Esportes

3 sets a 2

Polônia derrota Brasil e derruba último invicto no Mundial

Polônia derrota Brasil e derruba último invicto no Mundial

Terra

16/09/2014 - 18h00
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O Brasil perdeu a invencibilidade no Mundial de Vôlei. Na tarde desta terça-feira, a anfitriã Polônia venceu a Seleção de virada, por 3 sets a 2 (com parciais de 22/25, 25/22, 25/14, 18/25 e 15/17, e derrubou o último invicto da competição. Sem Murilo, poupado por um estiramento na coxa, a equipe de Bernardinho teve bons momentos, mas sucumbiu à pressão da torcida e à força dos adversários e foi derrotada em Lodz.

O próximo desafio do Brasil na terceira fase será a Rússia, na próxima quarta, às 15h25 (de Brasília). Na sequência, pelo Grupo H, a Polônia enfrenta a Rússia, na quinta, no mesmo horário.

O jogo
No primeiro set, o Brasil começou na frente com Lucarelli explorando o bloqueio adversário. Com bons saques de Leandro Vissoto e bloqueio funcional de Sidão, o Brasil abriu 7/3, obrigando o técnico polonês a pedir tempo. Lucão manteve boa sequência de saques e aumentou a vantagem, chegando a 15/9. Mas na sequência, os ataques do adversário encaixaram e a Polônia encostou.

Bernardinho pediu tempo, mas não adiantou. O Brasil mantinha a vantagem mínima, mas a cada ponto, os poloneses devolviam a gentileza. Até que Klos parou Lipe na rede e deixou tudo igual. Vissoto também ficou no bloqueio e a Polônia assumiu a vantagem por 19/18.

Dai em diante, a equipe abriu três pontos de vantagem. Vissoto descontou, mas Lucarelli errou o saque e deixou os anfitriões a dois pontos de fecharem o set. Um ace de Bruninho colocou o Brasil na briga novamente, mas um erro de saque de Vissoto deu a parcial aos rivais: 25/22.

A equipe verde-amarela voltou mais forte no segundo set. A Polônia saiu na frente com bola fora de Lipe, mas também cometeu erros e deixou o Brasil virar. Bruninho encontrou Lucão, que cravou a bola na quadra adversária. Lucarelli aparecia sólido no bloqueio e o Brasil abriu vantagem de 12/8.

Os comandados de Bernardinho mantiveram uma distância folgada no placar (16 a 11), mas os poloneses se aproximaram e diminuíram para 20/19. Receoso de repetir o episódio do primeiro set, Bernardinho usou bem os pedidos de tempo e administrou a vantagem. Lipe brilhou no bloqueio e garantiu pontos decisivos. No último ponto, o atleta explorou o bloqueio dos anfitriões e fechou o set em 25/22.

O terceiro set não teve sustos para o Brasil. O time se manteve na frente durante todo o período e chegou a abrir vantagem de 16/8. A bola polonesa não passava pelo paredão formado pelo bloqueio brasileiro e a Seleção abriu 20/11. Um ace de Sidão fechou o set de maneira espetacular em 25/14.

Com um início equilibrado, Brasil e Polônia trocaram liderança no quarto set, mas logo os poloneses - estimulados por uma torcida que não parava de cantar -, cresceram e viraram a partida, sem dar chance aos brasileiros. O placar de 11/10 se transformou em 13/15, e a equipe não saiu mais da liderança, fechando o set por 25/18 com ace dos poloneses.

O tie-break foi dramático. A Polônia começou esmagando por 7/2, mas com dois pedidos de tempo bem usados por Bernardinho, o Brasil se recuperou. Com ataques importantes de Lipe, Vissoto e Lucão, a equipe chegou e deixou tudo igual (7/7). Com bloqueio caprichado de Lucarelli, o Brasil passou na frente em 12/11. A bola ia fora, mas encostou em Lucarelli e a Polônia deixou tudo igual novamente.

Lucão não conseguiu passar pelo bloqueio e os anfitriões tomaram a dianteira (13/12). No lance seguinte, Lucão cravou a bola no chão e empatou. Lucarelli errou o saque e a Polônia ficou a um ponto da vitória. Lucão, com ataque indefensável, deixou tudo igual (14/14). Lucão sacou bem colocado e o bloqueio polonês mandou para fora. Mas na sequência a Polônia explorou o bloqueio brasileiro (15/15). Wlazly colocou no chão e Polônia teve mais um ponto do jogo.

Em rally emocionante, Klos atacou e o juiz deu ponto do Brasil, mas no desafio de vídeo foi detectado o desvio do bloqueio e a Polônia fechou o jogo em 17/15, derrubando o último invicto.

