Porto Alegre corre o risco de ficar de fora da Copa do Mundo. A afirmação é do prefeito da capital do Rio Grande do Sul, José Fortunati, dada em entrevista à “Rádio Gaúcha” nesta segunda-feira - o problema está no custo das obras temporárias que a Fifa exige para o Mundial, mas que nem o município, nem o Internacional (dono do estádio) pretendem pagar.
Há um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Porto Alegre que garantiria incentivos fiscais às empresas privadas que arcariam com essas estruturas - porém, ele está parado há um mês nas mãos dos deputados. Segundo Fortunati, "se o projeto não for votado, estará definido que não teremos Copa do Mundo em Porto Alegre, pois não teremos como buscar recursos e a prefeitura não vai colocar recursos públicos".
Além disso, caso o Internacional consiga a isenção fiscal para a construção dessas obras, o Ministério Público do Rio Grande do Sul já determinou que o Estado deverá ser ressarcido pelos gastos. O presidente do Inter, Giovanni Luigi, já avisou que "as estruturas não são de competência do time". Na quarta-feira, haverá uma reunião convocada pelo Comitê Olímpico Local que debaterá essa questão.
As estruturas temporárias englobam diversos itens, entre eles gastos com assentos provisórios, tendas externas e internas, plataformas, iluminação, além de diversos itens para mobiliar espaços que serão utilizados somente durante a Copa.


