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Holanda e Japão empatam e mostram o que Brasil pode encontrar na 2ª fase

Equipes do Grupo F cruzam com a chave da seleção brasileira na etapa do Mundial que antecede as oitavas de final

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Holanda e Japão empataram por 2 a 2 neste domingo, em encontro de dois possíveis adversários do Brasil na segunda fase, e fizeram uma das partidas de mais alto nível da Copa do Mundo até aqui. O bom futebol visto dos dois lados no AT&T Stadium, em Arlington, mostra que o Brasil deve ter trabalho caso passe de fase e cruze o caminho de alguma das duas equipes.

Empatados também no Grupo F, com um ponto cada, japoneses e holandeses aguardam o embate entre Suécia e Tunísia, às 23 horas deste domingo, para entender como ficará a situação do grupo.

Koeman escolheu começar o jogo com Memphis Depay, estrela do Corinthians recuperado de lesão há pouco tempo, no banco de reservas. Coube a Donyell Malen ser a referência do ataque holandês, decisão que se mostrou acertada logo nos primeiros minutos, pois não demorou para que ele colocasse o goleiro japonês Suzuki para trabalhar, ao executar um giro seguido de chute forte da entrada da área.

Após a boa finalização de Malen, a Holanda continuou majoritariamente no campo de ataque, porém sem repetir a agressividade observada no início. O jogo holandês ficava travado quando chegava ao último terço, esbarrando no bloco baixo armado pelos japoneses. A impressão que ficou foi de que seria muito difícil passar pela muralha da seleção asiática.

Essa percepção foi destruída logo aos cinco minutos do segundo tempo, quando Van Dijk marcou ao aproveitar cruzamento de seu companheiro de Liverpool, Gravenberch, peça importante para destrancar a defesa adversária. O meio-campista passou a ser mais participativo e abriu caminhos pelo lado direito do ataque.

O gol marcado pelo japonês Nakamura, com desvio no meio do caminho, seis minutos após os holandeses abrirem o placar, evidenciou que o Japão também evoluiu na etapa final. A equipe de Hajime Moriyasu conseguia ser agressiva ofensivamente, até porque não podia mais ficar plantada em seu lado do campo.

A Holanda, contudo, era mais intensa e rápida em seus lances ofensivos, liderada por Gravenberch, que arrumou mais uma assistência ao deixar Summervile em condições de marcar um belo gol. Todo esse enredo aconteceu em 16 minutos. Houve ímpeto dos holandeses para tentar ampliar.

Perto do final do jogo, entretanto, desenhou-se um jogo do ataque japonês contra defesa, muito em razão das decisões tomadas por Koeman para tentar preservar a vantagem. A estratégia do treinador holandês foi por água abaixo quando Kamada marcou de cabeça, aos 42 minutos.

HOLANDA X JAPÃO

HOLANDA: Verbruggen; Dumfries, Van Hecke, Van Dijk e Micky Van de Ven; Frenkie de Jong, Reijnders (Timber) e Ryan Gravenberch (Aké); Sumerville (Koopmeiners), Donyell Malen (Memphis Depay) e Cody Gakpo (Brobbey). Técnico: Ronald Koeman.
JAPÃO: Suzuki; Watanabe (Tomiyasu), Taniguchi e Ito; Doan (Sugawara), Sano, Kamada e Nakamura; Kubo (Ogawa), Ueda (Shiogai) e Maeda (Junya Ito). Técnico: Hajime Moriyasu.
GOLS: Van Dijk, aos cinco, Nakamura, aos 11, Summerville, aos 16 minutos, e Kamada, aos 42 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO: Ismail Elfath (EUA)
CARTÕES AMARELOS: Summerville e Memphis Depay(Holanda)
PÚBLICO: 69.285 pessoas.
LOCAL: AT&T Stadium, em Arlington (EUA).

manifesto

Reação de clubes a MP contra bets saiu após casas de apostas ameaçarem revisão de patrocínios

Clubes e as federações divulgaram um manifesto no qual dizem que medida contra bets anunciada pelo governo será "golpe fatal" no futebol brasileiro, que sofrerá colapso

18/09/2026 23h00

Foto: IA

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A reação dos clubes e federações de futebol a rumores de que o governo pretende tomar "medida drástica" contra as bets saiu depois de as empresas de apostas avisarem os times e entidades esportivas que a decisão vai forçá-las a rever contratos de patrocínio.

Hoje, 13 dos 20 times da Série A do Brasileirão têm contratos com empresas de apostas. A própria competição é patrocinada pela principal empresa do mercado, a grega Betano.

