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Moradores atingidos pela enchente de 2011 não vivem clima de Copa em Teresópolis

Moradores atingidos pela enchente de 2011 não vivem clima de Copa em Teresópolis

AGÊNCIA BRASIL

25/05/2014 - 15h15
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Enquanto o clima na região central de Teresópolis é de festa para receber a Seleção Brasileira de Futebol a partir desta segunda-feira (26), em bairros afastados a sensação é de apatia e até revolta. Se a entrada da cidade está decorada com pórtico e bandeiras coloridas, na zona rural a cor predominante é a da poeira e das marcas deixadas pela enxurrada que provocou mais de 900 mortes em toda a região serrana, cerca de 350 só em Teresópolis. Pessoas que perderam tudo nas chuvas de janeiro de 2011, incluindo casa e parentes, reclamam de abandono e dizem que não estão nada entusiasmadas com a Copa.

“Para mim, não tem clima de festa nenhum. Eu perdi minha família quase toda. Perdi minha mulher e minha filha. Minha casa, não ficou um tijolo em pé. Só não morri porque Deus não quis me levar. Mas torcer pela seleção, nós vamos torcer”, disse o cortador de pedras Luiz Cláudio Carvalho dos Santos que, na última sexta-feira (23), cortava à mão uma rocha, fazendo lajotas e paralelepípedos, no que restou do bairro de Campo Grande, o mais afetado na cidade.

Campo Grande foi arrasado por uma cabeça d´água que desceu da serra e destruiu as casas em poucos minutos, deixando dezenas de mortos. Todos os moradores foram posteriormente retirados do local e os imóveis foram condenados e demolidos. Poucas ruínas ainda permanecem em pé, como testemunho da pior tragédia natural da história do país. Dentro de algumas ainda estão restos do que já foi uma residência, com sofá, cama, móveis de cozinha, objetos pessoais e roupas, tudo estragado pela água e pelo tempo.

O difícil para os moradores é esquecer as cenas que viram na noite do dia 11 de janeiro de 2011. O local se parece hoje mais com um bairro fantasma, com poucas pessoas que resistiram em sair. O comércio, que já teve até supermercado, se resumiu a dois bares na beira da estrada.

“Hoje em dia, a gente trabalha para sobreviver, pois não tem quase ninguém. Da minha parte, não tem clima para festa ou Copa. Tem muita gente que não está nem aí para as coisas. Quem mora aqui está abalado até hoje. Antigamente, em época de Copa, isto aqui era tudo enfeitado. Hoje você não vê nada disso, não tem mais animação. Eu só continuo no comércio para dar assistência às pessoas que ficaram aqui. Seria injusto, da minha parte, não fazer isso”, contou o comerciante Ricardo Cavalcante. Ele chegou a ter três comércios antes da tragédia e atualmente sobrevive com um bar, onde vende bebidas, linguiça frita e alguns mantimentos para os poucos moradores de Campo Grande, cujo único lazer se resume a duas mesas de sinuca.

Outras pessoas perderam, por causa da tragédia, até mesmo o emprego. O técnico de enfermagem Bruno Polderman, que nos dias que se seguiram à enxurrada trabalhou no resgate de feridos e na retirada dos mortos, hoje não consegue trabalho. Por causa da água suja, contraiu uma bactéria que provocou duas feridas profundas em sua perna, hoje transformadas em grandes cicatrizes. “Eles não me encostam. Só que eu não consigo emprego na minha área, por causa das cicatrizes causadas pela bactéria. Minha casa foi condenada, mas nunca me indenizaram”, disse Bruno, que ainda mora no mesmo imóvel: “Eu, particularmente, não quero saber de Copa. Aqui está tudo abandonado. Na cidade fizeram só maquiagem, para agradar os turistas”.

De acordo com a prefeitura de Teresópolis, entre agosto e setembro deste ano serão entregues as primeiras 250 casas para os desabrigados de 2011, devendo chegar a 700 unidades até dezembro deste ano. A meta é, até 2015, entregar um total de 1.600 residências. A maioria dos atingidos recebeu indenização ou continua recebendo aluguel social.

