Esportes

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Indígena revelação no atletismo de MS treina com dardos de bambu

Neste ano o jovem de 17 anos subiu no lugar mais alto do pódio no campeonato brasileiro

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Sendo um dos destaques do atletismo sul-mato-grossense, Yuri Moreira Benites, indígena da etnia Guarani Kaiowá, se mantém no topo do ranking nacional de base, treinando para o lançamento de dardos com equipamento que é feito de bambu.

Medalhista de ouro no Campeonato Brasileiro Interclubes de Atletismo Sub-18, realizado em agosto deste ano, o jovem atleta da aldeia de Amambai alcançou na competição a marca inédita em sua carreira de 71,18 metros no lançamento de dardo.

Esse feito o colocou como líder do ranking Sul-Americano, e apto em representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Atletismo Sub-18, realizado do dia 9 a 11 de setembro, no estádio do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa(COTP), em São Paulo(SP).

Benites começou a praticar o atletismo e se interessar pelo esporte ainda na aldeia Amambai. Quando o atleta tinha apenas 7 anos, assistiu pela TV os Jogos Olímpicos de Londres 2012 e, a partir dali, Yuri decidiu se dedicar a modalidade.

Desde os 13 anos o jovem indígena vem treinando e participando de competições de lançamento de dardo, através de um projeto esportivo da Escola Municipal Mbo’eroy Guarani Kaiowá.

Nem a falta de equipamentos adequados em sua cidade, que fica a 354 km da capital Campo Grande, impede o dardista de brigar pelo pódio nas principais competições do país.” Eu treino com dardo de bambu porque aqui na minha cidade [Amambai] falta equipamento, mas nós improvisamos para dar o nosso melhor nas competições”, declarou Yuri Benites.

Nos três últimos anos, Yuri chegou ao pódio cinco vezes em duas categorias diferentes do campeonato brasileiro, ganhando o ouro pelo sub-20 em 2021 e sub-18 em 2022, prata nas edições de 2020 e 2021 do sub-18, e medalha de bronze do brasileiro sub-20 deste ano.

Representando o Povo Indígena

A conquista do Campeonato Brasileiro Interclubes Sub-18 foi muito especial para o Yuri, que conseguiu cumprir as metas nas quais tinha planejado.

“Eu treinei muito e coloquei uma meta para mim mesmo que queria deixar uma história no Sub-18, porque este é meu último ano nesta categoria”, disse o atleta.

Yuri ainda complementou sobre o sentimento de vencer da competição.”A medalha de ouro significou muito não só para mim, mas para minha comunidade e povos indígenas, eu tenho orgulho de ser indígena e de ter representado todos eles no pódio ”.

Além do desempenho esportivo, o atleta ainda dedicou sua medalha conquistada para dois familiares dele que fazem parte de sua trajetória e infelizmente faleceram.”A medalha de ouro é para honra do meu tio Márcio Moreira, que morreu recente, e para o meu avô Emilhano Moreira, que já faz cinco anos que ele se foi”, completou Yuri.

Escolas Guarani Kaiowá

O dardista Yuri Moreira Benites é um dos atletas que representam nas competições estaduais e nacionais a Escola Estadual Guarani Kaiowá, que fica na zona rural da cidade de Amambai-MS.

A escola promove atividades esportivas por meio do Programa MS Desporto Escolar(Prodesc) – Treinamento Desportivo, desenvolvido pela Fundesporte em parceria com a Secretaria de Estado de Educação(SED).

Miller Borvão Samorio, indígena, profissional credenciado pelo Prodesc, e treinador do Yuri e de diversos atletas do projeto, destaca o objetivo do treinamento esportivo na comunidade.”Nosso principal objetivo é ver o atleta indígena sul-mato-grossense disputar um campeonato brasileiro, sul-americano e mundial. Isso tem acontecido e é motivo de muito orgulho para nós”, disse.

