Esportes

Copa 2026

México vence África do Sul na abertura da Copa diante de 80 mil pessoas

Empurrada pela torcida no Estádio Azteca, seleção anfitriã aproveita erros dos sul-africanos, controla o jogo e estreia com vitória por 2 a 0 em partida marcada por três expulsões

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A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira (11) com vitória dos anfitriões. Diante de 80.824 torcedores no histórico Estádio Azteca, o México fez o suficiente para superar a África do Sul por 2 a 0 e largar em vantagem no Grupo A da competição.

Sem precisar de uma atuação exuberante, a seleção comandada por Javier Aguirre soube aproveitar as fragilidades do adversário, especialmente os erros recorrentes na saída de bola e a falta de organização defensiva.

O resultado confirmou o favoritismo dos mexicanos e colocou pressão sobre os sul-africanos, que encerraram a rodada sem pontuar.

O primeiro gol da Copa do Mundo saiu logo aos nove minutos. Após erro de Sithole na tentativa de sair jogando, Lira recuperou a posse e acionou Quiñones, que finalizou com precisão para abrir o placar.

O atacante, além de marcar o primeiro gol do torneio, foi um dos destaques da partida ao comandar as principais ações ofensivas do México durante a etapa inicial.

Empurrado por uma torcida que transformou o Azteca em um caldeirão, o México dominou a posse de bola e controlou o ritmo do confronto. Ainda assim, reduziu a intensidade após a parada para hidratação e permitiu que a África do Sul avançasse alguns metros em campo.

Os africanos, porém, encontraram enormes dificuldades para transformar a posse em oportunidades reais de gol. Com limitações técnicas na construção das jogadas e pouca criatividade no setor ofensivo, a equipe apostou principalmente em lançamentos longos e bolas aéreas, sem conseguir ameaçar de forma consistente a meta defendida por Rangel.

Se a derrota não foi mais ampla, muito se deve ao goleiro Williams. O camisa 1 sul-africano realizou intervenções importantes e evitou que os anfitriões construíssem uma vantagem maior ainda no primeiro tempo. A trave também colaborou para manter o placar apertado antes do intervalo.

Na volta para a segunda etapa, os problemas da África do Sul ficaram ainda mais evidentes. Aos cinco minutos, Gutiérrez escapou em velocidade e foi derrubado por Sithole quando avançava em direção ao gol. O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio marcou a infração fora da área e expulsou o defensor sul-africano.

Com um jogador a mais, o México passou a controlar completamente as ações. Apesar de encontrar alguma dificuldade para acelerar o jogo, os donos da casa ampliaram aos 22 minutos. Após troca de passes pelo centro do campo, Quiñones encontrou Alvarado pela direita.

O atacante cruzou com precisão para Raúl Jiménez cabecear firme e marcar o segundo gol mexicano.

A partida ganhou contornos ainda mais dramáticos na reta final. Aos 38 minutos, o VAR identificou uma agressão de Zwane sobre Alvarado. Após revisar o lance, Wilton Pereira Sampaio mostrou o segundo cartão vermelho para a equipe africana.

Já nos acréscimos, o árbitro brasileiro voltou a ser protagonista ao expulsar o zagueiro Montes, do México, após falta cometida na entrada da área. Com isso, o duelo terminou com três cartões vermelhos distribuídos e a arbitragem como um dos assuntos mais comentados da estreia do Mundial.

Além da vitória, o México deixou uma impressão positiva ao demonstrar organização coletiva e entrosamento. A preparação prolongada realizada antes do torneio parece ter surtido efeito, permitindo que a equipe controlasse a partida sem necessidade de grande desgaste físico.

Como fica o Grupo A?

No Grupo A, os mexicanos somam os primeiros três pontos e assumem posição favorável na disputa pela classificação. Já a África do Sul terá de reagir rapidamente para manter vivo o sonho de avançar à próxima fase.

As duas seleções voltam a campo na próxima quinta-feira (18). A África do Sul enfrenta a República Tcheca, em Atlanta, às 13h (de Brasília). Mais tarde, às 22h, o México encara a Coreia do Sul, em Zapopan, na região metropolitana de Guadalajara.

Árbitro Brasileiro

A atuação do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio também ganhou destaque na abertura da Copa do Mundo. Com personalidade e rigor disciplinar, o juiz distribuiu três cartões vermelhos ao longo da partida e foi decisivo em lances que influenciaram diretamente o andamento do confronto.

Wilton expulsou o sul-africano Sithole após falta em Gutiérrez quando o mexicano avançava em direção ao gol, confirmou por meio do VAR a expulsão de Zwane por agressão em Alvarado e, já nos acréscimos, mostrou cartão vermelho para o mexicano Montes.

