O Tribunal de Justiça de Minas Gerais divulgou hoje (20) que foram condenados a 20 anos e seis meses de reclusão por latrocínio (roubo seguido de morte) os três acusados de matar William Morais, meio-atacante do Corinthians que estava emprestado ao América-MG, assassinado em 6 de fevereiro, em Belo Horizonte. Ainda cabe recurso à decisão.
Darrison Ferraz da Silva, Hebert Silva Lopes, ambos de 18 anos, e Daivisson Carlos Basílio Moreira, 23 anos, inicialmente deverão cumprir penas em regime fechado. Para Silva e Lopes, foi reconhecida a atenuante da menoridade relativa, já que eles tinham menos de 21 anos na data do crime. Para Moreira, foi considerado o agravante da reincidência.
No depoimento prestado em 29 de abril, os três acusados negaram a denúncia e afirmaram que a morte do atleta foi acidental. O crime ocorreu quando o atleta de 19 anos foi abordado pelos suspeitos na porta de um sítio, na região da Pampulha, onde participava de uma festa.
William Morais foi atingido no peito por tiros de arma de fogo. Em depoimento dado à polícia, os suspeitos chegaram a confessar que estavam interessados apenas no cordão de ouro do jogador. Acusado de ser o autor do disparo, Silva afirmou na Justiça que não tinha a intenção de praticar roubo e que andava armado por segurança, pois sofria ameaças.
Silva disse que, ao passarem perto do local da festa, mexeram com a mulher que acompanhava o jogador, momento em que o atleta foi "tirar satisfação" com a dupla. William Morais teria dado um soco no peito de Lopes e "partindo para cima" de Silva. Ambos afirmaram que Moreira não teve participação no ocorrido. Após o crime, segundo depoimento dos suspeitos, os dois foram para a casa de Silva e, somente lá, Moreira apareceu.