Além do programa estadual, a aldeia Amambai também tem na Escola Municipal Mboe’roy Guarani Kaiowá, o projeto Mbyjarã, que em português significa “Estrela do Futuro”, neste projeto o atleta Yuri iniciou no atletismo.

“Yuri começou na escolinha de atletismo da Escola Municipal, e faz parte tanto do Prodesc quanto do Mbyjarã. Em 2018 consegui filiar o projeto à federação de atletismo de Mato Grosso do Sul, e por isso os atletas indígenas podem competir a nível nacional para pontuarem no ranking da confederação brasileira”, declarou o técnico Miller Samorio.

O projeto Mbyjarã foi criado em 2016 pelo técnico e professor Miller Samorio, e desde então os alunos da Escola Municipal tem a oportunidade de praticar futsal,atletismo,vôlei,futebol e handebol.

No futsal a escola vem sendo destaque estadual nos jogos escolares, estando entre as quatro melhores equipes nas idades de 12 a 14 anos.

SAIBA

No Sul-Americano de Atletismo Sub-18, realizado neste final de semana em São Paulo(SP). O dardista Yuri Benites infelizmente torceu o tornozelo durante o campeonato. 

A lesão acabou afetando o desempenho do atleta que ficou na sétima colocação no lançamento de dardo com a marca de 50.93 metros.

O campeão da prova foi o Mato Grossense Arthur Monteiro Curvo alcançando os 72,17 metros de distância, Pablo Frutos do Chile foi prata, e o Kevin Machado do Uruguai ficou com o bronze.

 

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Postura

Presidente da CBF 'garante' renovação de Ancelotti na seleção até 2030: 'Dá para cravar'

Seria uma maneira de dar tranquilidade e tirar a pressão sobre Ancelotti na Copa do Mundo

07/05/2026 13h30

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

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A Confederação Brasileira de futebol (CBF) está bastante satisfeita com o trabalho de Carlo Ancelotti no comando da seleção e, mais uma vez, Samir Xaud, presidente da entidade, 'garantiu' a permanência do italiano até o ciclo para a Copa do Mundo de 2030.

Xaud vem sendo repetitivo nas últimas semanas ao cravar a renovação de Carlo Ancelotti. Nesta quinta-feira, o presidente da CBF participou da FutPro Expo 2026, em Fortaleza, e voltou a falar sobre o assunto em atendimento à imprensa.

Há alguns dias, Xaud disse que Ancelotti chegaria à disputa da Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México - anuncia a lista final no dia 18 de maio - já com o contrato renovado. O atual acordo termina justamente após a competição desde meio de ano. Questionado sobre o novo vínculo, o presidente da CBF mostrou-se confiante.

"(Vamos anunciar) Antes (da Copa do Mundo), com certeza", cravou Xaud. "Estão faltando ajustes jurídicos, tanto dos advogados do lado dele, quanto do nosso, mas acredito que antes da nossa ida para a Copa do Mundo a gente vai estar anunciando", disse. "Dá para cravar (a permanência até 2030)."

Seria uma maneira de dar tranquilidade e tirar a pressão sobre Ancelotti na Copa do Mundo, já que a seleção brasileira vem sofrendo com os desfalques com pouco tempo para a estreia na competição, diante do Marrocos.

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Esportes

Mercado iGaming brasileiro em 2026: como operadores escolhem fornecedores B2B

06/05/2026 10h33

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A regulamentação das apostas esportivas e cassinos online no Brasil, em vigor desde janeiro de 2025, transformou o setor em um dos mais cobiçados do mundo. Centenas de operadores nacionais e internacionais já buscaram licença junto à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, e a guerra pelo player brasileiro está apenas começando. Mas a corrida pela licença é apenas o primeiro passo — a verdadeira batalha está na escolha da tecnologia que sustenta o produto.