As decisões colocaram o brasileiro no centro das atenções em uma estreia marcada por forte intensidade física e momentos de tensão entre as equipes.

Escalações

México: Rangel; Reyes, Montes, Vásquez e Gallardo; Lira, Gutiérrez e Fidalgo; Alvarado, Raúl Jiménez e Quiñones. Técnico: Javier Aguirre.

África do Sul: Williams; Mudau, Okon, Sibisi, Mbokazi e Modiba; Mokoena, Sithole e Adams; Foster e Rayners. Técnico: Hugo Broos.

Futebol

Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

Em São Paulo, seleção masculina derrota Costa Rica pelas semifinais

10/09/2026 20h00

Taba Benedicto

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Maior vencedor da Copa América de futebol de cegos entre os homens, o Brasil vai em busca do sétimo título. Nesta quinta-feira (10), a seleção verde e amarela derrotou a Costa Rica por 2 a 0 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, pelas semifinais da competição.

Os brasileiros não encontraram dificuldades e abriram vantagem sobre os costarriquenhos antes da metade da primeira etapa - cada tempo tem 20 minutos de duração. Aos seis, Maicon conduziu a bola após cobrança de falta, arrastou a marcação de três adversários e chutou rasteiro para abrir o placar. Aos 12, Nonato recebeu na área e bateu forte, no alto, sem chances para o goleiro Rony Madrigal.

No segundo tempo, o técnico Cesinha aproveitou para rodar o elenco. Mesmo assim, a equipe da casa manteve o jogo sob controle e até criou algumas chances, parando em boas defesas do goleiro costarriquenho.

Em 11 edições, o Brasil sempre foi à final, com seis conquistas e quatro vices. O último na edição de 2022, quando perderam nos pênaltis para a anfitriã Argentina.

Os Murciélagos (morcegos, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), aliás, ficaram fora da decisão continental pela primeira vez. Mais cedo nesta quinta, os hermanos, atuais campeões mundiais e vice paralímpicos foram superados pela Colômbia por 1 a 0 nas penalidades, após empate sem gols com bola rolando.

A final diante dos colombianos será neste sábado (12), às 17h30 (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa) no YouTube transmite a partida ao vivo.

Esta será a segunda final do Brasil neste ciclo da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Em julho, os brasileiros conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar (Colômbia), superando os argentinos na decisão.

Apesar da queda nas semifinais, a Costa Rica se garantiu no Campeonato Mundial do ano que vem, assim como Argentina e Colômbia. O Brasil, como país-sede, já tinha vaga assegurada. Pentacampeã paralímpica, a seleção verde e amarela é também cinco vezes campeã do mundo, sendo a maior vencedora nos dois principais eventos da modalidade.

Decisão

Brasília vai receber a primeira final única da Copa do Brasil

Estádio sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio

10/09/2026 13h45

Foto: Divulgação

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O Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da primeira final única da Copa do Brasil, marcada para o dia 6 de dezembro. A CBF vai anunciar nesta quinta-feira, 10, após o sorteio do mando das semifinais.

Palmeiras, Vasco, Atlético Mineiro e Grêmio seguem na disputa e se enfrentam pelas semifinais no início de novembro.

O Mané Garrincha sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio em uma edição com semifinalistas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em agosto, o governo do Distrito Federal enviou um ofício à CBF em oferecendo o Mané Garrincha como sede da final. No documento, o governo exaltou as "condições estruturais, logísticas e institucionais" do estádio, "plenamente compatíveis com a dimensão esportiva, econômica e simbólica da principal competição eliminatória do futebol brasileiro".

Como não recebe regularmente partidas da Série A do Brasileirão, o estádio não conta com a tecnologia do sistema de impedimento semiautomático, o que demandará algum tempo para a instalação. Precisará, então, passar pelas adequações necessárias de infraestrutura para que os equipamentos funcionem, além da realização de testes.

A opção por Brasília tem sido bastante utilizada pela CBF para os jogos da Supercopa, confronto entre os campeões da Série A e da Copa do Brasil, principalmente pelo fator neutralidade. Das sete edições do confronto desde a retomada do formato, em 2020, quatro foram disputadas no Mané Garrincha.

Disputada desde 1989, a Copa do Brasil terá pela primeira vez uma final realizada em jogo único, repetindo o modelo adotado pela Uefa com a Champions League, e pela Conmebol com Libertadores e Sul-Americana.

O torneio com a maior premiação do País vai render R$ 78 milhões só ao campeão só pela vitória na final e R$ 34 milhões ao vice.

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