19 de junho

Laura Pausini se apresenta na final da Copa do Mundo; veja todos os artistas

Além da cerimônia de encerramento, a decisão da Copa do Mundo contará com o primeiro show do intervalo nos moldes do Super Bowl na história do torneio

14/07/2026 22h00

Laura Pausini fará show no encerramento da Copa do Mundo

Laura Pausini fará show no encerramento da Copa do Mundo Foto: Reprodução

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Laura Pausini será uma das atrações da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo Fifa 2026. A cantora sobe ao palco ao lado de Robbie Williams e Nicole Scherzinger em uma apresentação transmitida ao vivo para todo o mundo no próximo domingo, 19, às 16h (horário de Brasília), diretamente do MetLife Stadium, em Nova York, pouco antes do início da grande final.

O trio interpretará Desire, música oficial da Fifa, que combina inglês e espanhol, dois dos idiomas mais falados do planeta. "Cada vez que tenho a oportunidade de unir música e esporte, percebo como ambos têm o poder de conectar as pessoas por meio de uma mesma emoção: a paixão. Participar da Copa do Mundo Fifa 2026 ao lado de Robbie Williams e Nicole Scherzinger será mais uma experiência inesquecível. É uma honra fazer parte de um evento que reúne pessoas do mundo todo por meio da música, do esporte e da celebração", afirmou Laura Pausini.

A apresentação ocorre pouco depois da passagem da artista por Nova York, onde ela encerrou as etapas latino e norte-americana da World Tour 2026/2027. A 11ª turnê da carreira da cantora já ultrapassa a marca de 450 mil ingressos vendidos em todo o mundo, com diversas datas esgotadas.

Show do intervalo terá BTS, Justin Bieber, Madonna e Shakira

Além da cerimônia de encerramento, a decisão da Copa do Mundo contará com o primeiro show do intervalo nos moldes do Super Bowl na história do torneio. A apresentação, que terá 11 minutos de duração, será comandada por BTS, Justin Bieber, Madonna e Shakira, sob curadoria de Chris Martin, vocalista do Coldplay.

O espetáculo também reunirá Burna Boy, o maestro Gustavo Dudamel, o PS22 Chorus - coral formado por alunos do 4º e do 5º ano de uma escola pública de Staten Island, em Nova York - e os Muppets da Vila Sésamo, com participação do Coldplay.

A expectativa é que o formato traga apresentações curtas e encontros entre os artistas no palco.

Espetáculo apoiará projeto de educação

O show do intervalo também terá um caráter beneficente. A apresentação apoiará o Fifa Global Citizen Education Fund, iniciativa criada para arrecadar US$ 100 milhões destinados à ampliação do acesso à educação de qualidade e ao futebol para crianças em todo o mundo.

Até o momento, o fundo já arrecadou mais de US$ 50 milhões. A expectativa é de que esse valor continue aumentando, já que US$ 1 de cada ingresso vendido para os jogos da Copa do Mundo é destinado ao projeto ao longo de todo o torneio.

copa do mundo

Rivalidade entre Argentina e Inglaterra extrapola as quatro linhas

Hostilidade dentro de campo se soma a trauma da Guerra das Malvinas

13/07/2026 23h00

Foto: Divulgação

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O confronto entre Argentina e Inglaterra na quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), vale uma vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2026. No entanto, o duelo entre as duas nações separadas por milhares de quilômetros e pelo Oceano Atlântico carrega um peso histórico que remonta a várias décadas.

Ele começa nas quatro linhas, passeia por um confronto bélico e volta aos gramados, com uma galeria de momentos emblemáticos em Mundiais. Até por isso, os dois lados sabem que uma vitória na semifinal terá um sabor extra.

São cinco confrontos entre os dois países na história dos Mundiais. Cada um deles ajuda a entender a incomum rivalidade entre nações tão distantes geograficamente. No primeiro, em 1962, no Chile, a Inglaterra bateu a Argentina por 3 a 1, resultado que acabou por eliminar os sul-americanos ainda na fase de grupos daquela Copa. A Inglaterra avançou junto com a Hungria e parou nas quartas de final diante do Brasil, que viria a conquistar o bicampeonato.

Quatro anos depois, a Copa foi realizada em território inglês e os dois países se encontraram nas quartas de final. A partida, além de acirrar os ânimos entre as duas seleções, acarretou uma das mudanças mais importantes da modalidade em todos os tempos.

