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Catar

Contra a Suíça, Brasil deve ter Militão na lateral e Fred no lugar de Neymar

Seleção brasileira faz seu segundo jogo na Copa do Mundo nesta segunda, às 12h, em busca de garantir vaga nas oitavas

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Na entrevista coletiva, o técnico Tite preferiu manter sob sigilo a escalação do Brasil contra a Suíça, partida de hoje, às 12h (de MS), no estádio 974. No treino de domingo (27), no Grand Hamad Stadium, em Doha, apesar de a atividade ser fechada, o treinador indicou a formação a ser adotada no confronto.

Na maior parte da movimentação, Éder Militão e Fred foram os escolhidos para ocupar as vagas dos lesionados Danilo e Neymar. Outros atletas foram observados no time titular – o jovem Rodrygo entre eles –, mas a tendência é de que a equipe tenha mesmo o desenho adotado por mais tempo no último treino.

Provável substituto de Neymar, Fred não vai executar a função do camisa 10. Ele atuará em sua posição, a de segundo homem de meio-campo. Assim, Lucas Paquetá será adiantado no setor, trabalhando como um armador.

Rodrygo seria uma opção de características mais parecidas com a do dono da posição, porém tem apenas 21 anos e nunca foi escalado como titular da seleção.

Com o volante de 29 anos, que está em sua segunda Copa do Mundo, o treinador tem alternativa de maior experiência.

Já na lateral direita, a opção não foi pela rodagem. Daniel Alves, 39, deverá ficar no banco de reservas. 

Não havendo surpresas, o posto de Danilo será ocupado pelo zagueiro Militão, 24, que atuou como lateral no início da carreira, no São Paulo, e em alguns momentos de sua passagem pelo Porto.

“A definição da equipe já foi feita, mas tenho por hábito agora de passar na hora do jogo. Em termos de estratégia, você consegue fazer algumas mudanças comportamentais ou de características de atletas”, pontuou o técnico brasileiro, sem dar indícios sobre a lateral.

O técnico já escalou Militão nessa posição em amistoso contra Gana, um dos últimos na preparação para o Mundial do Catar.

“Militão já jogou nessa função, tem característica para tal, e o Dani é um construtor, fora a qualidade técnica e de liderança que tem”, considerou o técnico, para depois tentar colocar um ponto final nas perguntas sobre o time que vai encarar a Suíça. “Moral da história? Não vou dizer quem vai jogar”.

Ao mesmo tempo em que escondia o jogo, o treinador procurava demonstrar serenidade sobre o fato de não poder contar com dois titulares logo na segunda partida da Copa.

“Temos de viver o dia a dia, as possibilidades reais de cada um, e saber que existem 26 atletas em condições. Não dá para fugir disso. O senso de equipe é importante”.

ADVERSÁRIO

Depois de bela atuação contra a Sérvia na quinta-feira (24), o Brasil busca uma vitória diante da Suíça para deixar encaminhada a vaga para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Ambas as equipes estão com três pontos, mas o Brasil ocupa a primeira colocação do Grupo G por ter dois gols de saldo, quando o rival tem um.

Pelo lado dos suíços, apesar da ausência de Neymar, o técnico Murat Yakin diz que ainda vê o Brasil como uma das principais forças da competição.

“Nosso foco está na nossa tarefa e vamos jogar contra uma equipe, contra jogadores de altíssimo nível. Esperamos que nosso adversário esteja na melhor forma, gostaria de ter todos bem, mas o Brasil tem jogadores para formar três grandes equipes. Neymar não joga, mas temos de focar no nosso trabalho”, disse o treinador.

“Espero ansiosamente o jogo. Quando eu era criança, adorava ver os jogos da seleção brasileira. Talvez por isso tenha me tornado profissional do futebol, e fiquei muito feliz no sorteio. Será um jogo tático, temos de ter estratégia e jogar unidos”, completou.

Depois da vitória por 1 a 0 diante de Camarões, na estreia, o técnico disse que espera uma partida mais veloz contra o Brasil.

“Não tem como comparar as duas equipes [seleções]. Nossa equipe tem experiência suficiente para se adaptar aos adversários e aos contextos. O Brasil tem jogadores muito rápidos, que fazem transições rápidas e aceleram o ataque. Estamos prontos, treinamos bem, também temos jogadores velozes”, avaliou Yakin.

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nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Masters 1000

João Fonseca estreia com vitória e agora enfrenta o 129º em Cincinnati

Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane

16/08/2026 15h30

João Fonseca

João Fonseca Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca estreou com vitória em sua segunda participação no Masters 1000 de Cincinnati. Neste domingo, o tenista de 19 anos venceu Botic van de Zandschulp, da Holanda, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 7/6 (7/2). Na próxima rodada, o brasileiro, 26º do ranking, tem um confronto teoricamente mais tranquilo e enfrenta o australiano Christopher O'Connell, apenas o 129º do mundo e que veio do qualifying.

Com a segunda vitória seguida em sua terceira partida contra Van De Zandschulp, número 59 do ranking, Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane, que ocupava a modesta 136ª colocação no ranking.

Nesta temporada, como cabeça de chave, o brasileiro folgou na primeira rodada e sofreu contra Van De Zandschulp a primeira quebra da partida, no terceiro game, mas conseguiu confirmar o break point na sequência e empatou em 2 a 2. O confronto ficou equilibrado, com os tenistas confirmando seus serviços até o 10º game, quando Fonseca conseguiu a quebra e fechou em 6/4.

No segundo set, o brasileiro conseguiu abrir uma vantagem de 4 a 1, mas permitiu a reação do adversário, que venceu três games seguidos e desperdiçou um break point no nono game. Os tenistas foram confirmando seus saques e a definição do set foi para o tie break. Fonseca começou o desempate com agressividade e logo abriu 4 a 0, depois só precisou administrar a vantagem para fechar em 7/2 e 2 a 0 em 1h47.

O'Connell chegou à terceira rodada passando pelo norueguês Cásper Ruud neste domingo no Masters 1000 de Cincinnati. O ex-vice-líder do ranking e atual 17º abandonou a partida com problema físico quando o placar marcava 7/5 e 2/1 para o adversário. Será a primeira partida entre Fonseca e O'Connell, que tem 32 anos.

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