Greenpeace acusa Adidas, Nike e Puma de utilizarem substâncias tóxicas em itens esportivos. Entre as peças que possuem elementos nocivos, segundo a organização, está a bola oficial da Copa do Mundo, a Brazuca fabricada pela Adidas, além de chuteiras e luvas das três marcas.
Sobre a Brazuca, o Greenpeace declara que ela "está contaminada por nonilfenol, uma substância que ao ser lançada no meio-ambiente, libera gases tóxicos para os peixes e outros organismos aquáticos". Esse elemento foi encontrado também em metade das chuteiras analisadas e nas luvas de goleiro das três marcas.
Nas análises realizadas pela ONG, as chuteiras da linha "Predator", da Adidas, apresentam níveis de PFCs (perfluorcarbonos), 14 vezes maiores dos limites estabelecidos pela própria marca. Os PFCs são compostos que afetam diretamente na questão do aquecimento global, estando na lista de produtos que devem ter seu uso drasticamente reduzido pelos países que assinaram o protocolo de Kyoto.
O Greenpeace informa que os "laboratórios independentes encontraram substâncias químicas perigosas", além dos PFCs, entre elas "Nonilfenol, Ftalatos e DMF (Dimetilformamida)". De acordo com a ONG, essas substâncias "ao serem soltas no ambiente afetam a cadeia alimentar e algumas são potencialmente cancerígenas, interferindo no sistema hormonal e causando efeitos negativos sobre a reprodução".
Em 17 das 21 chuteiras que foram para a análise e em metade das luvas de goleiro coletadas foram encontrados PFCs iônicos, como o ácido perfluoro-octanoico - uma das categorias mais tóxicas, de acordo com os laboratórios. Em todas as chuteiras também foram encontrados "ftalatos e DMFs", que de acordo com a explicação do Greenpeace, "interferem na reprodução humana e são nocivos ao entrarem em contato com a pele".


