Esportes

INTERNACIONAL

Mano descarta dirigir Inter com atual presidente e critica Marin

Treinador está sem clube desde dezembro, quando saiu do Corinthians

FOLHAPRESS

11/08/2015 - 13h31
Continue lendo...

Um dos nomes cotados para substituir Diego Aguirre, demitido na última quinta-feira (6), o técnico Mano Menezes descartou assumir o comando do Internacional enquanto o time for presidido por Vitório Pífero.

A irritação do treinador com Pífero começou no início do ano, quando o dirigente afirmou que Mano Menezes não tinha o perfil de técnico que ele queria para substituir Abel Braga, que deixou o clube no final da temporada 2014.

"Se todos puxarem pela memória, no início do ano, o Inter estava para contratar um técnico. Optou pela saída do Abel e foi ao mercado procurar o técnico. Entrevistaram o presidente [Vitório Pífero] e ele disse que eu não tinha o perfil de treinador que ele queria para dirigir o Internacional. Acho que ele tem todo o direito de achar isso. Até penso que ele não deveria falar em público. Você pode ser mais elegante quando não quer alguém", disse Mano Menezes em entrevista ao programa "Bem, Amigos", do canal SporTV.

"A partir desse momento, eu não vou trabalhar no Inter com ele. Penso que técnico é um cargo de muita confiança do presidente do clube. Você passa por momentos difíceis na temporada e nesses momentos difíceis, a confiança é muito fundamental para você dar continuidade ao trabalho, para passar pela ansiedade do troca ou não troca [de técnico]. Quando, já desde o início, na declaração de um presidente, não existe empatia, eu não acho que o técnico tem que trabalhar", acrescentou.

Sem clube desde dezembro, quando não teve o contrato renovado com o Corinthians, Mano Menezes também falou sobre sua saída da seleção brasileira em novembro de 2012. Ele afirmou que foi desrespeitado por José Maria Marin, ex-presidente da CBF, que hoje está preso na Suíça acusado de fraude, lavagem de dinheiro e conspiração envolvendo recebimento de propina em acordos para a transmissão de competições como a Copa América e Copa do Brasil.

"Quando houve a troca da presidência, com a saída do Ricardo Teixeira e a entrada do Marin, nós tivemos uma reunião. Eu sentei diante do presidente e falei que técnico era um cargo de confiança. Eu entendia o direito dele de escolher outro profissional para o meu lugar. Eu tinha sido escolhido pelo outro presidente. A única coisa que eu queria dele é que ele fizesse com respeito. Foi a única coisa que ele não teve. Isso me machucou, me magoou como profissional", completou.

Esportes

Seleção feminina de vôlei vence jogaço de cinco sets e encerra invencibilidade da Itália

A seleção brasileira volta à quadra na próxima quinta-feira, às 10h, para enfrentar a Bélgica

07/06/2026 23h00

Patricy Albuquerque/Divulgação/CBV

Continue Lendo...

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou uma vitória memorável neste domingo ao derrotar a Itália por 3 sets a 2, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília. Em um duelo entre as únicas equipes com 100% de aproveitamento na Liga das Nações, as brasileiras venceram com parciais de 25/15, 25/22, 21/25, 24/26 e 15/12.

O triunfo teve um significado ainda maior por encerrar a impressionante sequência de 39 partidas de invencibilidade das italianas, atuais campeãs olímpicas e da Liga das Nações de Vôlei (VNL).

Empurrado pela torcida, o Brasil dominou o primeiro set com grande eficiência ofensiva. A ponteira Ana Cristina foi o principal destaque da parcial, anotando seis pontos e liderando um ataque que funcionou com alto aproveitamento. Superior desde os primeiros pontos, a equipe brasileira fechou o set em 25 a 15

A Itália reagiu no início da segunda parcial e chegou a abrir vantagem, mas o Brasil mostrou poder de reação. Com atuações decisivas de Júlia Bergmann e Júlia Kudiess, a seleção retomou o controle do jogo, virou o placar e ampliou a vantagem ao vencer por 25 a 22, abrindo 2 sets a 0.

Quando a partida parecia caminhar para uma vitória tranquila das donas da casa, a oposta Ekaterina Antropova assumiu o protagonismo pelo lado italiano. Com uma sequência de ataques decisivos, ela comandou a reação das campeãs olímpicas no terceiro set. O Brasil ainda teve oportunidades para equilibrar a reta final, mas viu as adversárias fecharem a parcial em 25 a 22.

O quarto set manteve o alto nível técnico da partida. As brasileiras chegaram a abrir vantagem e lideravam por 23 a 21 nos momentos decisivos, mas erros na reta final permitiram o crescimento da Itália. Mais uma vez inspirada por Antropova, a equipe europeia virou o placar e venceu por 26 a 24, levando o confronto para o tie-break.

No set decisivo, o Brasil voltou a apresentar intensidade e equilíbrio emocional. Em uma disputa ponto a ponto, a seleção conseguiu controlar a pressão dos momentos finais e fechou a parcial em 15 a 12, garantindo uma vitória importante diante da torcida em Brasília.

Após o resultado, a seleção brasileira volta à quadra na próxima quinta-feira, às 10h, para enfrentar a Bélgica.

tênis

Zverev vence batalha contra Cobolli, é campeão de Roland Garros e vence 1º Slam

Alemão superou italiano por 3 sets a 2, em uma decisão marcada por reviravoltas e desgaste físico

07/06/2026 19h00

Zverev conquistou o primeiro título de grand slam ao vencer Roland Garros

Zverev conquistou o primeiro título de grand slam ao vencer Roland Garros Foto: Jean-Charles Caslot / Federação Francesa de Tênis (FFT)

Continue Lendo...

Depois de mais de quatro horas de uma final dramática em Roland Garros, Alexander Zverev finalmente conquistou o tão aguardado primeiro título de Grand Slam da carreira. O alemão superou Flavio Cobolli por 3 sets a 2, com parciais de 6/1, 4/6, 6/4, 6/7 (5-7) e 6/1, em uma decisão marcada por reviravoltas, desgaste físico e um quinto set dominante do número 3 do mundo.

Zverev começou a partida com autoridade, dominando o primeiro set com um saque sólido e poucos erros. Cobolli, porém, reagiu na segunda parcial, elevando o nível e aproveitando uma queda de rendimento do alemão para empatar a decisão.

O equilíbrio se manteve no terceiro set, mas Zverev voltou a ser mais consistente nos momentos importantes e abriu vantagem. No quarto set, a final ganhou contornos dramáticos: Cobolli salvou break points, chegou a ter a chance de empatar a partida e levou o jogo ao tie-break, que venceu após aproveitar uma sequência de erros do alemão.

No quinto set, no entanto, o cenário mudou completamente. Zverev tomou o controle desde o início, abriu vantagem rápida e passou a comandar os pontos, enquanto Cobolli começou a sentir fisicamente o peso da partida. O italiano ainda tentou resistir, mas acumulou erros nos momentos decisivos.

Sacando para permanecer na final, Cobolli começou o último game com dificuldades, cometendo erros e uma dupla falta que abriu caminho para três championship points. Ele ainda salvou o primeiro, mas acabou derrotado na sequência após um erro de smash, selando o título de Zverev em Roland Garros.

Com a vitória, o alemão conquista seu primeiro Grand Slam da carreira após três finais anteriores em majors e enfim levanta a taça em Paris, em uma das finais mais duras da sua trajetória.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).