Enquanto o torcedor acompanha a convocação da seleção, os clubes já fazem as contas. A FIFA paga a cada time uma quantia diária por cada jogador cedido para a Copa do Mundo e o valor cresce em 2026.
Pelo FIFA Club Benefits Programme, os clubes receberam entre US$ 10 mil e US$ 10,9 mil por atleta, por dia, durante a Copa do Catar em 2022. O cálculo inclui o período de preparação, os dias de torneio e até o dia seguinte à eliminação da seleção. Ou seja: quanto mais longe o time nacional vai, mais o clube recebe.
Na prática, um jogador que ficou 30 dias com a seleção gerou cerca de US$ 300 mil ao clube algo perto de R$ 1,5 milhão na cotação atual. No total, a FIFA distribuiu US$ 209 milhões entre 440 clubes naquela edição.
Equipes brasileiras como Flamengo, Palmeiras e Athletico Paranaense foram beneficiadas com valores relevantes por terem jogadores convocados para o torneio no Catar.
Para 2026, o fundo cresce para US$ 355 milhões quase 70% a mais. E há uma novidade: pela primeira vez na história, os clubes também receberão repasses pelos jogadores liberados nas Eliminatórias, não apenas na fase final da Copa.
Para clubes do interior ou de menor porte que eventualmente revelam atletas convocados, a regra significa uma fonte de receita que antes passava despercebida e que agora chega antes mesmo do torneio começar.
Quanto o clube recebe por fase estimativa Copa 2026
O valor exato depende do número de jogadores convocados e dos dias em campo, mas com base no teto de US$ 10,9 mil por atleta/dia é possível estimar:
- Eliminado na fase de grupos (≈ 25 dias): cerca de US$ 273 mil por jogador R$ 1,4 mi na cotação atual
- Eliminado nas oitavas (≈ 32 dias): cerca de US$ 349 mil - R$ 1,75 mi
- Eliminado nas quartas (≈ 36 dias): cerca de US$ 392 mil - R$ 1,96 mi
- Vice-campeão (≈ 42 dias): cerca de US$ 458 mil - R$ 2,29 mi
- Campeão (≈ 43 dias + 1): cerca de US$ 469 mil - R$ 2,35 mi
Para um clube que tem três convocados e chega à semifinal, o repasse pode ultrapassar R$ 6 milhões só por essa competição.

