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Pensei em parar de apitar, diz árbitro após ofensas racistas

Pensei em parar de apitar, diz árbitro após ofensas racistas

terra

07/03/2014 - 11h30
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Em declarações publicadas pela edição desta sexta-feira do jornal Zero Hora, o árbitro Márcio Chagas da Silva admitiu que pensou em parar de apitar após ser alvo de ofensas racistas no jogo Esportivo 3 x 2 Veranópolis, válido pela 12ª rodada da primeira fase do Campeonato Gaúcho. Segundo o juiz, a torcida de Bento Gonçalves direcionou a ele declarações como “macaco safado” e “volta para a selva, negro”.

“Eu pensei em parar de apitar”, disse ele ao jornal, citando o filho Miguel, de 10 meses, como principal motivação para a possibilidade de deixar ao apito. “Apito no país inteiro, só vejo racismo no Rio Grande do Sul. Não sou eu o errado. Decidi desabafar, é a melhor forma de ajudar Miguel”, completou Márcio.

Em 2005, o árbitro foi alvo de ofensas também no jogo Caxias x Encantado – o técnico do time visitante, Danilo Mior, chamou o juiz de “negrão coitado”, ato que foi relatado na súmula do jogo e que valeu 60 dias de suspensão ao técnico. Para Márcio Chagas da Silva, esse tipo de ofensa é comum na Serra Gaúcha, onde “é muito difícil trabalhar”.

Em sua casa após a partida, deixou de lado a redação da súmula e enviou um e-mail aos amigos, comentando o incidente no jogo em Bento Gonçalves. “Ontem à noite (quarta-feira) fui recebido de forma hostil, algo que não é novidade, mas também com insultos racistas desde a entrada em campo (...). Fui chamado por parte de torcedores do Esportivo com as seguintes palavras: ‘macaco safado ladrão, volta para selva negro imundo’. Além destes elogios todos, meu carro foi amassado a pontapés nas portas e arranhado com algum objeto contundente, sendo que colocaram bananas por cima do carro e no cano de escapamento.”

Jogo decisivo

Órgão Especial do TJRJ confirma Vasco x Boca Juniors no Maracanã

Decisão foi tomada por unanimidade

19/10/2026 23h00

Maracanã terá novo gramado em 2027

Maracanã terá novo gramado em 2027 Foto: Divulgação / Maracanã

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) em sessão realizada nesta segunda-feira, (19), decidiu, por unanimidade, que a partida válida pela semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco da Gama e Boca Juniors será realizada nesta terça-feira, (20), às 21h30, no Estádio Jornalista Mário Filho – Maracanã. O órgão especial é formado pelos 25 desembargadores mais antigos do tribunal.

Durante o seu voto, o relator Joaquim Domingos ratificou o seu entendimento, do último dia 13 de outubro, no sentido de restabelecer a decisão que deferiu a tutela recursal antecipada, determinando à Fla-Flu Serviços S.A que efetivasse a disponibilização do Maracanã para a realização do jogo válido pelas semifinais da Sul-Americana 2026.

De acordo com o magistrado, “os ingressos para a partida entre Vasco e Boca Juniors já tinham sido comercializados" e "o jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo, incialmente agendado para a mesma data no Maracanãzinho, foi transferido para o Tijuca Tênis Clube”.

Para que a partida fosse realizada no Maracanã, ocorreram quase três semanas de batalhas judiciais entre o Vasco da Gama e o Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do estádio.

Na terça-feira passada (13), no jogo de ida, o Vasco venceu o Boca Juniors, no estádio da Bombonera, em Buenos Aires por 1 a 0 e se classificou para a decisão da Copa Sul-Americana, com a vantagem do empate, no Maracanã.

Os ingressos colocados à venda pelo Vasco da Gama se esgotaram rapidamente, após a decisão final da Justiça do Rio. O clube não divulgou o número de ingressos vendidos, mas a estimativa é que a comercialização tenha atingido os 65 mil bilhetes.

Futebol Feminino

Pantanal goleia por 7 a 0 e conquista bicampeonato estadual feminino

Equipe fecha campanha com 99 gols marcados, nenhum sofrido e 100% de aproveitamento; time também chegou às quartas de final do Brasileiro A3

18/10/2026 16h26

Rodrigo Moreira

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O Futebol Clube Pantanal confirmou o domínio no futebol feminino de Mato Grosso do Sul neste domingo (18), vencendo o Taveirópolis por 7 a 0 na conquista do Campeonato Sul-Mato-Grossense Feminino de 2026. Com a goleada na decisão, disputada em Campo Grande, a equipe encerrou o torneio com 100% de aproveitamento, 99 gols marcados e nenhum sofrido.

A vitória garantiu o segundo título estadual consecutivo do Pantanal, que já havia levantado a taça no ano passado. Na edição deste ano, o time manteve uma campanha invicta desde a fase de grupos e ampliou a vantagem sobre os adversários nas semifinais, quando venceu o Flamengo-MS por 15 a 0 no primeiro jogo e por 14 a 0 na partida de volta.

Na fase classificatória, o Pantanal marcou 63 gols e não sofreu nenhum. As goleadas sobre Atlético Santista e União Recreativo Social (URSO), somadas aos resultados das semifinais e da decisão, levaram o time à marca de 99 gols no campeonato.

Com o título, o Pantanal assegura o direito de representar Mato Grosso do Sul no Campeonato Brasileiro Feminino Série A3 e na Copa do Brasil Feminina de 2027.

Destaque Nacional 

Além da conquista estadual, a equipe disputou o Campeonato Brasileiro Feminino A3 em 2026 e chegou às quartas de final. Depois de avançar pelas fases anteriores, enfrentou o Planalto-GO em jogos de ida e volta. O time sul-mato-grossense perdeu as duas partidas por 1 a 0 e foi eliminado, encerrando a participação entre as oito equipes que chegaram àquela etapa da competição.

A participação nacional marcou mais um capítulo na trajetória do clube, que voltou a disputar competições brasileiras após conquistar o estadual de 2025. Na Copa do Brasil Feminina, a equipe também representou Mato Grosso do Sul na temporada.

Após a conquista deste domingo, o clube agradeceu às atletas, à comissão técnica, ao staff, à diretoria e aos parceiros que apoiaram o projeto ao longo do ano.

 

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