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Kaká não tira Copa da cabeça e diz que aceitaria reserva

Kaká não tira Copa da cabeça e diz que aceitaria reserva

tribunahoje

20/01/2014 - 03h00
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O sonho de jogar a Copa ainda está muito vivo para Kaká. Depois de deixar o Real Madrid para trás, chegar ao Milan e se machucar logo no primeiro jogo, ficar triste e pensar em aposentadoria, se recuperar novamente e voltar a jogar, o craque rossonero ainda tem esperança de estar na lista dos 23 nomes de Felipão. Para isso, Kaká não vê problema algum em ficar no banco de reservas. Em entrevista exclusiva para o Esporte Espetacular, Kaká disse que não é vaidoso e que para jogar a Copa ficaria entre os suplentes sem problema. 

- Não vejo esse tipo de problema de você fazer parte de um grupo. Em 2002 joguei meia hora, mas também tinha 20 anos. Vi que a importância de um grupo é muito maior do que essa vaidade de jogar 30, 40 minutos, ou não jogar, isso faz pouquíssima diferença - admitiu.

Se agora ele está recuperado e participando ativamente dos treinos e jogos do Milan, logo quando retornou ao clube, lesionou-se novamente e temeu pelo pior. A aposentadoria passou pela cabeça de Kaká.

 - Na hora que me machuquei eu falei: 'Não sei se eu quero mais jogar futebol não. Conversei com o doutor que disse que precisava avisar à imprensa, ao clube. Eu disse para ele que conversaríamos amanhã, eu tinha me preparado para fazer tudo o possível para jogar a Copa, aí me machuco logo no primeiro jogo oficial. Aí falei assim: Ah não, chega, deu. Aí liguei para o Galliani (diretor do Milan) e falei com ele que não queria receber. Ele disse para eu ter calma. Parti para a recuperação e consegui voltar - disse ele, aliviado com o fim do drama.

A tensão de pensar em parar foi o auge de um processo que começou ainda no Real Madrid, quando perdeu espaço no grupo.

- Eu chegava em casa chateado e as crianças eram uma motivação para continuar jogando, treinando. Mas foram momentos muito difíceis, cheguei a ir treinar sem vontade nenhuma, vontade zero -  lembrou.

Kaká recebeu Galvão Bueno e a equipe do EE em Milanello, o centro de treinamentos do rubro-negro italiano. Sempre simpático, o craque abriu o jogo e falou sobre tudo: as dificuldades com as lesões, a certeza de que Seedorf vai dar certo como técnico e sua relação com 'o gente boa' Cristiano Ronaldo.

- Ele não é marrento não - afirmou.

Para estar no grupo que disputará a Copa, o craque usa como exemplo o período que passou no Real Madrid, onde ficou várias vezes no banco de reservas. 

- Eu acho que numa Copa esse tipo de vaidade não se encaixa em um grupo campeão. Eu não tive problema nenhum em ficar três anos no banco do Real. Digo banco assim...joguei, tive meus períodos de titular também. Por que eu achava realmente que a culpa não era do Mourinho, eu sempre falei que eu tinha que fazer alguma coisa - disse.

Ele afirma ainda que, se não aceitasse naturalmente a reserva, teria brigado e saído do Real logo no primeiro ano.

- Eu nunca fui muito vaidoso em relação a isso, poderia ter brigado e saído do Real Madrid logo no meu primeiro ano e sempre tentei mudar as coisas da forma que eu acho que é correto, fazendo o meu trabalho e lutando pelo meu espaço. Se vai conseguir ou não isso aí eu não sei, mas não sinto também que foi um fracasso, por que eu fiz tudo que eu podia para poder dar certo. Não deu, não aconteceu. Então acho que para a Seleção, no caso de uma Copa do Mundo vale da mesma forma.

Para o meio-campista do Milan, a cabeça de Felipão é objetiva. Por já ter trabalhado com o treinador, ele afirma entender como o comandante procede na hora de formar o grupo.

 - A última vez que eu conversei com ele foi quando eu fui convocado para os jogos contra Itália e Rússia, de lá  para cá não temos nos falado, nem quando ele veio aqui ver Milan x Inter. Acho que depende muito do que eu vou fazer até o fim da temporada com o Milan, essa é a minha parte. E depende dele, eu tive em 2002 com o Felipão e vi que tudo para ele é muito encaixado naquilo que ele é decidido a fazer. Diria que é um quebra-cabeça mesmo, essa peça cabe aqui, encaixa aqui, em diversas situações, para jogar e até mesmo para não jogar.

