Esportes

COMPETIÇÃO

Mato Grosso do Sul conquista 109 medalhas em etapa nacional das Paralímpiadas Escolares

O destaque vai para o parabadminton de MS, que foi campeão geral da modalidade

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Os estudantes-atletas sul-mato-grossenses foram os grandes destaques da maior edição já realizada da etapa nacional das Paralimpíadas Escolares, a delegação do Estado voltou para casa com 109 medalhas.

A competição começou no dia 23 de novembro e terminou neste final de semana, com disputas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

Das 109 conquistas, 47 foram de ouro, 35 de prta e 27 medalhas e bronze. No quadro geral de medalhistas o Estado ficou com a sexta melhor campanha do país.

Ao todo, 71 atletas compuseram a delegação de Mato Grosso do Sul no maior evento esportivo para crianças e jovens com deficiência em idade escolar. Eles representam o estado em sete modalidades: bocha, atletismo, tênis de mesa, futebol de sete, judô, parabadminton e natação.

O evento reuniu cerca de 1.350 participantes de 26 estados da federação – exceção foi o Piauí, segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Outras modalidades estiveram no programa esportivo das Paralimpíadas Escolares: basquete em cadeira de rodas (formato 3x3), futebol de cegos, goalball, halterofilismo, taekwondo, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado.

 A delegação estadual foi organizada e coordenada pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Fundação de Desporto e Lazer (Fundesporte).

Parabadminton

O esporte em destaque da delegação sul-mato-grossense foi o parabadminton. Com os atletas Anahí Batista, Bruno Lovera, Kaique Rocha e Emerson Santos em quadra, Mato Grosso do Sul sagrou-se campeão geral, repetindo o mesmo feito de 2021.

Além do parabadminton, o  judô terminou a competição em segundo lugar, mesma posição do futebol de sete e do tênis de mesa sul-mato-grossense. A bocha foi quinta colocada. Já o atletismo e a natação fecharam em sétimo.

O diretor-presidente da Fundesporte, Silvio Lobo Filho, comemorou o desempenho em mais uma edição de Paralimpíadas Escolares. “É motivo de muita alegria ver que os paratletas de Mato Grosso do Sul mais uma vez honraram o nome do estado, com qualidade e um nível técnico altíssimo. Isso tudo é consequência de um trabalho árduo dos técnicos no dia a dia e de valorização do esporte paralímpico sul-mato-grossense”.

nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Masters 1000

João Fonseca estreia com vitória e agora enfrenta o 129º em Cincinnati

Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane

16/08/2026 15h30

João Fonseca

João Fonseca Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca estreou com vitória em sua segunda participação no Masters 1000 de Cincinnati. Neste domingo, o tenista de 19 anos venceu Botic van de Zandschulp, da Holanda, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 7/6 (7/2). Na próxima rodada, o brasileiro, 26º do ranking, tem um confronto teoricamente mais tranquilo e enfrenta o australiano Christopher O'Connell, apenas o 129º do mundo e que veio do qualifying.

Com a segunda vitória seguida em sua terceira partida contra Van De Zandschulp, número 59 do ranking, Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane, que ocupava a modesta 136ª colocação no ranking.

Nesta temporada, como cabeça de chave, o brasileiro folgou na primeira rodada e sofreu contra Van De Zandschulp a primeira quebra da partida, no terceiro game, mas conseguiu confirmar o break point na sequência e empatou em 2 a 2. O confronto ficou equilibrado, com os tenistas confirmando seus serviços até o 10º game, quando Fonseca conseguiu a quebra e fechou em 6/4.

No segundo set, o brasileiro conseguiu abrir uma vantagem de 4 a 1, mas permitiu a reação do adversário, que venceu três games seguidos e desperdiçou um break point no nono game. Os tenistas foram confirmando seus saques e a definição do set foi para o tie break. Fonseca começou o desempate com agressividade e logo abriu 4 a 0, depois só precisou administrar a vantagem para fechar em 7/2 e 2 a 0 em 1h47.

O'Connell chegou à terceira rodada passando pelo norueguês Cásper Ruud neste domingo no Masters 1000 de Cincinnati. O ex-vice-líder do ranking e atual 17º abandonou a partida com problema físico quando o placar marcava 7/5 e 2/1 para o adversário. Será a primeira partida entre Fonseca e O'Connell, que tem 32 anos.

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