Esportes

FÓRMULA 1

Rosberg erra, mas conquista
a pole

Rosberg erra, mas conquista
a pole

g1

24/05/2014 - 09h15
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A escapada de Nico Rosberg nos instantes finais do treino classificatório para o GP de Mônaco poderia significar caminho aberto para mais uma pole position de Lewis Hamilton na temporada. Mas como o ditado, que diz que "há males que vêm para o bem", o erro acabou jogando a favor do alemão da Mercedes, que liderava a sessão com 1m15s989. Por causa do carro de Nico na área de escape, as bandeiras amarelas foram acionadas e o britânico - que vinha com boas chances de tomar a ponta - precisou abortar sua última tentativa, tendo que se contentar com a segunda posição.

O erro que acabou garantindo a pole de Rosberg logo gerou suspeitas entre os fãs da F-1. O incidente criou um mal-estar na própria Mercedes. A efusiva comemoração de Nico ao chegar aos boxes contrastava com o evidente mau humor de Hamilton.

Outro que não tem motivos para comemorar é Felipe Massa, que deverá ter pesadelos só de ver um carro da equipe Caterham. Se na primeira corrida da temporada, na Austrália, o brasileiro foi tirado por Kamui Kobayashi na primeira curva, neste sábado, em Mônaco, foi a vez de Marcus Ericsson ser seu algoz. Massa, que avançava tranquilamente para o Q2, foi abrir passagem para o sueco, que se precipitou e acertou o carro da Williams. Sem conseguir levar o carro para os boxes porque seu motor desligou, o brasileiro não pôde participar do Q2 e teve que amargar o 16º lugar no grid.

Ericsson acerta Massa no Q1; Kvyat bate

Tranquilo com o 10º tempo, Felipe Massa vinha em uma volta de desaceleração. Enquanto isso, Marcus Ericsson, em volta rápida, se aproximava. O brasileiro deixou a porta aberta para o sueco passar, mas o piloto da Caterham acabou se precipitando, entrou muito forte na Mirabeau e acertou a Williams de Massa. Os dois acabaram no guard rail. Irritado, Massa fez gestos de incredulidade e aplaudiu ironicamente Ericsson.

Outro estreante também se envolveu em um incidente no Q1. A falta de experiência pesou para o promissor Daniil Kvyat. Sem nunca ter corrido em um circuito de rua na vida, o jovem russo da STR foi traído pelas ondulações do asfalto monegasco e bateu forte na entrada chicane Nouvelle, após a saída do túnel. Mesmo fora do treino, Kvyat avançou ao Q2, em 16º.

Já o companheiro de Kvyat, Jean-Eric Vergne, em seu terceiro ano de F-1, teve a frieza para fazer o melhor tempo do Q1, com 1m17s557, seguido pela dupla da Mercedes. Foram eliminados: a dupla da Sauber, Esteban Gutiérrez e Adrian Sutil; os pilotos da Marussia, Jules Bianchi e Max Chilton; e os Caterham, Kamui Kobayashi e Marcus Ericsson.

Felipe Massa não consegue participar do Q2

Sem conseguir trazer o carro para os boxes, Felipe Massa - mesmo avançando ao Q2 com o 10º tempo - não pôde participar do restante do treino. Com isso, o brasileiro amargará a 16ª posição no grid de largada. Quem caiu fora junto com Massa foram: Nico Hulkenberg (Force India), Jenson Button (McLaren), Valtteri Bottas (Williams), Romain Grosjean (Lotus) e Pastos Maldonado (Lotus).

As Mercedes de Lewis Hamilton (1m16s354) e Nico Rosberg (1m16s465) figuraram no topo da folha de tempos do Q2. Na sequência as RBR de Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo se alternaram com as Ferraris de Fernando Alonso e Kimi Raikkonen.

Os destaques ficaram por conta dos novatos. Kvyat se recuperou da batida no Q1 e avançou ao Q3 com o sétimo tempo, à frente de Vergne, o nono. Já Magnussen passou em oitavo, enquanto seu experiente compaheiro de McLaren, Button, foi eliminado. Pérez abocanhou a última vaga para a superpole.

Rosberg erra no fim do Q3, mas fica com a pole

Pérez foi o primeiro a marcar tempo no Q3, com 1m18s327, logo superado por Raikkonen. Vergne tomou a ponta na sequência, mas viu Alonso o superá-lo. Ricciardo também figurou na primeira posição, mas aí a dupla da Mercedes entrou em ação para acabar com a brincadeira. Rosberg cravou 1m15s989 e assumiu a ponta. Hamilton veio na sequência e passou 0s059 acima do tempo do companheiro.

A cinco minutos do fim do treino, os pilotos foram para os boxes para trocar pneus para suas últimas tentativas de volta rápida. A poucos segundos do fim, Rosberg passou reto na Mirabeau e deixou o caminho aberto para Hamilton lhe tomar a pole. Mas o britânico não conseguiu abrir bem a volta, abortou sua tentativa e teve que se contentar com a segunda posição. Ricciardo e Vettel garantiram a segunda fileira do grid, seguidos por Alonso e Raikkonen.  

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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