 A missão de Kaká agora é conseguir se encaixar como uma peça importante desta quebra-cabeça de Scolari.

 - Então se ele achar, mais uma vez, que eu me encaixo nesse quebra-cabeça dele, eu vou estar dentro. Se não...eu não queria realmente, lá para frente, me sentir frustrado por não ter tentado. Meu foco era esse, quer dizer era esse não, é esse, de voltar para a Seleção e ir para a Copa no Brasil. Meu planejamento foi todo em cima disso, vir para o Milan, jogar aqui, por isso trouxe um fisioterapeuta particular, para ter um bom rendimento em campo, ter alegria de jogar e voltar à Seleção. Nesse momento estou em 75 a 80% do minha condição e acredito que consiga chegar de novo aos 100% - explica o craque.

Na frente

Na Malásia, Verstappen faz sua primeira pole position da temporada

Tetracampeão tenta primeira vitória em 2026; Bortoleto largará em 10º

03/10/2026 23h00

Verstappen

Verstappen Reprodução/Twitter F1

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Na manhã deste sábado (3), o holandês Max Verstappen, da Red Bull Racing, fez o que ainda não havia conseguido em 2026. Na 16ª etapa da temporada, enfim, veio a primeira pole position para o piloto tetracampeão do mundo de Fórmula 1.

No GP do Bahrein, que este ano está sendo disputado na Malásia por conta das tensões bélicas no Oriente Médio, Verstappen encerrou um jejum que começou em dezembro de 2025, quando fez o melhor tempo no treino classificatório no GP de Abu Dhabi, que encerrou o calendário da categoria no ano passado. 

Verstappen fez o tempo de 1min35s130, ficando 0s298 à frente de Lewis Hamilton, da Ferrari e 0s501 do atual líder da temporada, o italiano Kimi Antonelli, da Mercedes.

O companheiro de Verstappen na RBR, o francês Isack Hadjar, originalmente havia registrado o terceiro melhor tempo, mas foi punido com a perda de cinco posições por ter feito trocas no motor. Esta foi a 49ª pole position na carreira de Verstappen, que no momento ocupa a sexta colocação no Mundial de pilotos.

O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, fez o décimo melhor tempo da classificação e vai largar dentro da zona de pontuação na corrida marcada para a madrugada deste domingo, a partir das 4h da manhã no horário de Brasília.

Cria de MS

Arthur Dias atua por 60 minutos em amistoso contra a Índia

Em vitória parcial, zagueiro sul-mato-grossense é titular pela Seleção Brasileira

03/10/2026 11h54

Nascido em Campo Grande, Arthur Dias, é titular pela primeira vez com a camisa do Brasil

Nascido em Campo Grande, Arthur Dias, é titular pela primeira vez com a camisa do Brasil Foto: Reprodução

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Em partida amistosa entre Brasil e Índia, disputada na manhã deste sábado (3), o defensor nascido em Campo Grande, Arthur Dias fez sua estreia na equipe titular da Seleção Brasileira. 

Na ocasião, o atleta do Athletico Paranaense jogou por 60 minutos e foi substituído aos 15 minutos da etapa complementar, dando lugar à entrada do zagueiro Jair, ex-Santos e que atualmente defende as cores do Nottingham Forest, da Inglaterra. 

Arthus fez uma partida regular, sem nenhum erro defensivo grave. Durante o jogo cometeu uma falta, recuperou uma posse de bola, acertou 100% dos desarmes e não sofreu nenhum drible enquanto estava em campo. 

O zagueiro também foi efetivo no quesito de passe, onde terminou a partida com 95% dos passes certos, acertando 56 dos 59 passes tentados. Dentre os acertos, o defensor obteve êxito em 6 passes longos certos, sendo o jogador do Brasil que mais deu passe neste quesito. 

Histórico do atleta 

O campo-grandense iniciou sua trajetória no Athletico Paranaense em 2022, nas categorias de base. O jogador também passou pelas seleções brasileiras Sub-17 e Sub-20, conquistando o Sul-Americano Sub-20 em 2025.

A estreia profissional aconteceu em julho de 2025, contra o América-MG. Apesar de um início difícil, com um pênalti cometido nos minutos finais, Arthur superou o episódio e terminou a temporada como titular do Athletico, disputando 18 partidas e ajudando o clube 
na campanha de acesso à Série A.

Em 2026, o zagueiro se consolidou como destaque do time e recebeu sua primeira convocação para a Seleção Brasileira principal. Ele estreou na vitória por 4 a 2 sobre a Austrália, tornando-se o 17º jogador da história do Athletico a defender o Brasil.
 

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