Esportes

FUTEBOL 2019

Polícia cumpre mandados de busca e apreensão no Cruzeiro e na casa de dirigentes

Clube diz apoiar investigações por meio de nota

ESTADÃO CONTEÚDO

09/07/2019 - 10h38
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Dois dias antes de o Cruzeiro enfrentar o Atlético-MG no clássico válido pelo confronto de ida das quartas de final da Copa do Brasil, no Mineirão, a sede do clube no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte, foi palco de uma operação policial na manhã desta terça-feira. A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu no local mandados de busca e apreensão, o que também ocorreu nos centros de treinamento dos profissionais e das categorias de base do clube, a Toca da Raposa e Toquinha, e ainda nas residências do presidente Wagner Pires de Sá, de Itair Machado, vice-presidente de futebol, e Sérgio Nonato, diretor geral do Cruzeiro.

O cumprimento destes mandados é um novo passo da operação policial que investiga membros da diretoria do clube, acusado de falsificação de documentos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Esta operação foi denominada Primeiro Tempo e é realizada pela Divisão Especializada de Investigação a Fraudes da Polícia Civil de MG, que prometeu emitir um comunicado nesta terça-feira para esclarecer as diligências. 

A investigação começou após uma reportagem veiculada pelo programa Fantástico, da TV Globo, no final de maio, revelar denúncias de irregularidades na atual administração do Cruzeiro. Entre as denúncias estão a venda no ano passado de parte dos direitos econômicos de Estevão William, chamado de "Messinho", então com 11 anos, para pagar uma dívida de R$ 2 milhões com o empresário Cristiano Richard. A Lei Pelé e o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbem menores de 12 anos de possuírem contratos empregatícios.

Para quitar o débito com Cristiano Richard, o Cruzeiro, segundo apurou um inquérito da Polícia Civil, incluiu parte dos direitos de jogadores do profissional, como Raniel e Murilo, ambos já vendidos pelo clube, além de Cacá, David e de outros atletas que passaram pela base cruzeirense e acabaram sendo negociados, como por exemplo Gabriel Brazão e Vitinho.

A reportagem veiculada pela TV Globo em maio também apontou irregularidades em transações e valores superfaturados pagos pelo Cruzeiro para empresas prestadoras de serviço. A Polícia Civil já interrogou 15 pessoas que mantinham relações com o clube, entre as quais funcionários, ex-empregados, dirigentes e agentes esportivos.

Para completar, a Polícia Civil investiga os aumentos expressivos dos valores nos salários de dirigentes, como Itair Machado e Sérgio Nonato, a contratação de conselheiros para prestação de serviços e pagamentos feitos às torcidas organizadas.

Em meio a este escândalo, o Cruzeiro viu a sua dívida geral subir de R$ 384 milhões em 2017 para R$ 520 milhões em 2018 e ainda não teve o seu balanço financeiro do ano passado aprovado pelo Conselho Fiscal do clube.

CRUZEIRO DIZ APOIAR INVESTIGAÇÃO - Após a deflagração dos mandados de busca e apreensão realizados na manhã desta terça-feira, a diretoria do Cruzeiro divulgou uma nota oficial na qual disse vir a público para "manifestar seu apoio às apurações das denúncias feitas pelo programa Fantástico, da Rede Globo, no dia 26 de maio passado".

"O clube informa que entregou às autoridades toda a documentação solicitada para a investigação. Lamentamos apenas que este fato esteja acontecendo exatamente às vésperas de uma decisão importante na Copa do Brasil. O Cruzeiro Esporte Clube informa que continuará à disposição das autoridades competentes para quaisquer tipos de outros esclarecimentos necessários", completa a nota.

Atual bicampeão da Copa do Brasil, com os títulos obtidos em 2017 e 2018, o Cruzeiro enfrenta o arquirrival Atlético-MG às 19h (de MS) desta quinta-feira, no Mineirão, no duelo de ida das quartas de final desta edição da competição. O confronto de volta do mata-mata será no próximo dia 17, no estádio Independência, em Belo Horizonte.

ginástica

Rebeca Andrade anuncia retorno às competições neste ano após pausa em 2025

Maior medalhista olímpica do Brasil se ausentou para cuidar da saúde mental e ficar com a família

12/04/2026 22h00

Ginasta Rebeca Andrade é uma das três brasileiras que aparecem entre as 100 mulheres mais influentes ao redor do mundo

Ginasta Rebeca Andrade é uma das três brasileiras que aparecem entre as 100 mulheres mais influentes ao redor do mundo Foto: Luiza Moraes / COB

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Maior medalhista olímpica do Brasil, Rebeca Andrade anunciou neste domingo que está de volta às competições. Depois de tirar um tempo em 2025 para cuidar da saúde mental e ficar com a família, a ginasta de 26 anos se diz pronta para voltar a representar as cores do País.