Naquele duelo, vencido por 1 a 0 pelos donos da casa, o capitão argentino Antonio Rattín foi expulso de campo pelo árbitro alemão Rudolf Kreitlein, que se sentiu intimidado pela forma como o jogador se dirigiu a ele fazendo reclamações. Rattín, por coincidência, faleceu no último sábado (11), aos 89 anos. Ele foi homenageado pela seleção argentina com uma faixa de luto no braço direito durante a partida contra a Suíça, que garantiu a classificação às semifinais em 2026.

Sem conseguir entender a ordem do árbitro por conta da barreira linguística, Rattín se recusou a sair de campo, uma confusão que só foi resolvida com a intervenção da polícia.

O episódio colaborou para a criação dos cartões amarelo e vermelho, para comunicar de forma mais clara as decisões arbitrais em campo. Eles foram adotados pela primeira vez na Copa seguinte, de 1970, no México. Em 1966, a Inglaterra avançou até o título, o único do país até hoje.

No meio desta rivalidade futebolística, um episódio ocorrido em 1982 colocou os povos inglês e argentino em lados opostos no campo de batalha. A Guerra das Malvinas, que aconteceu entre abril e junho daquele ano, foi o conflito pelo domínio das Ilhas Malvinas, localizadas no Oceano Atlântico próximas à costa argentina.

O território havia sido tomado pelos ingleses em 1833 e, em meio à ditadura da Argentina, foi reivindicado como pertencente ao país. A Guerra foi vencida pelos ingleses e acabou com 904 mortos, a maioria deles (649) argentinos.

Quis o destino que na Copa seguinte os dois países se enfrentassem numa partida que acabou se tornando um dos maiores jogos, senão o maior, da história da competição. Nas quartas de final da Copa de 1986, no México, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 com dois gols antológicos do craque Diego Maradona, por motivos diferentes.

No primeiro, o famoso gol da "Mão de Deus", o camisa 10 argentino subiu para uma dividida com o goleiro Peter Shilton e usou a mão esquerda para marcar, sem que a arbitragem percebesse. O gol foi validado e, pouco depois, Maradona assinou uma obra-prima, driblando metade do time inglês até parar no gol, marcando um golaço.

Numa votação realizada pela Fifa em 2002 para escolher o melhor gol das Copas, Maradona venceu com sobras. Aquela partida se tornou o grande marco da trajetória argentina, que acabou bicampeã do mundo. 

Os dois países voltaram a se encarar na Copa de 1998, na França. Nas oitavas de final, um jogo cheio de ingredientes classificou a Argentina à fase seguinte. As equipes empataram por 2 a 2 no tempo normal e os argentinos venceram nos pênaltis.

O segundo gol inglês na partida, marcado pelo atacante Michael Owen, ficou em segundo lugar na mesma votação que coroou o lance de Maradona como o gol mais bonito das Copas até 2002. Além disso, os hermanos jogaram boa parte do duelo com um atleta a mais depois da expulsão do astro inglês David Beckham, que se envolveu em uma confusão com Diego Simeon rm um momento em que o jogo estava parado.

Beckham - então uma estrela em ascensão no Manchester United - foi visto como o culpado pela eliminação inglesa. A Argentina parou no jogo seguinte, diante da Holanda, nas quartas.

Quatro anos depois, Inglaterra e Argentina novamente tiveram um encontro na fase de grupos da Copa de 2002, no Japão e na Coréia do Sul. Em mais um desdobramento digno de roteiro cinematográfico, o confronto foi vencido pela Inglaterra por 1 a 0, com um gol de pênalti convertido justamente por Beckham.

Assim como em 1962, a Inglaterra passou de fase e a Argentina foi eliminada, um desfecho surpreendente para uma seleção tida como favorita ao título. A Inglaterra foi até as quartas e perdeu para o Brasil, que conquistou o penta.

Aquele foi o último duelo entre as seleções em Copas. O derradeiro confronto propriamente dito foi um amistoso em 2005, vencido pela Inglaterra por 3 a 2. A partir daí, é possível perceber que o craque Lionel Messi, ainda um jovem de 18 anos na ocasião, nunca enfrentou os ingleses em toda a carreira pela seleção. É a única das seleções campeãs mundiais que nunca cruzou o caminho dele.

No entanto, cinco titulares da Argentina nesta Copa atuam em clubes da Inglaterra: o goleiro Emiliano Martínez defende o Aston Villa; os zagueiros Lisandro Martínez (Manchester United) e Cuti Romero (Tottenham) também jogam por lá;  por fim, os meio-campistas Enzo Fernández (Chelsea) e Alexis Mac Allister (Liverpool) são jogadores de destaque na Premier League, considerada a melhor liga nacional do futebol mundial.

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