As plataformas de apostas chegaram a patrocinar 19 dos 20 clubes da primeira divisão. O número caiu, mas elas ainda dominam o futebol brasileiro e injetam mais de R$ 1 bilhão nos contratos de patrocínio com as equipes da elite.

Clubes manifestaram preocupação às patrocinadoras quando leis municipais passaram a proibir a exibição de marcas de bets em espaços públicos, como estádios. As restrições foram adotadas em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Em seguida, as empresas de apostas apresentaram aos clubes um panorama ainda pior para o setor: o governo pretende editar uma Medida Provisória (MP) que acaba com os cassinos online (jogo do tigrinho e similares), parte principal do faturamento das principais bets. A expectativa é de que a medida seja publicada e enviada ao Congresso Nacional nos próximos dias, ainda antes do 1º turno das eleições.

Mesmo sem que estejam definidos quais serão os termos dessa MP, os clubes e as federações divulgaram, nesta quinta-feira, 17, um manifesto no qual se dizem preocupados com os "rumores" e que, caso eles se confirmem, será "golpe fatal" no futebol brasileiro, que sofrerá colapso, segundo as agremiações.

"A consequência não será apenas uma porta escancarada para as apostas clandestinas, mas um golpe fatal para o futebol brasileiro, levando muitos clubes à insolvência", diz o texto divulgado por alguns dos principais clubes do País, entre eles Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Flamengo.

Segundo representantes de empresas de apostas ouvidos pela reportagem, a maioria dos contratos de patrocínio firmados com os clubes têm cláusulas que permitem revisões em caso de mudanças significativas no arcabouço regulatório.

Essas cláusulas serão ativadas se o governo confirmar medidas que afetam o faturamento das bets. E os clubes já foram avisados a respeito.

As bets também têm cobrado uma posição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que optou por tratar o tema com cautela.

As casas de apostas também têm acordos comerciais com a CBF, aparecem nas transmissões da Globo e de outras emissoras e amarram parcerias até com torcidas organizadas de alguns dos maiores times do País.

Executivos do setor defendem que seja feito um estudo de impacto econômico e jurídico antes da eventual aplicação de restrições às bets. As casas de apostas foram regulamentadas no início de 2024 e terão de ser recompensadas caso a MP seja aprovada, uma vez que cada empresa pagou R$ 30 milhões para operar no País por um período de cinco anos.

Surpresa

Badosa leva susto de argentina, mas vira com apoio de brasileiros e vai às quartas do SP Open

A torcida brasileira abraçou a rivalidade com a Argentina e deu um baita empurrão em Badosa

17/09/2026 23h00

Foto: Reprodução

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Paula Badosa precisou suar mais do que o imaginado para avançar à terceira rodada do SP Open, nesta quinta-feira. Principal favorita do WTA a nível WTA 250, a espanhola perdeu o primeiro set para a argentina Jazmin Ortenzi, mas conseguiu a virada, empurrada por apoio das arquibancadas brasileiras, avançando com 4/6, 6/2 e 6/2.

Apenas a 160ª do mundo, Ortenzi entrou na quadra Maria Esther Bueno, no Parque Villa-Lobos, tentando aprontar diante da ex-número 2 do mundo e conseguiu parte de sua missão, ao sair de um 1 a 4 para 6 a 4, com cinco pontos seguidos no primeiro set.

A alegria da argentina parou por aí. A torcida brasileira abraçou a rivalidade com a Argentina e deu um baita empurrão em Badosa, que se mostrou soberana nos dois sets a seguir, abraçada pela torcida local.

A espanhola não se intimidou com a quebra no primeiro game do segundo set, devolveu a seguir e logo virou para 4 a 1. Aproveitando novo break, fechou com 6 a 2 na primeira oportunidade, levando a definição para o terceira set.

Mais concentrada, Badosa logo abriu 2 a 0. Em set no qual permitiu uma quebra, mas pontuou no serviço de Ortenzi em três oportunidades, repetiu a parcial anterior, definindo novamente na primeira chance.

Em disputa apenas de estrangeiras após queda de todas as cinco representantes brasileiras, Badosa terá pela frente nesta sexta-feira a norte-americana Mary Stoiana, 116ª do mundo, e que se garantiu entre as oito melhores ao superar a tcheca Dominika Salkova por 7/6 (7/5) e 6/1.

Terceira favorita no Parque Villa-Lobos, Solana Sierra foi outra tenista argentina eliminada no dia, com derrota em sets diretos para a holandesa Suzan Lamens, parciais de 6/3 e 6/2. Já a francesa Anna Blinkova, cabeça de chave 4, não decepcionou. Ela bateu a tcheca Vendula Valdmannova com 6/3 e 6/0.

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