Rebeca esteve prestigiando a etapa brasileira do Sail GP, competição internacional de vela, onde conversou com a reportagem do SporTV. Segundo ela, "está mantido (o plano de voltar a competir em 2026). Já conversei com o Chico direitinho, e ele já decidiu as competições que eu vou participar, mas todo mundo vai saber também".

Apesar de confirmar o retorno às atividades, Rebeca não cravou uma data exata para competir. "Estou bem animada. 2025 foi um ano muito importante para mim para eu cuidar da minha mente, cuidar do meu corpo. Ter mais esse momento com a minha família, com meus amigos para poder aproveitar também", acrescentou.

A ginasta foi o principal nome do Brasil em 2024, na Olimpíada de Paris. Depois disso, decidiu tirar um tempo 'sabático' para passar mais tempo com a família e cuidar da saúde mental. Rebeca é uma das principais representante da luta pela valorização do trabalho psicológico no esporte.

"Fazer viagens que um atleta de alto rendimento não consegue fazer. A gente tem que sempre se doar 100% para as competições, para a sua equipe, para todo mundo. Ter tido esse tempo para mim foi essencial. Esse ano eu já comecei com a energia lá em cima, estou muito animada para voltar", disse ao SporTV quando questionada sobre o que fez durante o período em que esteve afastada do esporte.

Em Paris-2024, Rebeca conquistou a medalha de ouro no solo, prata no individual geral e no salto, e bronze na categoria de equipes. Além dessas conquistas, ela também faturou o ouro no salto e prata no individual geral em Tóquio-2020.

VITÓRIA

Brasil garante duas medalhas na Copa do Mundo de Ginástica Rítmica

Jojô leva bronze na fita e conjunto fica com a prata na série mista

12/04/2026 21h00

A participação brasileira na etapa de Tashkent (Uzbequistão) da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica chegou ao fim com duas medalhas

A participação brasileira na etapa de Tashkent (Uzbequistão) da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica chegou ao fim com duas medalhas CBG/Divulgação

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A participação brasileira na etapa de Tashkent (Uzbequistão) da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica chegou ao fim com duas medalhas. Neste domingo (12), a capixaba Geovanna Santos, a Jojô, conquistou o bronze na exibição com a fita. Já no conjunto, a série mista - em que as atletas se apresentam com três arcos e duas maças (aparelho semelhante a um pino de boliche) - valeu a prata.

O pódio de Jojô foi o primeiro dela em uma etapa de Copa do Mundo e o segundo do Brasil no individual. Ela repetiu o feito da paranaense Bárbara Domingos, a Babi, que foi bronze em Sofia (Bulgária), em 2023, também na fita.

Na final deste domingo, a capixaba obteve 27.600 de nota, ficando atrás somente da alemã Darja Varfolomeev (29.650) e de Rin Chaves, dos Estados Unidos (27.800).

No conjunto, a exibição do quinteto composto pela alagoana Duda Arakaki, a paulista Nicole Pírcio, a capixaba Sofia Madeira, as paranaenses Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves e a amazonense Maria Paula Caminha, ao som da música Abracadabra, de Lady Gaga, valeu o segundo lugar, com 28.100 de pontuação.

A China ficou com o ouro (28.950). O bronze foi para a Rússia (27.400), que compete como país neutro, devido à punição do Comitê Olímpico Internacional (COI) pelo conflito militar na Ucrânia.

Elas também disputaram a final da apresentação com cinco bolas, mas ficaram na oitava e última colocação (21.400), no embalo da canção Feeling Good, de Michael Bublé. A vitória foi novamente das chinesas (27.300), com Rússia (25.950) e Belarus (25.600) completando o pódio. As bielorrussas, assim como as russas e pela mesma razão, também competem como atletas neutras.

Babi também se apresentou neste domingo, mas ficou longe da briga por medalhas. A paranaense ficou na oitava e última colocação tanto na exibição com a bola (23.150) como com as maças (25.650).

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