar (Colômbia), superando os argentinos na decisão.

Apesar da queda nas semifinais, a Costa Rica se garantiu no Campeonato Mundial do ano que vem, assim como Argentina e Colômbia. O Brasil, como país-sede, já tinha vaga assegurada. Pentacampeã paralímpica, a seleção verde e amarela é também cinco vezes campeã do mundo, sendo a maior vencedora nos dois principais eventos da modalidade.

Decisão

Brasília vai receber a primeira final única da Copa do Brasil

Estádio sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio

10/09/2026 13h45

Foto: Divulgação

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O Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da primeira final única da Copa do Brasil, marcada para o dia 6 de dezembro. A CBF vai anunciar nesta quinta-feira, 10, após o sorteio do mando das semifinais.

Palmeiras, Vasco, Atlético Mineiro e Grêmio seguem na disputa e se enfrentam pelas semifinais no início de novembro.

O Mané Garrincha sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio em uma edição com semifinalistas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em agosto, o governo do Distrito Federal enviou um ofício à CBF em oferecendo o Mané Garrincha como sede da final. No documento, o governo exaltou as "condições estruturais, logísticas e institucionais" do estádio, "plenamente compatíveis com a dimensão esportiva, econômica e simbólica da principal competição eliminatória do futebol brasileiro".

Como não recebe regularmente partidas da Série A do Brasileirão, o estádio não conta com a tecnologia do sistema de impedimento semiautomático, o que demandará algum tempo para a instalação. Precisará, então, passar pelas adequações necessárias de infraestrutura para que os equipamentos funcionem, além da realização de testes.

A opção por Brasília tem sido bastante utilizada pela CBF para os jogos da Supercopa, confronto entre os campeões da Série A e da Copa do Brasil, principalmente pelo fator neutralidade. Das sete edições do confronto desde a retomada do formato, em 2020, quatro foram disputadas no Mané Garrincha.

Disputada desde 1989, a Copa do Brasil terá pela primeira vez uma final realizada em jogo único, repetindo o modelo adotado pela Uefa com a Champions League, e pela Conmebol com Libertadores e Sul-Americana.

O torneio com a maior premiação do País vai render R$ 78 milhões só ao campeão só pela vitória na final e R$ 34 milhões ao vice.

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