Esportes

CASO NEYMAR

No Brasil, presidente do Barcelona é acusado criminalmente por fraude

No Brasil, presidente do Barcelona é acusado criminalmente por fraude

FOLHA PRESS

23/01/2014 - 16h45
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Nem só de problemas com a contratação de Neymar vive Sandro Rosell, pressionado desde o ano passado por uma ala dos sócios do Barcelona para renunciar à presidência em razão da situação delicada do cartola no Brasil.

Padrinho de casamento de Ricardo Teixeira, Rosell entrou na perigosa mistura de dinheiro público, políticos e a CBF. E assim, o cartola espanhol se viu no meio de investigações, auditorias e uma devassa em sua vida e da empresa Ailanto Marketing.

As notas fiscais 1 e 2 da empresa foram emitidas ao governo do Distrito Federal para organizar em 2008 uma partida entre Brasil e Portugal, como forma de exibir Brasília, à época candidata a sede da Copa-2014, para a Fifa e Teixeira.

A Ailanto recebeu R$ 9 milhões para organizar a partida. E começaram os problemas: parte das despesas foi paga pela federação brasiliense. A hospedagem dos atletas tem a suspeita de ter sido superfaturada. Além disso, o dinheiro da bilheteria da partida, organizada a pedido do governo, ficou com a federação.

Em um notebook da sócia de Sandro Rosell, foram encontradas remessa de R$ 1 milhão para o exterior da Ailanto para a conta do cartola em Barcelona, além de cheques nominais e repasses de R$ 705 mil a Ricardo Teixeira.

Hoje, Sandro Rosell enfrenta duas ações na Justiça de Brasília, movidas pelo Ministério Público do DF.

Na ação civil, a promotoria pede a devolução do dinheiro por parte da empresa. Na ação criminal, o cartola e sua sócia são réus, sob acusação de fraude e de se beneficiar ilegalmente da contratação sem licitação.

Um dos motivos é que os eventos apresentados como atestado de experiência da Ailanto ocorreram quando a empresa nem existia. As penas podem chegar a oito anos de prisão.
Após quase seis anos da partida, os processos continuam sem desfecho. A defesa de Rosell diz que os contratos são legais e que o jogo foi realizado e considerado um sucesso.
 

Equiparação

Fifa iguala premiações de participação na Copa feminina e CBF receberá R$ 12,6 milhões

Além do reforço financeiro, a entidade confirmou que as jogadoras terão os mesmos níveis de serviço oferecidos aos atletas do Mundial masculino de 2026

22/10/2026 23h00

Espanha é atual campeã mundial da categoria

Espanha é atual campeã mundial da categoria Cameron Spencer / Getty Images

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A Fifa anunciou nesta quinta-feira, 22, um aumento na premiação às seleções que disputarão a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil. Cada equipe classificada receberá US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,6 milhões) para a preparação para o torneio, igualando o valor oferecido às seleções participantes da Copa do Mundo masculina de 2026. A decisão faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao desenvolvimento do futebol feminino.

Além do reforço financeiro, a entidade confirmou que as jogadoras terão os mesmos níveis de serviço oferecidos aos atletas do Mundial masculino de 2026. A Fifa também estabeleceu que eventuais excedentes financeiros gerados pela competição feminina serão distribuídos às associações nacionais participantes, com uma parcela reservada exclusivamente às jogadoras.

A edição de 2027 será realizada entre 24 de junho e 25 de julho, com o Brasil como país-sede. O sorteio dos grupos está marcado para 11 de dezembro de 2026, às 13h30, no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.

Por ser o anfitrião, a seleção brasileira será cabeça de chave do Grupo A e fará a partida de abertura no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 24 de junho. A competição será a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul.

Além das mudanças financeiras para o Mundial de seleções, a Fifa anunciou novidades sobre a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes Feminina. Os Estados Unidos foram escolhidos como sede do torneio, que será disputado entre 5 e 30 de janeiro de 2028 e contará com 19 equipes de todas as seis confederações continentais.

Sete clubes já tiveram suas vagas confirmadas: Arsenal (Inglaterra), Club América (México), Barcelona (Espanha), Gotham FC (Estados Unidos), Naegohyang Women’s FC (Coreia do Norte), Wuhan Jiangda (China) e Corinthians.

futebol

Bola de Ouro abre votação para escolher maior de todos os tempos sem Pelé e Maradona

Entre os candidatos, Ronaldo Fenômeno é o único brasileiro

20/10/2026 22h00

Foto: Divulgação

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A revista France Football abriu uma votação popular para eleger o maior vencedor da história da Bola de Ouro. Batizada de B.O.A.T. (Ballon d’Or of All Time, ou Bola de Ouro de todos os tempos), a iniciativa reúne dez lendas do futebol que conquistaram o prêmio pelo menos duas vezes. Entre os candidatos, Ronaldo é o único brasileiro.

A eleição faz referência à expressão G.O.A.T. (Greatest of All Time), utilizada mundialmente para definir o maior atleta de todos os tempos em determinada modalidade. A proposta da revista é permitir que os torcedores escolham seu favorito entre alguns dos nomes mais marcantes da história da premiação.

Para participar, é necessário pagar 1 euro, cerca de R$ 5,60. A contribuição dá direito a uma fotografia icônica relacionada à Bola de Ouro e habilita o torcedor a concorrer a dois ingressos para a cerimônia da premiação em 2027. A votação será encerrada em 27 de outubro de 2026, e o resultado oficial está previsto para o dia seguinte.

Além de Ronaldo Fenômeno, a lista conta com outros nove nomes que marcaram diferentes gerações do futebol mundial. Lionel Messi, com oito conquistas oficiais da Bola de Ouro, e Cristiano Ronaldo, com cinco, estão entre os principais destaques da seleção.

Confira os dez candidatos e o número de Bolas de Ouro conquistadas:

  • Lionel Messi (Argentina): 8 títulos
  • Cristiano Ronaldo (Portugal): 5 títulos
  • Johan Cruyff (Holanda): 3 títulos
  • Michel Platini (França): 3 títulos
  • Marco van Basten (Holanda): 3 títulos
  • Ronaldo Fenômeno (Brasil): 2 títulos
  • Alfredo Di Stéfano (Argentina/Espanha): 2 títulos
  • Franz Beckenbauer (Alemanha): 2 títulos
  • Kevin Keegan (Inglaterra): 2 títulos
  • Karl-Heinz Rummenigge (Alemanha): 2 títulos

Apesar de reunir grandes nomes da história do futebol, a lista não contempla lendas como Pelé, Diego Maradona e Garrincha. A ausência está relacionada aos critérios históricos de elegibilidade da Bola de Ouro e às regras utilizadas para definir os candidatos desta votação.

Durante décadas, a premiação teve restrições que impediram jogadores de fora da Europa de concorrer. A elegibilidade foi ampliada em 1995 para incluir atletas de qualquer nacionalidade que atuassem em clubes europeus e, em 2007, passou a abranger jogadores de todo o mundo.

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