Na frente

Na Malásia, Verstappen faz sua primeira pole position da temporada

Tetracampeão tenta primeira vitória em 2026; Bortoleto largará em 10º

03/10/2026 23h00

Verstappen

Verstappen Reprodução/Twitter F1

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Na manhã deste sábado (3), o holandês Max Verstappen, da Red Bull Racing, fez o que ainda não havia conseguido em 2026. Na 16ª etapa da temporada, enfim, veio a primeira pole position para o piloto tetracampeão do mundo de Fórmula 1.

No GP do Bahrein, que este ano está sendo disputado na Malásia por conta das tensões bélicas no Oriente Médio, Verstappen encerrou um jejum que começou em dezembro de 2025, quando fez o melhor tempo no treino classificatório no GP de Abu Dhabi, que encerrou o calendário da categoria no ano passado. 

Verstappen fez o tempo de 1min35s130, ficando 0s298 à frente de Lewis Hamilton, da Ferrari e 0s501 do atual líder da temporada, o italiano Kimi Antonelli, da Mercedes.

O companheiro de Verstappen na RBR, o francês Isack Hadjar, originalmente havia registrado o terceiro melhor tempo, mas foi punido com a perda de cinco posições por ter feito trocas no motor. Esta foi a 49ª pole position na carreira de Verstappen, que no momento ocupa a sexta colocação no Mundial de pilotos.

O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, fez o décimo melhor tempo da classificação e vai largar dentro da zona de pontuação na corrida marcada para a madrugada deste domingo, a partir das 4h da manhã no horário de Brasília.

Cria de MS

Arthur Dias atua por 60 minutos em amistoso contra a Índia

Em vitória parcial, zagueiro sul-mato-grossense é titular pela Seleção Brasileira

03/10/2026 11h54

Nascido em Campo Grande, Arthur Dias, é titular pela primeira vez com a camisa do Brasil

Nascido em Campo Grande, Arthur Dias, é titular pela primeira vez com a camisa do Brasil Foto: Reprodução

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Em partida amistosa entre Brasil e Índia, disputada na manhã deste sábado (3), o defensor nascido em Campo Grande, Arthur Dias fez sua estreia na equipe titular da Seleção Brasileira. 

Na ocasião, o atleta do Athletico Paranaense jogou por 60 minutos e foi substituído aos 15 minutos da etapa complementar, dando lugar à entrada do zagueiro Jair, ex-Santos e que atualmente defende as cores do Nottingham Forest, da Inglaterra. 

Arthus fez uma partida regular, sem nenhum erro defensivo grave. Durante o jogo cometeu uma falta, recuperou uma posse de bola, acertou 100% dos desarmes e não sofreu nenhum drible enquanto estava em campo. 

O zagueiro também foi efetivo no quesito de passe, onde terminou a partida com 95% dos passes certos, acertando 56 dos 59 passes tentados. Dentre os acertos, o defensor obteve êxito em 6 passes longos certos, sendo o jogador do Brasil que mais deu passe neste quesito. 

Histórico do atleta 

O campo-grandense iniciou sua trajetória no Athletico Paranaense em 2022, nas categorias de base. O jogador também passou pelas seleções brasileiras Sub-17 e Sub-20, conquistando o Sul-Americano Sub-20 em 2025.

A estreia profissional aconteceu em julho de 2025, contra o América-MG. Apesar de um início difícil, com um pênalti cometido nos minutos finais, Arthur superou o episódio e terminou a temporada como titular do Athletico, disputando 18 partidas e ajudando o clube 
na campanha de acesso à Série A.

Em 2026, o zagueiro se consolidou como destaque do time e recebeu sua primeira convocação para a Seleção Brasileira principal. Ele estreou na vitória por 4 a 2 sobre a Austrália, tornando-se o 17º jogador da história do Athletico a defender o Brasil.
 

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