O Brasil: ecossistema regulatório em construção

A SPA, cujas regras detalhadas estão publicadas no portal oficial do governo federal, continua refinando seus requisitos técnicos, de KYC, de jogo responsável e de prevenção à lavagem de dinheiro. O movimento espelha uma tendência maior de modernização regulatória brasileira: o Banco Central tem agido de forma cada vez mais firme em outros setores financeiros, como mostra a recente decisão de liquidação extrajudicial de uma fintech competidora do Nubank. O recado para o setor de apostas é claro: a tolerância para operadores que não cumprem regras está em queda.

O peso da decisão tecnológica

Para um operador brasileiro, escolher uma plataforma B2B é uma decisão estratégica que afeta tudo: tempo de lançamento, conformidade com a SPA, qualidade da experiência do jogador, custo operacional e capacidade de escalar. Operadores que entram no mercado brasileiro sem um stack técnico robusto enfrentam dificuldades para crescer, mesmo quando têm marketing forte e uma boa equipe comercial. A diferença entre quem cresce e quem trava costuma estar na arquitetura.

O que um agregador moderno entrega

Um agregador competitivo precisa oferecer três pilares ao operador:

  • Catálogo amplo — centenas de slots, jogos de mesa e cassino ao vivo via integração única

  • Conteúdo localizado — temas brasileiros, suporte em português, jogos com identidade visual regional, dealers em português, integração com Pix

  • Conformidade automatizada — relatórios para a SPA, ferramentas de jogo responsável, KYC integrado e suporte para autoexclusão

Plataformas como Agreegain — agregador de jogos atendem especificamente o mercado brasileiro com conteúdo curado para o público local, em vez de simplesmente replicar bibliotecas europeias. Para operadores que estão entrando agora ou migrando de plataformas legacy, a curva de adaptação ao mercado brasileiro tem sido o maior obstáculo — e onde os bons parceiros B2B fazem a maior diferença.

Localização: o fator de retenção

Os primeiros dados de retenção do mercado brasileiro mostram um padrão claro: operadores que apostaram em conteúdo localizado retêm jogadores significativamente melhor do que aqueles que dependem de bibliotecas genéricas. Slots de tema brasileiro, mesas com dealers em português, e promoções amarradas a eventos como o Brasileirão ou a Copa do Mundo geram engajamento que não vem de portfólios globais.

A afinidade cultural com loterias e jogos é parte da identidade brasileira há décadas — basta ver o volume de buscas por resultados da Quina e outras loterias federais para entender o tamanho desse hábito. O iGaming entra nesse ecossistema cultural com a vantagem de oferecer experiência mais imediata, mais variada e adaptada a celular, mas só funciona se a marca souber falar a língua do jogador.

A integração com o futebol

Nenhuma estratégia de iGaming no Brasil é completa sem uma camada forte de apostas esportivas conectada ao casino. O futebol é o pulmão do esporte brasileiro, e operadores que combinam cobertura de competições nacionais como a Série D do Brasileirão com casino integrado capturam jogadores que de outra forma se dispersariam entre marcas separadas. A integração entre os dois produtos — uma carteira única, uma conta única, uma experiência fluida — virou padrão de mercado.

Migração: o próximo desafio

Operadores que já possuem licença e querem migrar de uma plataforma legacy enfrentam o desafio adicional de fazer a transição sem downtime. APIs flexíveis, suporte técnico dedicado e onboarding rápido são critérios decisivos nessa decisão. Quem migrou cedo, antes do mercado encher, geralmente teve um caminho mais tranquilo. Quem deixar para depois, vai migrar competindo pela atenção da equipe técnica do parceiro junto com dezenas de outros operadores.

O que esperar nos próximos meses

O mercado iGaming brasileiro deve consolidar-se em torno de operadores que combinam licença regularizada, plataforma técnica sólida e conteúdo profundamente localizado. Os parceiros B2B escolhidos agora definirão quem lidera o setor nos próximos anos. A janela para construir uma vantagem estrutural ainda está aberta, mas está fechando rapidamente — e quem demora demais na escolha da tecnologia terminará pagando o preço em retenção, custos e velocidade de adaptação regulatória.

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